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	<title>Saúde Pública - Em Dia ES</title>
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	<description>Conteúdo relevante para os capixabas.</description>
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	<title>Saúde Pública - Em Dia ES</title>
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		<title>Saúde do ES atinge R$ 5 bilhões em despesas e registra alta na judicialização e febre do Oropouche</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:30:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em audiência pública, secretário estadual apresenta dados do último quadrimestre de 2025, destacando o controle da dengue, o impacto das notícias falsas na vacinação infantil e o andamento das obras de novos complexos hospitalares</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário de Estado da Saúde, Gleikson Barbosa dos Santos, apresentou nesta sexta-feira (29), em audiência pública, os indicadores financeiros, epidemiológicos e operacionais da pasta referentes ao terceiro quadrimestre de 2025. No encontro, conduzido pelo presidente do colegiado, deputado Dr. Bruno Resende (União), e com a presença de órgãos de fiscalização e entidades civis, o titular detalhou que os gastos em 2025 ultrapassaram R$ 5 bilhões, o maior valor desde 2019, abordando ainda os impactos milionários da judicialização da saúde, a queda acentuada nos casos de dengue e os avanços na infraestrutura hospitalar capixaba.</p>
<p><strong>Orçamento e panorama de mortalidade</strong><br />
Recém-empossado como titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), &#8220;Kim&#8221; Barbosa, como é conhecido, demonstrou que a série histórica aponta uma ascensão nas despesas pagas. O ano de 2025 encerrou com 16,46% da receita própria aplicada na área da saúde. “Nosso teto mínimo é de 12%”, frisou o secretário.</p>
<p>No perfil epidemiológico, as principais causas de morte no estado permaneceram praticamente as mesmas em 2025. As doenças cardiovasculares lideraram com 23,8% dos óbitos, seguidas pelas neoplasias (16,4%) e causas externas (12,1%). A alteração no ranking ficou por conta das doenças do aparelho circulatório, que ultrapassaram as enfermidades metabólicas e assumiram a quarta posição (9,1%).</p>
<p>Os indicadores materno-infantis mantiveram-se estáveis, com leve variação. Os óbitos maternos caíram de 27, em 2024, para 23, em 2025, número ainda superior ao recorde positivo da série histórica registrado em 2023 (18 mortes). Já a mortalidade infantil apresentou estabilidade: foram 594 registros em 2025, contra 598 no ano anterior.</p>
<p><strong>O peso financeiro da judicialização</strong><br />
Os dados apresentados revelam que, embora o volume total de processos judiciais contra o Estado tenha caído de 15.993 em 2024 para 14.997 em 2025, algumas áreas geraram alerta. As despesas gerais com judicialização recuaram 7,2% (de R$ 157,3 milhões para R$ 146 milhões). O fornecimento de medicamentos por vias judiciais, apesar de uma redução de 9,4%, ainda lidera os gastos, consumindo R$ 93 milhões.</p>
<p>A principal preocupação relatada pela pasta, no entanto, é o salto de 46% nos acionamentos para serviços de home care, cujos custos subiram de R$ 4,6 milhões para R$ 6,7 milhões. Em contrapartida, os pedidos de materiais hospitalares para pacientes domiciliares tiveram a maior queda (-44,3%), caindo de R$ 2,4 milhões para R$ 1,3 milhão.</p>
<blockquote><p><strong>“O que nos preocupa é que nós tivemos uma ampliação gigantesca na judicialização do home care, (&#8230;) não é um serviço barato. Tem paciente que custa R$ 500 mil no mês, dois pacientes custam R$ 1 milhão. Então nos preocupam essas decisões que vêm pelo Judiciário comprometendo um recurso que tem de ser aplicado de forma coletiva”,</strong> revelou Barbosa.</p></blockquote>
<p><strong>Queda na dengue e avanço do Oropouche</strong><br />
Na Vigilância em Saúde, a sífilis congênita apresentou uma ligeira queda, passando de 14,9 casos por mil nascidos vivos em 2024 para 13,4 em 2025. O secretário cobrou maior engajamento dos municípios: “Precisamos esse ano fomentar mais campanhas com relação a isso (sífilis)”.</p>
<p>No monitoramento da Covid-19, o estado soma 1.398.633 casos confirmados desde 2020. Os números recentes apontam 7.208 registros em 2025 (com 45 óbitos) e 1.645 confirmações e 9 mortes nos primeiros meses de 2026 (até 5 de maio).<strong> “Enfrentamos a pandemia, mas continuamos tendo poucos casos. Tivemos uma redução importante em relação à doença”,</strong> contou o titular, ponderando que<strong> “lamentavelmente ainda temos óbitos pela Covid-19”.</strong></p>
<p>O cenário das arboviroses sofreu uma forte inversão. A dengue, que em 2024 somou 255.957 notificações e 43 mortes, despencou para 35.088 registros e 2 óbitos em 2025, embora existam cidades atualmente em sinal de alerta. As infecções por chikungunya e zika seguiram a mesma tendência de queda. Por outro lado, a febre do Oropouche disparou: saltou de 4.909 casos e 1 morte (2024) para 12.463 registros e 2 óbitos (2025).</p>
<p><strong>Cobertura vacinal e o impacto das &#8220;fake news&#8221;</strong><br />
As taxas de imunização em crianças menores de dois anos mantiveram-se semelhantes entre os terceiros quadrimestres de 2024 e 2025, com a vacina contra catapora apresentando a maior alta e a pneumo10, a maior queda. O chefe da Sesa utilizou a imunização contra a poliomielite, que no passado beirava os 100%, para criticar os números atuais.</p>
<blockquote><p><strong>“Hoje, lamentavelmente, carregamos uma sequela dessa herança das fake news da pandemia”,</strong> considerou. <strong>“Temos feito um trabalho intensificado através da Subsecretaria de Vigilância em Saúde junto aos municípios para ampliar a cobertura vacinal.”</strong></p></blockquote>
<p>Entre as gestantes, a cobertura contra a influenza atingiu 96% em 2025, mas registrou apenas 42,6% nos cinco primeiros meses de 2026. “A gente precisa melhorar”, defendeu Kim Barbosa. Ele destacou, ainda, a inclusão da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes a partir da 28ª semana pelo SUS.</p>
<p><strong>Obras estruturantes e avanços no Samu 192</strong><br />
Durante a audiência, a secretaria listou projetos de infraestrutura que devem reformular o atendimento regional nos próximos anos:</p>
<ul>
<li><strong>Complexo de Saúde Norte (São Mateus)</strong>: R$ 244 milhões executados, com entrega prevista para outubro de 2026.</li>
