O Espírito Santo registrou uma expansão na parcela da população enquadrada nas classes de maior renda, atingindo o índice de 81,51% de habitantes nas classes A, B e C. Segundo estudo divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o estado apresentou um crescimento de 6,52 pontos percentuais neste grupo entre os anos de 2022 e 2024, impulsionado pela renda gerada pelo trabalho e pela integração de políticas públicas.
No período analisado, o contingente populacional nestas faixas de renda no estado saltou de 74,99% para os atuais 81,51%. O levantamento da FGV classifica as faixas de renda familiar da seguinte maneira:
- Classe A: Renda acima de 20 salários mínimos;
- Classe B: Renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos;
- Classe C: Renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos.
Cenário nacional e fatores de crescimento
O movimento de ascensão social verificado no Espírito Santo reflete uma tendência observada em todo o país. Em termos nacionais, a pesquisa indica que 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda entre 2022 e 2024. Esse movimento representou um aumento de 8,44 pontos percentuais no Brasil.
De acordo com a pesquisa, a alta nos índices foi motivada, principalmente, pelo aumento da renda proveniente do trabalho. Além disso, o estudo aponta a influência da integração de políticas públicas, citando especificamente o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de programas voltados ao acesso à educação e ao crédito.
Impacto das políticas públicas
Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os números confirmam o efeito das ações direcionadas à população de baixa renda na mobilidade social.
“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, declarou o ministro.


















