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Olimpíada de Inverno: Brasileiras conquistam melhor resultado da história no esqui cross-country

19 fev 2026 - 08:45

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Bruna Moura e Eduarda Ribera garantem a 21ª posição nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. No esqui alpino, Alice Padilha não completa descida, mas destaca aprendizado na competição
Brasileiras alcançam melhor resultado da história no esqui cross-country por equipes. Foto: Stephanie Lecocq - 12.fev.26/Reuters

Nesta quarta-feira (18), as esquiadoras Bruna Moura e Eduarda Ribera registraram o melhor desempenho da história do Brasil no esqui cross-country feminino por equipes durante os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, na Itália. Competindo no Tesero Cross-Country Skiing Stadium, a dupla finalizou o percurso em 7min37s26 e alcançou a 21ª colocação geral. Apesar do tempo inédito para o país, as atletas ficaram a 22s95 da zona de classificação, uma vez que apenas as 15 melhores duplas avançaram para a final da modalidade.

A disputa exigiu que cada integrante completasse uma volta na pista. Eduarda Ribera, que é contemplada pela categoria pódio do Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, concluiu seu trajeto em 3min55s66. Na sequência, Bruna Moura registrou a marca de 3min41s60, somando o tempo combinado que garantiu a posição histórica.

Sobre o resultado, Eduarda Ribera enfatizou a relevância da marca: “Estou orgulhosa da performance e muito feliz em representar o Brasil mais uma vez nos Jogos Olímpicos, e também pela prova de hoje, foi a melhor do Brasil em dupla”. A parceira Bruna Moura complementou a avaliação sobre o nível da prova: “A 21ª é uma excelente colocação, a melhor que o Brasil já teve em revezamento. É difícil, mas é gostoso. Feliz de termos feito um bom tempo na prova”.

Estreia e experiência no esqui alpino
Em outro evento dos Jogos, realizado na pista de Tofane, em Cortina D’Ampezzo, a esquiadora Alice Padilha fez sua estreia no esqui alpino. Com 18 anos e sendo a integrante mais jovem do Time Brasil na competição, a atleta foi a 87ª a largar entre as 95 competidoras inscritas. Uma falha na passagem da quarta porta obrigou a brasileira a abandonar o traçado ainda na primeira descida, impossibilitando sua participação na segunda etapa da prova.

A presença de Alice Padilha marca o retorno de uma mulher brasileira à prova de esqui alpino após um hiato de 12 anos. A última representante do país havia sido Maya Harrisson, que competiu nas edições de Sochi 2014 e Vancouver 2010.

Mesmo fora da disputa por medalhas, Alice Padilha valorizou a participação olímpica como uma etapa fundamental de desenvolvimento esportivo. “Foi incrível estar aqui. Poder treinar com atletas de alto nível e ver o que elas estão fazendo e o que eu estou fazendo. E aí comparar e entender o que eu não tenho para chegar a esse nível. Foi uma ótima oportunidade de aprendizagem”, declarou a atleta.

A jovem esquiadora também projetou a continuidade de seu trabalho esportivo para o restante do ano: “Posso tirar daqui fisicamente e mentalmente muito aprendizado. Olhar para frente e ser mais intuitiva. Então eu vou continuar treinando para melhorar meu esqui. Acho que isso é tudo o que importa: ir de um nível para o outro. Só porque os Jogos Olímpicos estão terminando não significa que minha temporada está acabando”.

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Atualizado: 19/02/2026 09:42

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