<li><strong>Hospital Geral de Cariacica:</strong> R$ 126 milhões executados e previsão de inauguração em dezembro de 2027 (ano que vem em relação a 2026).</li>
<li><strong>Complexo Hospitalar Centro-Oeste (Colatina):</strong> Edital marcado para março de 2026. Orçada em R$ 650 milhões, a unidade contará com 395 leitos.</li>
</ul>
<p>No atendimento pré-hospitalar, o Samu 192 consolidou bases em todos os municípios capixabas, garantindo, segundo a pasta,<strong> “o melhor tempo resposta do Brasil, chegando a 13 minutos”.</strong> O balanço do último quadrimestre de 2025 registrou o envio de quase 370 ambulâncias por dia. Uma nova base aeromédica está planejada para Linhares, e o aplicativo 192 Fácil, lançado em março de 2026, agora permite chamadas de emergência por internet e localização via GPS.</p>
<p>A audiência foi encerrada com a apresentação de outras entregas, como o programa de teleconsulta nos 78 municípios, confirmação de agendamentos via celular, o início das obras do Micropolo de Saúde Serrano, a nova unidade móvel do Hemoes e investimentos em atenção primária, gestão de pessoas e assistência farmacêutica.</p>
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		<title>Operação prende líder de esquema de venda ilegal de ‘canetas emagrecedoras’ no ES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 12:45:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[policia]]></category>
		<category><![CDATA[Prisões]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
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		<category><![CDATA[venda ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Vila Velha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Grupo criminoso comercializava medicamentos importados clandestinamente pelas redes sociais. Aplicações ocorriam de forma irregular em postos de saúde e residências</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Civil do Espírito Santo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28), a operação “Efeito Colateral” para desarticular uma organização criminosa focada no contrabando, descaminho e venda ilegal de medicamentos para obesidade e diabetes nos municípios da Serra e de Vila Velha. A ofensiva culminou na prisão de um homem de 36 anos, apontado pelas autoridades como o chefe do esquema e um dos maiores contrabandistas das chamadas “canetas emagrecedoras” do estado.</p>
<p>Conduzida pela Superintendência de Polícia Especializada (SPE) e pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), a ação integrada conta com o apoio da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e de outras unidades especializadas. Ao todo, cerca de 50 policiais e 15 viaturas foram mobilizados para o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão.</p>
<p><strong>Prisões e alvos da operação</strong><br />
Até o momento, seis pessoas foram conduzidas à delegacia. O principal alvo da operação, cuja identidade não foi revelada, foi detido no município da Serra. Com ele, as equipes apreenderam uma arma de fogo, e a legalidade do armamento segue sob apuração. Uma segunda prisão confirmada ocorreu no bairro Araçás, em Vila Velha.</p>
<p>O superintendente de Polícia Especializada (SPE), delegado Rafael Correa, afirmou que o monitoramento do grupo ocorre há aproximadamente seis meses.<strong> &#8220;O nosso objetivo era fazer o levantamento das pessoas envolvidas no contrabando de medicamentos, alguns cuja a substância é permitida no Brasil, e outros medicamentos cuja as substâncias sequer são permitidas&#8221;, d</strong>eclarou o delegado.</p>
<p><strong>Esquema de distribuição e riscos à saúde</strong><br />
As investigações da Decon apontam que a quadrilha possuía uma hierarquia com funções bem definidas. Os produtos eram importados de forma clandestina e comercializados através das redes sociais por indivíduos sem formação ou autorização na área da saúde. Parte do grupo era designada exclusivamente para realizar a aplicação dos medicamentos nos clientes, atividade que acontecia, inclusive, no interior de postos de saúde e na casa dos próprios compradores.</p>
<p>Durante as buscas, grandes quantidades de medicamentos foram recolhidas. <strong>“Tivemos uma grande apreensão desses medicamentos, inclusive na casa de servidores públicos que não deveriam estar com esses produtos”,</strong> destacou Rafael Correa.</p>
<p>A Polícia Civil também emitiu um alerta sobre os perigos associados ao consumo desses materiais. Segundo a corporação, a importação ilegal extingue qualquer garantia técnica sobre as condições de transporte, armazenamento e manuseio das canetas.</p>
<p><strong>“Quando um consumidor faz aquisição de um medicamento fora das redes oficiais, ele está colocando sua vida em risco”,</strong> alertou o superintendente da SPE.</p>
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		<item>
		<title>Aracruz convoca moradores para realizar cadastro biométrico para atendimentos de saúde</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/saude/aracruz-convoca-moradores-para-realizar-cadastro-biometrico-para-atendimentos-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saude]]></category>
		<category><![CDATA[Aracruz]]></category>
		<category><![CDATA[biometria]]></category>
		<category><![CDATA[cadastro biométrico]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[sistema digital]]></category>
		<category><![CDATA[Unidades Básicas de Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Secretaria orienta moradores a procurarem as Unidades Básicas de Saúde para o cadastro biométrico. Período de transição pode gerar aumento temporário no tempo de espera</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Aracruz, município do Norte do Espírito Santo, iniciou a implantação gradativa de um novo sistema de gestão da saúde pública, o RG System, acompanhado de novos dispositivos de biometria em todas as unidades da rede. O processo de modernização busca otimizar o atendimento, garantir a segurança e o controle na liberação de consultas e exames, além de facilitar o acesso da população aos serviços médicos.</p>
<p>Para garantir o funcionamento do novo modelo, a Semsa solicita que a população compareça à sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para efetuar o cadastramento da biometria o mais rápido possível. A secretaria alerta que a regularização é necessária para evitar transtornos ou impedimentos futuros na autorização de procedimentos na rede municipal.</p>
<p><strong>Transição e impactos temporários</strong><br />
