economia

Segmento de petróleo e gás no ES tem segunda maior média salarial do país, aponta anuário

24 abr 2025 - 15:00

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Dados de 2023 revelam que profissionais do setor no Espírito Santo receberam, em média, R$ 9.225,14 mensais, quase 7% acima da média nacional
Segmento de petróleo e gás no ES tem segunda maior média salarial do país. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Espírito Santo registrou, em 2023, a segunda maior média salarial do país no setor de petróleo e gás natural, conforme aponta a 8ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no Estado, elaborado pelo Observatório Findes. Os profissionais da cadeia produtiva capixaba receberam, em média, R$ 9.225,14 por mês, valor 6,95% superior à média nacional, de R$ 8.625,72.

Os dados foram calculados a partir da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego, considerando os salários pagos nos cinco principais elos da cadeia produtiva presentes no Espírito Santo: exploração e produção, derivados de petróleo, abastecimento, petroquímicos e cadeia fornecedora. De acordo com o anuário, o Espírito Santo concentrou 15.093 vínculos formais no setor, o que correspondeu a 1,4% do total de empregos no estado em 2023. No cenário nacional, a participação capixaba foi de 3% em um universo de 503.897 postos de trabalho formais.

O levantamento destaca que a estrutura da cadeia produtiva no Espírito Santo é composta por mais de 600 empresas formais, o equivalente a 2,2% do total nacional do setor. A maior parte dessas empresas atua na cadeia fornecedora (81,9%), seguida pelos segmentos de abastecimento (9,6%), exploração e produção (6,4%), petroquímicos (1,1%) e derivados de petróleo (1,0%).

Em relação à distribuição dessas empresas, o anuário aponta que o Espírito Santo adaptou a cadeia nacional à sua realidade regional, excluindo, por exemplo, etapas como o refino. Essa adaptação, segundo o Observatório Findes, permite a comparação dos dados estaduais com os de outras unidades da federação, preservando critérios técnicos padronizados.

O gerente de Ambiente de Negócios do Observatório Findes, Nathan Diirr, afirmou que essa estrutura segmentada foi definida com base na realidade produtiva local e é integrada ao complexo energético nacional. A gerente executiva do Observatório e economista-chefe da Findes, Marília Silva, destacou que a remuneração média elevada reflete a complexidade das atividades desenvolvidas e a exigência por mão de obra qualificada.

Ainda segundo o anuário, o setor teve crescimento de 8,3% em 2023, impulsionado especialmente pela cadeia fornecedora, que incorporou 33 novas empresas no período — um aumento de 7%.

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Atualizado: 24/04/2025 15:05

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