Depois de cinco anos sem registrar uma captação de pulmões, o Hospital Estadual Central (HEC) voltou a realizar o procedimento nessa quarta-feira (26). De acordo com a equipe médica, a captação pulmonar está entre as mais complexas e menos frequentes. Para viabilizar a retirada dos pulmões, uma equipe especializada vinda de São Paulo atuou no HEC, juntamente com a equipe local. O Hospital Central é uma das unidades gerenciadas pela Fundação Estadual de Inovação em Saúde (iNOVA Capixaba).
Mesmo sendo um dos hospitais com maior número de captações de órgãos no Espírito Santo, o HEC não realizava uma captação de pulmão desde 2019. Nesta operação, além dos pulmões, também foram captados córneas, fígado e rins.
A presidente da CIHDOTT do Hospital Estadual Central, Edneia Kuhn, destacou o significado da ação.
“Uma captação pulmonar mobiliza intensamente toda a equipe. Sabemos o quanto é difícil encontrar um pulmão apto para doação e o quanto esse gesto transforma vidas. É sempre um momento de emoção. Agradecemos profundamente à família do doador, que, num momento de dor, escolheu ajudar outras pessoas”, disse.
Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), 265 pessoas aguardam um transplante de pulmão no Brasil de janeiro deste ano até essa quinta-feira (27), e 87 procedimentos foram realizados no País nesse período.


