Durante a fase de implantação, a secretaria informa que poderá ser registrada uma demora acima da normalidade nos primeiros atendimentos nas UBSs. Esse reflexo é atribuído ao processo de adaptação operacional ao RG System. As mudanças também causam impactos temporários no trabalho diário dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que estão em fase de integração à nova plataforma.</p>
<p>O órgão destaca que toda a transição está sendo executada de forma planejada e segura. As unidades de saúde recebem acompanhamento e suporte técnico contínuo para minimizar os efeitos da adaptação em todas as etapas de transição do software.</p>
<p><strong>Capacitação das equipes</strong><br />
Para operar a nova plataforma, os profissionais de saúde da rede municipal participaram de capacitações e treinamentos específicos. Segundo a secretaria, os servidores já estão aptos para utilizar a ferramenta, que possui interface classificada pela Semsa como simples e moderna, projetada para proporcionar praticidade na rotina de triagens e consultas.</p>
<p>A secretária municipal de Saúde, Rosiane Scaarpatt, avalia a medida como um avanço na estruturação da rede<strong>. “Estamos trabalhando para melhorar cada vez mais o acesso da população aos serviços de saúde do município. A implantação do RG System representa um avanço importante na modernização da nossa rede, trazendo mais organização, eficiência e qualidade para os atendimentos. Sabemos que toda mudança exige um período de adaptação, mas nossas equipes estão preparadas e empenhadas para garantir que esse processo aconteça da melhor forma possível”,</strong> afirmou.</p>
<p>Por fim, a Secretaria de Saúde pede a compreensão dos munícipes durante os primeiros dias de uso do sistema e reitera que o objetivo final da substituição é tornar o fluxo de pacientes mais ágil, integrado e eficiente em todos os equipamentos do município.</p>
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		<item>
		<title>ES regulamenta fornecimento gratuito de medicamentos à base de cannabis pelo SUS</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/saude/es-regulamenta-fornecimento-gratuito-de-medicamentos-a-base-de-cannabis-pelo-sus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 14:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saude]]></category>
		<category><![CDATA[Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[Canabidiol]]></category>
		<category><![CDATA[cannabis medicinal]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Governo do Estado]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Decreto define regras para o acesso ao canabidiol na rede pública. Liberação dependerá de prescrição médica e avaliação rigorosa da Secretaria de Saúde</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo do Espírito Santo regulamentou, nesta terça-feira (12), a distribuição gratuita de medicamentos à base de derivados da planta Cannabis sativa pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio do Decreto Nº 6413-R, assinado pelo governador Ricardo Ferraço, o Executivo estabeleceu o funcionamento da Política Estadual para o acesso ao canabidiol associado a outras substâncias, como o tetraidrocanabinol (THC). A medida visa viabilizar o tratamento contínuo, em caráter de excepcionalidade, em unidades de saúde públicas estaduais e privadas conveniadas, detalhando as exigências médicas e os protocolos administrativos.</p>
<p><strong>Critérios para aprovação e acesso</strong><br />
A execução e o acompanhamento da nova política estadual são atribuições exclusivas da Secretaria de Estado da Saúde. O decreto determina que apenas medicamentos com indicações clínicas registradas e produtos com autorização sanitária expedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme as Resoluções 753/2022 e 1.015/2026, poderão ser fornecidos aos capixabas.</p>
<p>Para ter acesso aos compostos, o paciente ou o seu representante legal precisará submeter uma solicitação oficial à Secretaria de Saúde. O pedido deve estar acompanhado de documentos pessoais, indicação terapêutica ambulatorial, exames e receituário preenchido e assinado por um médico. O órgão estadual poderá exigir, a qualquer tempo, exames adicionais e relatórios médicos complementares, inclusive convocando o paciente para avaliações presenciais ou virtuais.</p>
<p>Se aprovado, o fornecimento do medicamento ocorrerá pelo período máximo de seis meses a partir da primeira retirada. Após esse prazo, a solicitação poderá ser renovada mediante uma nova avaliação técnica. O texto legal proíbe estritamente a doação, o empréstimo, o repasse, a comercialização ou a oferta dos remédios a terceiros.</p>
<p><strong>Grupo de Trabalho e definições técnicas</strong><br />
Para garantir a implantação adequada, a Secretaria de Saúde vai instituir um Grupo de Trabalho permanente enquanto a política estiver vigente. Os integrantes, que assinarão um Termo de Confidencialidade e deverão comprovar isenção de conflitos de interesse, terão o papel de elaborar os critérios técnicos, os protocolos assistenciais e os fluxos de dispensação nas farmácias do SUS.</p>
<p>O grupo também organizará fóruns, palestras e simpósios para a capacitação de profissionais e a conscientização da sociedade. Especialistas com notório saber e associações sem fins lucrativos que apoiam pesquisas sobre a cannabis poderão ser convidados para participar das reuniões em caráter consultivo.</p>
<p><strong>Obrigações médicas e interrupção do tratamento</strong><br />
O decreto estabelece regras severas de controle farmacoterapêutico. O médico que receitar o canabidiol será o responsável legal por assinar junto ao paciente um Termo de Esclarecimento e Responsabilidade, informando sobre os riscos, contraindicações e reações adversas. Além disso, o profissional deverá notificar a Anvisa e o Núcleo Especial de Vigilância Sanitária (NEVS) caso ocorram suspeitas de reações adversas ou desvios na qualidade dos frascos fornecidos.</p>
<p>A distribuição estadual poderá ser interrompida imediatamente caso as avaliações técnicas demonstrem que a eficácia do tratamento foi comprometida ou que a segurança do paciente está em risco. Nesses casos, o usuário será notificado do cancelamento e ficará obrigado a devolver o saldo residual do medicamento à unidade dispensadora.</p>
<p>Há, ainda, a previsão de suspensão automática da política estadual caso o Governo Federal passe a ofertar os produtos à base de cannabis em um programa nacional do SUS. Se isso ocorrer, prevalecerão os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.</p>
