economia

Casagrande, Ferraço e GWM anunciam novas etapas da fábrica de veículos no Espírito Santo

23 fev 2026 - 10:54

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Anúncio acontece no Palácio Anchieta nesta terça-feira (24) e reúne cúpula do Executivo estadual e diretores da multinacional chinesa
Governo do Espírito Santo e GWM detalham novas etapas para instalação de fábrica de veículos. Foto: Divulgação

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, o vice-governador, Ricardo Ferraço, o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume, e executivos da multinacional chinesa Great Wall Motors (GWM) apresentam nesta terça-feira (24), às 10h, as novas etapas para a implementação de uma fábrica de veículos no Estado. O detalhamento do projeto ocorre no Palácio Anchieta, em Vitória, e dá sequência ao termo de compromisso formalizado entre o Executivo capixaba e a montadora em janeiro deste ano.

Após a apresentação, tanto as autoridades estaduais quanto os executivos da GWM estarão à disposição para responder aos questionamentos dos veículos de comunicação.

Acordo firmado na China
A oficialização da fábrica no Espírito Santo é resultado de negociações conduzidas durante uma missão internacional realizada em janeiro de 2026. A comitiva estadual, liderada pelo vice-governador Ricardo Ferraço e pelo secretário Rogério Salume, passou por Doha, no Catar, antes de chegar a Pequim, na China, onde ocorreram as reuniões com a alta cúpula da multinacional.

A confirmação do investimento ocorreu por meio de uma ligação telefônica feita da China por Ferraço e pelo fundador da GWM, Jack Wei, diretamente para o governador Renato Casagrande.

Na ocasião da assinatura do termo de compromisso, o governador declarou: “Assinamos um termo de compromisso com a Great Wall Motors (…) para dar um passo histórico: implantar uma indústria de produção de veículos no Espírito Santo. O vice-governador Ricardo Ferraço está na China e me ligou junto com o fundador da empresa, Jack Wei, para tratar desse investimento que fortalece a economia local, gera oportunidades e ajuda a realizar um sonho antigo dos capixabas”.

Durante a missão na Ásia, Ferraço também se manifestou sobre as tratativas: “Estamos numa viagem longa, cruzando o mundo para trazer coisa grande para o nosso Espírito Santo. (…) Missão de trazer mais uma grande indústria para nossa terra e, acima de tudo, buscar oportunidades para nossa gente”. O objetivo do governo com as reuniões presenciais foi garantir segurança jurídica, logística e operacional para a montadora.

Logística e destino provável
A área apontada como o destino provável para a instalação da planta industrial é o ParkLog, uma região reservada para desenvolvimento logístico no município de Aracruz, no Norte do Estado. Segundo o subsecretário de Desenvolvimento Econômico de Aracruz, Eduardo Ramos, a ida da empresa para o local é “muito provável”.

O terreno cotado fica no litoral da cidade, região que possui acesso a três portos, aeroportos, é cortada pela rodovia BR-101 e está inserida na área de abrangência dos benefícios fiscais da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

A escolha do Espírito Santo ocorre em um cenário de disputa com o estado do Paraná, que também pleiteava o investimento. O governo capixaba utilizou a infraestrutura portuária e a eficiência logística como diferenciais competitivos. O Estado já mantém relação comercial com a GWM: apenas no ano de 2025, a montadora importou mais de 45 mil veículos pelos portos capixabas. Atualmente, todos os carros da marca importados da China ingressam no mercado brasileiro pelo Porto de Vitória, por meio de uma operação realizada em parceria com a trading Comexport.

Expansão no Brasil
A planta a ser instalada no Espírito Santo será a segunda unidade industrial da Great Wall Motors no Brasil. A primeira fábrica da empresa no país foi inaugurada em agosto do ano passado no município de Iracemápolis, no interior de São Paulo.

A multinacional, que também mantém linhas de produção na Rússia e na Tailândia, tem como estratégia nacionalizar os processos de produção de seus veículos, avançando além do modelo de simples montagem de peças importadas (CKD). A nova unidade visa atender ao diálogo com a transição energética e às novas demandas do setor automotivo global.

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Atualizado: 23/02/2026 10:55

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