O custo da cesta básica de alimentos em Vitória apresentou um recuo de 1,97% em novembro na comparação com outubro, fixando-se em R$ 731,52. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta terça-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apontando que a capital do Espírito Santo seguiu a tendência nacional de queda observada na maioria das cidades pesquisadas.
Variação de preços na capital
Entre os 13 produtos que compõem a cesta básica na capital capixaba, nove registraram diminuição nos preços médios no período analisado. O destaque principal foi o tomate, que teve uma redução de 18,48%. Outros itens essenciais também ficaram mais baratos, como a batata (-4,71%), o arroz agulhinha (-4,23%) e a banana (-3,17%).
A lista de produtos com queda em Vitória inclui ainda o açúcar cristal (-2,88%), o leite integral (-1,91%), o café em pó (-1,58%), a farinha de trigo (-1,14%) e o feijão preto (-0,74%).
Na contramão das reduções, quatro itens apresentaram alta de preços na cidade: o óleo de soja (2,49%), a carne bovina de primeira (0,73%), a manteiga (0,52%) e o pão francês (0,31%).
Acumulado do ano e 12 meses
A pesquisa também traz dados consolidados de períodos mais longos. No acumulado do ano, considerando o intervalo entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o custo da cesta básica em Vitória acumula uma queda de 2,13%. Neste recorte temporal, oito produtos ficaram mais baratos, com quedas expressivas no feijão preto (-36,97%), arroz agulhinha (-31,18%) e tomate (-19,06%).
Já na análise dos últimos 12 meses (novembro de 2024 a novembro de 2025), sete itens registraram retração de valores. O feijão preto lidera a lista com queda de 40,27%, seguido pelo arroz agulhinha (-34,30%) e batata (-30,70%). A comparação de 12 meses é possível em Vitória pois a cidade integra o grupo de 17 capitais onde o Dieese já realizava o levantamento historicamente.
Cenário nacional
No panorama brasileiro, o custo da alimentação básica diminuiu em 24 das 27 capitais pesquisadas entre outubro e novembro. As quedas mais acentuadas foram observadas em Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%), Maceió (-3,51%), Natal (-3,40%) e Palmas (-3,28%).
O arroz agulhinha foi o produto com comportamento mais uniforme, registrando queda de preço em todas as 27 cidades monitoradas. Em Brasília, a redução chegou a 10,27%.
Fatores de mercado
O levantamento aponta as razões climáticas e de mercado para as oscilações. No caso do tomate, que caiu em 26 capitais, a maior oferta decorrente da maturação do fruto pressionou os preços para baixo no varejo. Já o açúcar, com queda em 24 cidades, teve seu valor reduzido devido à alta oferta na safra e à queda das cotações no mercado internacional.
O leite integral também recuou em 24 capitais, influenciado pelo excesso de oferta no campo e pela importação de derivados. O café em pó, mais barato em 20 cidades, teve a queda impulsionada pela boa produtividade das lavouras e negociações tarifárias internacionais mais lentas.
Metodologia
A pesquisa atual é fruto de uma parceria entre a Conab e o Dieese, que permitiu a ampliação da coleta de preços de 17 para todas as 27 capitais brasileiras a partir de 2025. A iniciativa visa reforçar as Políticas Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento Alimentar.


