<p><strong>Histórico legislativo e utilidade clínica</strong><br />
A atual regulamentação viabiliza a execução da Lei Estadual 11.968, que havia sido promulgada em 17 de novembro de 2023 por sanção tácita da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), após aprovação do Projeto de Lei 77/2023.</p>
<p>De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o canabidiol (CBD) é um dos compostos da Cannabis sativa que não produz efeitos psicoativos. Nas últimas quatro décadas, estudos evidenciaram que a substância possui amplo espectro farmacológico.</p>
<p>Na prática médica, os derivados são utilizados no tratamento de quadros de epilepsia, esquizofrenia, doença de Parkinson, Alzheimer, isquemias, diabetes, náuseas, câncer e distúrbios de ansiedade, do sono e do movimento, atuando também como analgésicos e imunossupressores. <strong>&#8220;O remédio é eficaz para o tratamento de mais de 25 doenças crônicas&#8221;,</strong> declarou o deputado estadual Bispo Alves (Republicanos), autor da lei, durante a tramitação da norma no Legislativo capixaba.</p>
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		<item>
		<title>Brasil confirma primeira morte por hantavírus em 2026</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/saude/brasil-confirma-primeira-morte-por-hantavirus-em-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saude]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[vigilância epidemiológica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vítima de 46 anos foi infectada em área rural de Minas Gerais. Doença não tem cura específica e pode matar em poucos dias. Sesa emite nota técnica no Espírito Santo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou, neste domingo (10), a única morte por hantavírus registrada no Brasil em 2026 até o momento. A vítima é um homem de 46 anos, morador do município de Carmo do Paranaíba (MG), que faleceu após contato com roedores silvestres em uma lavoura. O óbito nacional coincide com o registro de novas infecções no Paraná e com o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre um surto letal da doença em um navio de cruzeiro, motivando o reforço das orientações de vigilância epidemiológica em estados como o Espírito Santo.</p>
<p><strong>O caso em Minas Gerais e o cenário nacional</strong><br />
Os primeiros sintomas do paciente mineiro começaram no dia 2 de fevereiro, inicialmente com um quadro de cefaleia. Quatro dias depois, ele buscou atendimento médico apresentando febre, além de dores musculares, articulares e na região lombar. O paciente evoluiu a óbito no dia 8 de fevereiro. Amostras biológicas foram analisadas pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), que confirmou o diagnóstico de hantavirose por meio de sorologia IgM reagente. A pasta estadual de saúde ressaltou que<strong> &#8220;trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença&#8221;.</strong></p>
<p>Até o dia 27 de abril, o Ministério da Saúde contabilizava sete casos confirmados no país em 2026, sendo dois deles em território mineiro. No ano anterior, em 2025, o Brasil registrou 35 infecções e 15 óbitos, dos quais seis casos e quatro mortes ocorreram em Minas Gerais.</p>
<p>Ainda na última sexta-feira (8), o Paraná confirmou dois novos casos nas cidades de Pérola D&#8217;Oeste e Ponta Grossa. De acordo com a Secretaria de Saúde paranaense, a situação está sob controle no estado, havendo atualmente 11 casos em investigação e 21 descartados.</p>
<p><strong>Vigilância e notificação no Espírito Santo</strong><br />
Para a realidade do Espírito Santo, o contexto nacional exige atenção. Uma Nota Técnica emitida pelo Governo do Estado do Espírito Santo orienta os serviços de saúde capixabas sobre o fluxo de investigação. A hantavirose é uma doença sistêmica febril presente em todas as regiões do Brasil, com maior incidência no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O perfil mais acometido pelas infecções é composto por homens na faixa etária de 20 a 39 anos, geralmente em áreas rurais e situações ocupacionais ligadas à agricultura.</p>
<p>Devido à sua gravidade, a taxa de letalidade média chega a aproximadamente 40%, o que faz com que a maioria dos infectados necessite de assistência hospitalar. Todo caso suspeito de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) precisa ser transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o mais rápido possível.</p>
<p>No território capixaba, a doença é de notificação compulsória imediata e de investigação obrigatória. Os profissionais devem registrar a notificação em até 24 horas a partir da suspeita e comunicar o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS). Para a confirmação, exames de sorologia devem ser encaminhados ao Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen).</p>
<p><strong>Surto da doença em alto-mar</strong><br />
De forma paralela aos casos no Brasil, a OMS confirmou na terça-feira (5) um surto da doença a bordo do cruzeiro MV Hondius. A embarcação, gerida pela Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, no início de abril, passando por ilhas remotas no Oceano Atlântico.</p>
<p>Durante a viagem, diversos ocupantes desenvolveram uma doença respiratória de rápida progressão, resultando na morte de um passageiro e de um casal holandês. As investigações apontam que ocorreu transmissão de pessoa a pessoa a bordo. Esta modalidade de contágio humano é relatada na Argentina e no Chile, sempre associada ao hantavírus Andes. A possível origem do vírus fora do navio seria um voo em Joanesburgo, na África do Sul.</p>
<p>Os cerca de 150 ocupantes desembarcaram neste domingo (10) em Tenerife, nas Ilhas Canárias, com previsão de repatriação até esta segunda-feira (11). Autoridades sanitárias brasileiras afirmam que os casos diagnosticados no Brasil, incluindo a morte em Minas Gerais, não possuem ligação com o genótipo Andes e não têm relação com o cruzeiro.</p>
<p><strong>Transmissão e medidas de prevenção</strong><br />
A hantavirose é uma zoonose viral cujos agentes etiológicos habitam roedores silvestres, embora o vírus também seja transmitido por marsupiais e morcegos. A contaminação humana ocorre majoritariamente pela inalação de aerossóis formados pela urina, fezes e saliva de animais infectados. Outras vias incluem mordeduras ou contato com as mucosas dos olhos, boca ou nariz por meio de mãos sujas.</p>
