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PIB do país avança 1,1% no primeiro trimestre e atinge R$ 3,3 trilhões

29 maio 2026 - 14:30

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo, com informações de Agência Gov

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Desempenho da Agropecuária, Indústria e Serviços impulsiona a economia nacional; consumo das famílias volta a crescer e investimentos registram expansão no período
PIB do país avança 1,1% no primeiro trimestre e atinge R$ 3,3 trilhões. Foto: Luciano Marques / Getty Images

O Produto Interno Bruto (PIB) do país registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre do ano na comparação com o quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 3,3 trilhões. Segundo os dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgados nesta sexta-feira (29/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expansão foi tracionada pelo resultado positivo nos três grandes setores da economia: Agropecuária (2,0%), Indústria (1,0%) e Serviços (0,5%). No acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB contabiliza elevação de 2,0%, enquanto o avanço frente ao primeiro trimestre de 2025 é de 1,8%.

Em valores correntes, do total de R$ 3,3 trilhões gerados, R$ 2,8 trilhões correspondem ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 461,2 bilhões são referentes aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Comportamento dos setores
Na Indústria, que responde por cerca de 23% do valor adicionado da economia, as maiores altas foram registradas na Extrativa Mineral (3,6%) e na Construção (2,9%). A indústria de Transformação manteve-se estável (0,1%), ao passo que o segmento de Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos recuou 0,3%.

O setor de Serviços, detentor de aproximadamente 70% de peso na economia nacional, apresentou crescimento puxado pelos segmentos de Informação e comunicação (2,4%), Atividades imobiliárias (1,2%), Outras atividades de serviços (0,8%), Comércio (0,6%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). As quedas do setor ficaram concentradas em Transporte, armazenagem e correio (-0,7%) e nas Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,6%).

“O crescimento do PIB, na série com ajuste sazonal, ficou próximo ao da Indústria, com os Serviços puxando o crescimento médio para baixo e a Agropecuária para cima. Não se pode somar resultados com ajuste sazonal mas, em linhas gerais, foi esse o perfil do crescimento por grupo de atividades no trimestre”, destaca o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes. O pesquisador completa que, considerando os pesos de cada área no PIB, as atividades que mais contribuíram para a alta foram a Agropecuária, a Extrativa mineral e as Outras atividades de serviços.

Consumo e balança comercial
Sob a ótica da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias apresentou expansão de 1% em relação aos últimos três meses de 2025. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos, expandiu-se 3,5%, e a Despesa de Consumo do Governo teve alta de 0,4%. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços variaram negativamente em 1,7%, enquanto as Importações cresceram 4,4%.

Moraes explica que o consumo das famílias voltou a crescer em ritmo próximo ao do PIB, após terminar o ano de 2025 quase estável. “Ele é o agregado com mais peso entre os usos e contribuiu para o maior crescimento da economia este trimestre”, afirma.

Sobre os investimentos, o coordenador detalha: “Já o investimento (FBCF) cresceu 3,5% depois de ter caído 3,4% no trimestre anterior (voltando ao patamar em que estava no fim do 3º trimestre do ano passado). Mesmo com um peso bem menor que o do consumo, ele também teve uma contribuição significativa para o crescimento no primeiro trimestre de 2026. Já o consumo do governo cresceu menos que no trimestre passado e que no anterior”.

Comparação anual: 2026 frente a 2025
Na comparação direta com o primeiro trimestre de 2025, o crescimento de 1,8% do PIB foi acompanhado por uma elevação de 1,8% no Valor Adicionado e de 1,9% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Neste cenário de 12 meses, todas as atividades de Serviços registraram alta, lideradas por Informação e comunicação (7,6%). Na Indústria, as Indústrias Extrativas saltaram 13,1%, impulsionadas pela extração de petróleo e gás natural. A Construção cresceu 1,3%. Em contrapartida, recuaram a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos (-1,7%) e a indústria de Transformação (-0,9%), esta última impactada negativamente pela Impressão e reprodução de gravações (-10,2%) e Fabricação de máquinas e equipamentos (-9,4%).

A taxa positiva da Agropecuária no período é explicada pelo ganho de produtividade e produção da Agricultura. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), o cultivo de soja obteve produção recorde na série histórica, com acréscimo de 4,8% na estimativa anual, favorecido pelo clima e pela expansão da área plantada. Culturas como milho (-2,5%) e arroz (-10,6%), no entanto, apresentaram queda.

Ainda na base anual, o Consumo das Famílias subiu 1,7% e o Consumo do Governo aumentou 2,8%. A FBCF (investimentos), por sua vez, caiu 1,4%, marcando a segunda queda após três trimestres consecutivos de alta, afetada diretamente pela retração de 6,3% na produção de bens de capital. “Mesmo com crescimento na construção civil e na importação de máquinas e equipamentos, a queda na produção nacional puxou o índice para baixo”, justifica o coordenador.

Por fim, as Exportações saltaram 7,4% no primeiro trimestre de 2026, com forte contribuição da extração de petróleo e gás natural e de produtos alimentícios. As Importações avançaram 1,2%, tracionadas por veículos automotores e derivados do petróleo.

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Atualizado: 29/05/2026 15:00

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