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11 de setembro de 2025
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Com investimento R$ 105 milhões, nova fábrica deve gerar mais de 3 mil empregos em Linhares

A empresa Alugreen, do grupo mineiro Prospective Participações, anunciou nesta quinta-feira (10) a instalação de uma fábrica de reciclagem de alumínio em Linhares, no Norte do Espírito Santo. O projeto receberá um investimento inicial de R$ 45 milhões e será sediado no parque logístico Eco Park, no distrito industrial de Bebedouro. Na primeira fase, a expectativa é gerar 50 empregos diretos e 500 indiretos, com produção focada no atendimento às indústrias metalúrgica e de aço.

O investimento total do projeto está previsto para alcançar R$ 105 milhões, dividido em três fases. As etapas 2 e 3, planejadas para 2027, receberão um aporte adicional de R$ 60 milhões. Com essa expansão, a unidade passará a produzir também ligas especiais e chapas de alumínio, ampliando o quadro de funcionários para 250 postos de trabalho diretos e 2.500 indiretos. Parte da produção futura será destinada ao mercado internacional.

Qualificação e prioridade para mão de obra local
Um dos focos do anúncio foi a geração de empregos e a preparação da mão de obra da região para absorver as novas vagas. O principal investidor do projeto, Frederico Menegatti, afirmou que a expectativa é preencher a totalidade dos postos com trabalhadores locais. “A gente espera que 100% das pessoas sejam daqui. (…) A gente vai vir, vai trazer esse conhecimento, vai envolver esses órgãos de formação de mão de obra, para que hoje o impacto seja um, mas eu tenho certeza de que daqui a 10, 20 anos o que a gente plantou hoje aqui vai ter mudado a sociedade e a vida de muitas famílias com a reciclagem”, declarou Menegatti.

Ao Em Dia ES, o prefeito de Linhares, Lucas Scaramussa, confirmou a criação de um novo programa de capacitação. “A gente está dando o nome de Qualifica Linhares, mapeando tudo isso com a indústria, inclusive com a chegada da Alugreen”, afirmou. Segundo Scaramussa, a iniciativa será desenvolvida em parceria com o Governo do Estado, a Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo), a ADEL (Associação para o Desenvolvimento de Linhares) e a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), e visa atender às novas demandas do mercado, incluindo a economia criativa. O prefeito também citou o fortalecimento da faculdade pública municipal, a Faceli, com a abertura de um curso técnico de logística “pensando exatamente na indústria e nessa expansão desse mercado”.

Inserção em estratégia de desenvolvimento estadual
A escolha por Linhares, segundo Frederico Menegatti, foi motivada por fatores estratégicos, após dois anos de estudos. “A localização geográfica privilegiada, próxima a portos, rodovias e centros consumidores, além do fato de contar com uma excelente infraestrutura logística foram também determinantes para nossa escolha”, explicou o investidor. Ele também destacou o apoio dos governos estadual e municipal e a política de incentivo à industrialização sustentável do Espírito Santo como decisivos.

O vice-governador Ricardo Ferraço enquadrou a chegada da Alugreen em uma estratégia mais ampla do governo para transformar o perfil econômico do Estado, superando a tradição de ser apenas um produtor de matérias-primas. “Esse novo ciclo de desenvolvimento que nós temos construído aqui no Estado interrompe (…) uma tradição do nosso Estado em ser produtor de matéria-prima”, disse Ferraço.

Ferraço citou como exemplos o processamento de café, a inauguração de uma fábrica de papel em Aracruz a partir da celulose local, e uma nova planta que extrai cafeína do grão de café para as indústrias farmacêutica e de cosméticos. Ferraço mencionou ainda planos para o setor siderúrgico. “Hoje produzimos aço aqui. O nosso aço vai para Santa Catarina. (…) Nós vamos ter esse embotamento de tira da fria com galvanização aqui no Espírito Santo, o que vai nos permitir trazer para o Espírito Santo a indústria automotiva”, projetou.

Para o vice-governador, a verticalização da produção é fundamental. “Nós precisamos verticalizar, industrializar, gerar valor agregado, porque, quando você faz isso, você gera emprego de mais qualidade. E emprego de mais qualidade é emprego que remunera melhor as pessoas”, concluiu.

Jornalista. Bacharel em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Editor, colunista e social media no Em Dia ES

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