<p>O período de incubação no homem varia de três a 60 dias. Os sintomas englobam febre, dores musculares e lombares, cefaleia, problemas abdominais e tonturas. Em quadros severos, causa dificuldade respiratória, hipotensão e pode evoluir para a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda. Não há tratamento específico ou antiviral para a infecção, sendo o combate focado exclusivamente no suporte clínico aos sintomas.</p>
<p><strong>A prevenção da enfermidade foca em afastar os reservatórios do vírus do convívio humano. Recomenda-se:</strong></p>
<ul>
<li>Manter alimentos armazenados em recipientes bem fechados e protegidos;</li>
<li>Eliminar corretamente lixo e entulhos;</li>
<li>Não deixar ração ou restos de comida de animais de estimação expostos;</li>
<li>Manter plantações a uma distância mínima de 40 metros das casas;</li>
<li>Ao higienizar locais fechados como paióis e armazéns, deve-se primeiro ventilar o ambiente e umedecer o chão com água e sabão. A varrição a seco levanta a poeira que contém as partículas infectantes, provocando a inalação do vírus.</li>
</ul>
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		<title>OMS diz que hantavírus não é “nova covid” e transmissão exige contato próximo</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/saude/oms-diz-que-hantavirus-nao-e-nova-covid-e-transmissao-exige-contato-proximo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 17:10:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saude]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[MV Hondius]]></category>
		<category><![CDATA[oms]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[surto em navio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Organização diz que risco de disseminação é baixo após surto em navio de cruzeiro que já deixou três mortos; investigação tenta identificar origem das infecções</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (8) que o hantavírus envolvido no surto registrado no navio de cruzeiro MV Hondius só é transmitido entre pessoas em situações de contato muito próximo, com exposição direta à saliva ou secreções respiratórias. O esclarecimento ocorre após a confirmação de mortes e casos da doença entre passageiros da embarcação, que passou pela América do Sul e segue em direção às Ilhas Canárias.</p>
<p>Segundo informações da agência portuguesa Lusa, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, explicou em entrevista, em Genebra, que a transmissão exige proximidade intensa entre pessoas infectadas e não infectadas.<strong> “Por contato próximo entende-se estar praticamente cara a cara, em proximidade direta, partilhando um espaço muito próximo com possível exposição a saliva ou a secreções ao tossir ou cuspir”,</strong> declarou Lindmeier.</p>
<p>Ainda de acordo com a OMS, houve casos de pessoas que dividiram cabine no navio e não foram contaminadas, o que, segundo o porta-voz, demonstra que <strong>“o risco real continua a ser muito baixo”.</strong> Lindmeier também afirmou que<strong> “não é uma nova covid”</strong> e ressaltou que o nível de transmissão do hantavírus é inferior ao do sarampo, doença altamente contagiosa.<strong> “O risco para a população é absolutamente baixo”,</strong> disse.</p>
<p>O surto ocorre a bordo do MV Hondius, embarcação da companhia Oceanwide Expeditions, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril. O navio está a caminho de Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde deve chegar no domingo (10). Conforme balanço mais recente divulgado pela OMS, há cinco casos confirmados e três suspeitos ligados ao surto. Três passageiros morreram.</p>
<p><strong>Investigação tenta identificar origem do contágio</strong><br />
As autoridades sanitárias investigam se a infecção começou ainda em terra firme, na Argentina, Chile ou Uruguai, por meio do contato com roedores contaminados, ou se houve transmissão já a bordo do navio. Reportagem da BBC News Brasil informa que autoridades de saúde acompanham passageiros que retornaram para países como Reino Unido, África do Sul, Holanda, Estados Unidos e Suíça. Segundo a Oceanwide Expeditions, não há registro de brasileiros a bordo.</p>
<p>A médica Maria Van Kerkhove, da OMS, declarou à BBC que o episódio não representa o início de uma nova pandemia.<strong> “Isso não é covid, não é influenza, e se propaga de forma muito, muito diferente”,</strong> afirmou. Especialistas apontam que a cepa andina do hantavírus, identificada no surto, possui potencial limitado de transmissão entre humanos. Ainda assim, as condições de convivência em navios, com compartilhamento de cabines e áreas comuns, podem favorecer o contato próximo necessário para o contágio.</p>
<p><strong>Monitoramento internacional de passageiros</strong><br />
Segundo a BBC News Brasil, autoridades sanitárias realizam rastreamento de passageiros e contatos considerados expostos ao vírus. O oficial-chefe de ciências da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), Robin May, classificou a operação como<strong> “um esforço hercúleo”.</strong> Passageiros britânicos que retornaram do cruzeiro deverão permanecer isolados por 45 dias como medida preventiva. Dois cidadãos britânicos que desembarcaram na ilha de Santa Helena e retornaram ao Reino Unido após passagem pela África do Sul estão em isolamento voluntário, embora não apresentem sintomas.</p>
<p>Nos Estados Unidos, autoridades sanitárias dos estados da Geórgia e do Arizona monitoram três passageiros que desembarcaram do navio. Até o momento, nenhum apresentou sintomas. A Oceanwide Expeditions informou que os passageiros restantes e a tripulação devem deixar o navio por via aérea após a chegada às Ilhas Canárias. A empresa também afirmou que, até quinta-feira (7), não havia pessoas sintomáticas a bordo.</p>
<p><strong>O que é o hantavírus</strong><br />
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores infectados. A contaminação ocorre, geralmente, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais. De acordo com a BBC News Brasil, os sintomas podem surgir entre duas e quatro semanas após a exposição, mas o período de incubação pode ultrapassar um mês. Entre os sintomas estão febre, dores musculares, cansaço, dificuldade respiratória, dores abdominais, náuseas, vômitos e diarreia.</p>
<p>Não existe tratamento específico para a doença, mas o atendimento hospitalar pode aumentar as chances de sobrevivência. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas.</p>
<p><strong>Cepa andina circula no Chile e na Argentina</strong><br />
