Os consumidores de Vitória sentiram um alívio no orçamento doméstico no encerramento de 2025. O custo da alimentação básica na capital do Espírito Santo registrou uma queda de 7,05% no segundo semestre, saindo de R$ 767,42 em julho para R$ 727,22 em dezembro. Na prática, a redução significa uma economia de R$ 40,20 no bolso do cidadão ao final do ano. Os dados fazem parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O levantamento, realizado em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta que Vitória não apenas reduziu seus preços, mas assumiu a liderança na retração de valores entre todas as capitais da região Sudeste. O resultado local contrasta com outras capitais que tiveram quedas mais tímidas, como Belo Horizonte (MG), onde o recuo foi de apenas 1,56%.
Tomate e arroz lideram a baixa
A diminuição do valor final da cesta em território capixaba foi influenciada diretamente pelo comportamento de preços de itens indispensáveis na mesa das famílias. O “campeão” da redução foi o tomate, que apresentou uma queda expressiva de 51,48% no período analisado.
Outros produtos essenciais também registraram variações negativas significativas, contribuindo para o resultado final:
- Arroz: -16,75%
- Feijão: -15,14%
- Açúcar: -13,10%
- Café: -9,47%
Segundo a análise da Conab, esses resultados impactam diretamente o poder de compra das famílias vitorienses, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, que destinam a maior parte de sua renda mensal à compra de alimentos.
Cenário nacional e regional
Embora Vitória tenha se destacado no Sudeste, a maior redução do país ocorreu na região Norte. Boa Vista (RR) liderou o ranking nacional com uma queda de 9,08%, onde a cesta passou de R$ 712,83 para R$ 652,14, uma diferença de R$ 60,69.
O pódio das maiores quedas no Brasil é completado por Manaus (AM), com redução de 8,12%, e Fortaleza (CE), com -7,90%. No recorte regional, além da liderança de Vitória no Sudeste e de Boa Vista no Norte, destacaram-se Brasília (-7,65%) no Centro-Oeste e Florianópolis (-7,67%) no Sul.
Na ponta oposta da tabela, as menores reduções acumuladas no semestre foram registradas em Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) com -2,10% e Campo Grande (MS) com -2,16%.
Produção recorde e abastecimento
Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, a retração generalizada nos preços nas 27 capitais é reflexo direto do aumento da oferta de produtos. “Essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.
Pretto destacou ainda o papel dos Planos Safra, tanto na modalidade empresarial quanto na Agricultura Familiar, que disponibilizaram crédito ampliado e juros subsidiados. “O efeito é a maior safra da série histórica, o que se traduz em mais comida disponível e preços mais acessíveis para a população”, explicou.
Monitoramento em todas as capitais
Os dados apresentados nesta terça-feira consolidam a ampliação do monitoramento de preços no país. Desde 20 de agosto de 2025, a parceria entre a Conab e o Dieese permitiu estender a pesquisa de 17 para todas as 27 capitais brasileiras, reforçando as ferramentas da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.


















