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Brasil ultrapassa 1,5 milhão de empregos formais em 2025 e atinge recorde histórico

30 set 2025 - 07:30

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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País chega a 48,69 milhões de vínculos com carteira assinada, o maior número já registrado. Dados de janeiro a agosto mostram saldo positivo nos cinco grandes setores da economia
Brasil ultrapassa 1,5 milhão de empregos formais em 2025 e atinge recorde histórico. Foto: Leonidas Santana / Getty Images

O Brasil registrou a criação de 1.501.930 novos empregos com carteira assinada nos primeiros oito meses de 2025, elevando o estoque total de vínculos formais no país para um recorde de 48,69 milhões. Os dados, que abrangem o período de janeiro a agosto, foram divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com base no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Desde o início da atual gestão do Governo do Brasil, em janeiro de 2023, o saldo é de 4,63 milhões de vagas.

A divulgação dos números foi realizada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante uma coletiva de imprensa. O resultado acumulado do ano mostra um cenário positivo nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas.

No acumulado de janeiro a agosto, o setor de Serviços foi o principal motor da geração de empregos, com a criação de 773 mil vagas. A Indústria aparece em seguida, com mais de 273 mil postos formais, impulsionada principalmente pela fabricação de produtos alimentícios, que respondeu por 51 mil novas vagas.

Os demais setores também apresentaram saldo positivo no período: Construção Civil (194.545), Comércio (153.483) e Agropecuária (107.297).

Cenário nos Estados
Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera a geração de postos de trabalho em 2025, com 436.729 vagas criadas de janeiro a agosto. Minas Gerais (152.968) e Paraná (108.778) completam a lista dos três estados com maior saldo no período.

Quando analisada a variação relativa, os destaques foram Amapá, com um crescimento de 6,86% no número de vagas, seguido por Mato Grosso (+5,78%) и Piauí (+5,22%).

Considerando apenas o mês de agosto, o Brasil gerou 147.358 novos postos de trabalho formais. O resultado é fruto de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos. Das 27 Unidades da Federação, 25 registraram saldo positivo.

Os estados que mais criaram vagas em termos absolutos foram São Paulo (45.450), Rio de Janeiro (16.128) e Pernambuco (12.692). Proporcionalmente, os maiores crescimentos ocorreram na Paraíba (+1,61%), Rio Grande do Norte (+0,98%) e Pernambuco (+0,82%).

Quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas tiveram resultado positivo no oitavo mês do ano. O setor de Serviços liderou com a criação de 81.002 postos, seguido por Comércio (32.612), Indústria (19.098) e Construção (17.328). A Agropecuária foi o único setor com resultado negativo, registrando um fechamento de 2.665 vagas.

Detalhes das atividades
Dentro do setor de Serviços, o segmento de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais foi responsável por 39.035 postos em agosto. A área de educação teve um papel importante, com 23.785 novos empregos, especialmente na Educação Infantil e Ensino Fundamental (9.924 postos).

No Comércio, o destaque foi o varejista, que respondeu por 23.675 novos vínculos. Na Indústria, a maior geração de vagas ocorreu na fabricação de produtos alimentícios (11.319). Já na Construção Civil, os principais subsetores foram a construção de edifícios (7.001) e os serviços especializados para construção (5.255).

Perfil dos trabalhadores
O saldo de postos de trabalho em agosto foi mais positivo para as mulheres, que ocuparam 77.560 das novas vagas, enquanto os homens preencheram 69.798. A maior parte das vagas (140.969) foi ocupada por trabalhadores brasileiros, e 6.389 por estrangeiros.

No recorte por faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos foram os que mais conseguiram emprego, preenchendo 94.525 postos. Em relação à escolaridade, a maioria das vagas (96.442) foi ocupada por pessoas com ensino médio completo.

Na análise por raça/cor, os pardos ocuparam a maior parte dos postos (111 mil), seguidos por brancos (32.248) e pretos (21.648). O saldo para pessoas com deficiência também foi positivo, com a criação de 820 postos de trabalho.

O salário médio real de admissão em agosto foi de R$ 2.295,01. O valor representa um aumento de R$ 12,70 (+0,56%) em comparação com o mês de julho, quando o salário médio foi de R$ 2.282,31.

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Atualizado: 30/09/2025 08:44

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