A cepa andina do hantavírus circula principalmente no Chile e na Argentina e foi identificada pela primeira vez em território chileno em 1995.</p>
<p>Segundo dados do Ministério da Saúde do Chile citados pela BBC News Brasil, o país registrou 39 casos da doença até 6 de maio deste ano, com 13 mortes, o equivalente a uma taxa de mortalidade de 33%. A transmissão entre humanos é considerada rara e excepcional. No Chile, o último caso documentado desse tipo ocorreu em 2019 e foi classificado pelas autoridades como uma situação pontual e controlada.</p>
<p>O principal reservatório da cepa andina é o rato-de-cauda-longa (Oligoryzomys longicaudatus), espécie encontrada em diversas regiões do Chile e também na Argentina.</p>
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		<title>Uso inadequado de remédios lidera casos de intoxicação no ES e acende alerta nacional</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/saude/uso-inadequado-de-remedios-lidera-casos-de-intoxicacao-no-es-e-acende-alerta-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 20:20:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saude]]></category>
		<category><![CDATA[Assistência Farmacêutica]]></category>
		<category><![CDATA[Automedicação]]></category>
		<category><![CDATA[Ciatox-ES]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Intoxicação Medicamentosa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Sesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>ES registrou mais de duas mil exposições a fármacos. Especialistas advertem que automedicação atinge nove em cada dez brasileiros, podendo mascarar doenças, causar dependência e danos a órgãos vitais</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste dia 5 de maio, em que se marca o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, a Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) e especialistas da Rede HU Brasil alertam a população sobre os riscos da automedicação e da administração incorreta de fármacos. A mobilização ocorre devido aos elevados índices de intoxicação registrados nos sistemas de saúde, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre as práticas seguras de consumo, a fim de prevenir reações adversas, agravamento de quadros clínicos e a resistência bacteriana, com atenção especial aos públicos infantil e idoso.</p>
<p><strong>O cenário no Espírito Santo</strong><br />
No Espírito Santo, os medicamentos ocupam o primeiro lugar nos casos de intoxicação registrados pelos serviços de saúde. Dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox-ES) apontam uma tendência de alta nas ocorrências. Em 2024, o estado contabilizou 7.152 casos de exposições ou intoxicações por medicamentos. No ano seguinte, em 2025, o número subiu para 8.003. Apenas nos três primeiros meses de 2026 (de janeiro a março), já foram computados 2.217 casos.</p>
<p>O secretário de Estado da Saúde, Kim Barbosa, enfatiza que a utilização racional é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre a gestão, os profissionais e os pacientes<strong>. “A data nos convida à reflexão sobre práticas seguras no uso de medicamentos. É fundamental que a população evite a automedicação, siga corretamente as orientações médicas e farmacêuticas e compreenda que todo medicamento, mesmo os mais comuns, pode apresentar riscos quando utilizado de forma inadequada”,</strong> afirmou o secretário.</p>
<p>Os episódios de intoxicação variam de acordo com a faixa etária. A médica toxicologista do Ciatox-ES, Rinara Angélica de Andrade Machado, esclarece que a maioria dos casos pode ser evitada com protocolos básicos de segurança no domicílio.<strong> “Observamos diariamente casos relacionados a doses incorretas, troca de medicamentos ou uso sem prescrição. Crianças e idosos são os mais vulneráveis. No caso das crianças, muitas intoxicações acontecem por ingestão acidental. Já entre idosos, o uso simultâneo de vários medicamentos pode aumentar o risco de interações e efeitos adversos”,</strong> explicou a médica.</p>
<p>Para emergências ou suspeitas de intoxicação no estado, a orientação oficial é buscar um serviço de saúde imediatamente ou contatar o Ciatox-ES pelo telefone 0800 283 9904.</p>
<p><strong>Problema de saúde pública no Brasil</strong><br />
A situação capixaba reflete um problema de proporções nacionais. Uma pesquisa de 2022, do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ), revelou que nove em cada dez brasileiros praticam a automedicação. Paralelamente, um artigo do International Journal of Advanced Engineering Research and Science demonstrou que, entre 2012 e 2021, o país somou ao menos 596 mil casos de intoxicação por medicações.</p>
<p>Profissionais da Rede HU Brasil, novo nome adotado em 2026 pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e responsável por 45 hospitais universitários federais, destacam as graves consequências dessa prática. Segundo Juliano Pereira, chefe do Setor de Farmácia Hospitalar do Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFNT), o uso irregular pode causar mascaramento de doenças graves, dependência química e danos aos rins. Ele também cita a &#8220;polifarmácia&#8221;, problema frequente entre idosos que consomem múltiplas medicações simultaneamente, elevando o risco de interações medicamentosas.</p>
<p>“Muitas vezes, o paciente acredita que se é remédio, não faz mal. Esse é um dos maiores mitos que precisamos desconstruir. Os medicamentos salvam vidas, mas quando usados sem critério, podem e vão também colocá-las em risco”, alerta Vicente Dantas, chefe do Setor de Farmácia Hospitalar do Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS).</p>
<p>Outro ponto crítico é a resistência a antibióticos gerada pela interrupção de tratamentos ou uso sem prescrição. A prática cria as chamadas &#8220;superbactérias&#8221;. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a resistência bacteriana já cause mais de 1,2 milhão de mortes anuais no mundo, com projeção de ultrapassar 10 milhões de mortes por ano até 2050 caso o cenário não seja revertido.</p>
<p><strong>Assistência, dispensação e tecnologias</strong><br />
Como resposta estrutural, o Sistema Único de Saúde (SUS) atua na promoção do uso racional, conceito estabelecido pela OMS em 1985, que determina que o paciente receba o medicamento adequado à sua condição, na dose e tempo corretos, e com o menor custo possível.</p>
