A pesca de um peixe com deformações na boca na foz do Rio Doce, em Regência, litoral de Linhares, Norte do Espírito Santo, assustou pescadores da região. O bagre capturado apresenta úlceras na boca, levando os pescadores a crerem que se trata de uma mutação provocada pelos rejeitos de minério da Samarco que chegaram à foz após o rompimento da Barragem de Mariana, em Minas Gerais, em 2015.
Segundo Flávio Messias Soares, presidente da Ampac, Associação dos Moradores, Pescadores, Assemelhados e Comerciantes de Barra Seca, o peixe foi capturado em alto mar, fora da área de proibição para pesca na foz do Rio Doce. Segundo ele, o animal será enviado para análise em laboratório independente para saber qual a causa da anomalia.
Especialistas consultados pelo portal Gazeta online disseram que somente a análise laboratorial vai comprovar a real causa das úlceras na boca do peixe.
Em nota, a Fundação Renova, que coordena os trabalhos de reparação dos danos causados ao Rio Doce disse que o rejeito de minério não é tóxico e que o material foi classificado como “não perigoso”. A análise do peixe em laboratório deve demorar 60 dias para ficar pronta.


