<p>No âmbito estadual, a Farmácia Cidadã Estadual do Espírito Santo realiza a entrega gratuita e especializada de 288 medicamentos, englobando tratamentos de alto custo e doenças raras. Em 2025, o Governo do Estado investiu R$ 190.219.520,20 na compra de remédios, insumos e fórmulas nutricionais, atendendo 144.097 pacientes. Neste ano, de janeiro a 28 de abril, foram investidos R$ 61.061.942,51 em recursos estaduais, alcançando 114.460 pacientes.</p>
<p>A gerente da Assistência Farmacêutica da Sesa, Grazielle Massariol, pontua a importância do modelo.</p>
<blockquote><p><strong>“A rede estadual conta com as Farmácias Cidadãs, que realizam a dispensação de medicamentos de forma orientada, garantindo que o paciente compreenda como utilizar corretamente cada medicamento ou insumo. O acompanhamento do uso do medicamento com profissional farmacêutico é fundamental para evitar erros e promover melhores resultados no tratamento”,</strong> destacou. O serviço inclui ainda consultórios farmacêuticos para o manejo de doenças crônicas, como a diabetes.</p></blockquote>
<p>Na esfera federal, os hospitais da Rede HU Brasil adotam tecnologias e rotinas clínicas para mitigar riscos. No Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), em Santa Catarina, utiliza-se o sistema de Inteligência Artificial Noharm, que analisa dados do paciente em tempo real, como exames e prescrições, para identificar perigos. Ações semelhantes de triagem e conciliação medicamentosa ocorrem em unidades como o HDT-UFT e o HUL-UFS, onde os farmacêuticos atuam diretamente nas visitas clínicas e na avaliação diária das prescrições.</p>
<p><strong>Orientações e cuidados essenciais</strong><br />
Para conter os riscos de intoxicação no ambiente doméstico, a Secretaria da Saúde elencou protocolos de segurança específicos para a população. Recomenda-se armazenar todos os remédios em locais seguros, protegidos de calor e umidade, além de verificar sempre a validade e ler os rótulos atentamente.</p>
<p><strong>Para crianças:</strong></p>
<ul>
<li>Respeitar rigorosamente a dose prescrita;</li>
<li>Utilizar os dispositivos adequados para a medição do remédio;</li>
<li>Manter as embalagens fora da visão e do alcance do público infantil;</li>
<li>Não se referir aos medicamentos como &#8220;doce&#8221; ou &#8220;bala&#8221;;</li>
<li>Utilizar estritamente o que foi prescrito por um médico, sem reaproveitar receitas antigas.</li>
</ul>
<p><strong>Para idosos:</strong></p>
<ul>
<li>Evitar a automedicação, em especial para pacientes de uso contínuo de outros fármacos;</li>
<li>Informar ao médico e ao farmacêutico todos os produtos consumidos rotineiramente, incluindo compostos fitoterápicos;</li>
<li>Fazer uso de organizadores de comprimidos para prevenir confusões e trocas de horários;</li>
<li>Seguir pontualmente as doses e horários indicados;</li>
<li>Manter acompanhamento profissional regular para avaliar as interações entre os medicamentos utilizados.</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Maio Amarelo: Hospitais do ES registram salto nas internações de ciclistas e pedestres feridos no trânsito</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/maio-amarelo-hospitais-do-es-registram-salto-nas-internacoes-de-ciclistas-e-pedestres-feridos-no-transito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 15:15:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[acidentes de trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Ciclistas]]></category>
		<category><![CDATA[Maio Amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[Motociclistas]]></category>
		<category><![CDATA[Pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria da Saúde do ES]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Levantamento aponta aumento de até 51,5% nas admissões hospitalares no último ano. Apesar do avanço entre os mais vulneráveis, motociclistas ainda concentram a maioria dos traumas e óbitos no Estado</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de ciclistas e pedestres internados na rede pública após acidentes de trânsito no Espírito Santo apresentou um crescimento expressivo no último ano. Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), divulgados pela Secretaria da Saúde (Sesa) como parte do movimento internacional &#8220;Maio Amarelo&#8221;, as hospitalizações envolvendo usuários de bicicletas saltaram 51,5% entre 2024 e 2025, enquanto as admissões de pedestres subiram 43,4%. O balanço evidencia o impacto da violência viária no Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba e reforça a necessidade de políticas de prevenção.</p>
<p>No cenário geral, o Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica (NEVE), por meio da Vigilância de Acidentes de Transporte Terrestre, registrou 15.711 internações no biênio. O volume total passou de 7.407 casos em 2024 para 8.304 em 2025, configurando uma alta geral de 12,1%. Os motociclistas continuam liderando as estatísticas com ampla margem, representando 65,8% de todos os pacientes hospitalizados no período.</p>
<p><strong>Rotina de traumas no atendimento de urgência</strong><br />
No Hospital Antonio Bezerra de Faria (HABF), em Vila Velha, referência no atendimento de Urgência e Emergência, o reflexo desses números é percebido diariamente. A unidade realiza cerca de 47 mil atendimentos por ano, sendo que até 70% da demanda é voltada para a área ortopédica, fortemente impactada pelos acidentes de trânsito.</p>
<p>De acordo com o médico Igor Vasconcelos, coordenador de Ortopedia do HABF, o crescimento no atendimento de ciclistas, impulsionado pelas bicicletas elétricas, tornou-se uma constante. <strong>“E com um número crescente dia após dia, acompanhando a popularização desse meio de transporte. Mas, os principais atendimentos relacionados a acidentes de trânsito ainda envolvem os motociclistas. Eles representam a maior parte dos casos”,</strong> explica o especialista.</p>
<p>O médico ressalta a severidade das lesões e os impactos posteriores na vida dos pacientes acidentados.<strong> “Os acidentes de trânsito podem trazer consequências sérias e duradouras para as vítimas. Entre os principais impactos, estão a incapacidade parcial ou até permanente, o afastamento do trabalho e a limitação, ou até mesmo a perda, da mobilidade. Em muitos casos, também é necessária uma reabilitação prolongada, que exige tempo e dedicação. Além disso, não se pode ignorar os impactos psicológicos e sociais, que afetam não apenas a vítima, mas toda a sua rede de apoio”,</strong> detalha.</p>
<p><strong>Perfil das vítimas e letalidade no trânsito</strong><br />
O diagnóstico epidemiológico revela uma clara desigualdade de gênero: os homens correspondem a 77% (12.136) do total das internações ocorridas entre 2024 e 2025.</p>
<p>A coordenadora estadual da Vigilância do Acidente de Transporte Terrestre, Andrêssa Borel Encarnação, enfatiza o impacto econômico e social do perfil das vítimas<strong>. “Quanto à faixa etária, observa-se um impacto significativo na população em idade produtiva, com predomínio das faixas de 20 a 49 anos”,</strong> afirma.</p>
<p><strong>A distribuição de idade varia conforme a condição da vítima:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Motociclistas</strong>: Maior concentração entre 20 e 39 anos.</li>
<li><strong>Pedestres</strong>: Predomínio de idosos (60 anos ou mais), configurando o grupo mais suscetível a lesões graves.</li>
<li><strong>Ciclistas</strong>: Ocorrências pulverizadas em diversas idades, com pico entre 20 e 49 anos.</li>
</ul>
<p>A gravidade dos acidentes também se reflete no número de óbitos. Foram registradas 2.007 mortes no biênio. Desse total, 49,6% das vítimas eram motociclistas, 26,2% ocupantes de veículos automotores e 13,5% pedestres. Os ciclistas representaram 4,4% das perdas fatais.</p>
<p><strong>Desafio no registro de dados</strong><br />
A Sesa alerta que os números oficiais representam apenas um &#8220;retrato&#8221; do problema, indicando que há subnotificação. Muitos atendimentos podem não ser categorizados corretamente com a causa básica de Acidente de Transporte Terrestre (ATT) na Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID).</p>
<blockquote><p><strong>“Orientamos os serviços de saúde quanto à correta classificação e qualificação dos registros. Essa orientação faz parte das ações da Vigilância Epidemiológica, com foco na melhoria da qualidade da informação, fundamental para dimensionar o problema, planejar ações de prevenção e fortalecer as políticas públicas de segurança no trânsito”,</strong> complementa Andrêssa Borel Encarnação.</p></blockquote>
<p><strong>Ocorrências do SAMU 192 e as vias da Região Metropolitana</strong><br />
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) contabilizou 22.866 chamados para acidentes de trânsito em todo o Espírito Santo entre janeiro de 2025 e março de 2026. A Região Metropolitana concentrou 55% das ocorrências, totalizando 12.547 chamados. As regiões Central/Norte e Sul registraram 6.691 (29%) e 3.628 (16%) dos atendimentos, respectivamente.</p>
<p><strong>Os chamados mais frequentes ao SAMU 192 no Estado envolveram:</strong></p>
<ul>
<li>Colisão carro x moto: 6.374 ocorrências</li>
<li>Queda de motocicleta: 5.404 ocorrências</li>
<li>Colisão moto x moto: 1.517 ocorrências</li>
<li>Queda de bicicleta: 1.329 ocorrências</li>
</ul>
<p>Com a temática &#8220;No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas&#8221; para a campanha do Maio Amarelo, as autoridades buscam humanizar a mobilidade urbana. <strong>“A campanha chama a sociedade para desacelerar, [&#8230;] assumir a corresponsabilidade pela segurança de todos. Pois quando enxergamos o outro, evitamos riscos, criamos empatia, para assim, construirmos um trânsito mais humano, seguro e consciente”,</strong> pondera a coordenadora de Vigilância.</p>
<p><strong>Balanço estatístico (2024 &#8211; 2025)</strong></p>
<p><strong>Internações por acidentes de transporte terrestre (ATT):</strong><br />
Pedestres: 1.239 registros em 2024 | 1.777 registros em 2025<br />
Ciclistas: 373 registros em 2024 | 565 registros em 2025<br />
Motociclistas: 5.080 registros em 2024 | 5.259 registros em 2025<br />
Ocupantes de Veículo: 537 registros em 2024 | 567 registros em 2025<br />
Outros: 178 registros em 2024 | 136 registros em 2025<br />
Total de Internações: 7.407 em 2024 | 8.304 em 2025</p>
<p><strong>Óbitos por acidentes de transporte terrestre (ATT):</strong><br />
Pedestres: 140 mortes em 2024 | 130 mortes em 2025<br />
Ciclistas: 43 mortes em 2024 | 45 mortes em 2025<br />
Motociclistas: 503 mortes em 2024 | 492 mortes em 2025<br />
Ocupantes de Veículo: 289 mortes em 2024 | 236 mortes em 2025<br />
Outros: 21 mortes em 2024 | 108 mortes em 2025<br />
Total de Óbitos: 996 em 2024 | 1.011 em 2025</p>
<p><strong>Municípios com maior volume de atendimentos do SAMU 192</strong></p>
<p>(Período: Janeiro de 2025 a Março de 2026)</p>
<p>Serra (Metropolitana): 2.670 atendimentos<br />
Vila Velha (Metropolitana): 2.404 atendimentos<br />
Vitória (Metropolitana): 1.902 atendimentos<br />
Cariacica (Metropolitana): 1.749 atendimentos<br />
Cachoeiro de Itapemirim (Sul): 1.295 atendimentos<br />
Linhares (Central/Norte): 1.238 atendimentos<br />
Colatina (Central/Norte): 860 atendimentos<br />
Guarapari (Metropolitana): 743 atendimentos<br />
São Mateus (Central/Norte): 644 atendimentos<br />
Aracruz (Metropolitana): 456 atendimentos</p>
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		<title>Anvisa discute novas regras para venda e manipulação de canetas emagrecedoras</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/saude/anvisa-discute-novas-regras-para-venda-e-manipulacao-de-canetas-emagrecedoras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 13:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saude]]></category>
		<category><![CDATA[Anvisa]]></category>
		<category><![CDATA[Canetas emagrecedoras]]></category>
		<category><![CDATA[fiscalização]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos manipulados]]></category>
		<category><![CDATA[mercado ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[semaglutida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agência debaterá proposta sobre manipulação de medicamentos GLP-1. Medida integra plano de ação para combate direto ao contrabando e à venda de produtos sem registro</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discutirá, na próxima Reunião Ordinária Pública marcada para o dia 29 de abril, uma proposta de instrução normativa para estabelecer os procedimentos e requisitos técnicos aplicados à manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A formulação da<strong><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/regulamentacao/agenda-regulatoria/minutas-previas/temas-com-deliberacao-final-em-dicol"> nova norma</a></strong> faz parte de um plano de ação anunciado no último dia 6, que reúne medidas regulatórias e de fiscalização em resposta à popularização dos fármacos e à consequente expansão do mercado ilegal.</p>
<p>A instrução normativa em pauta definirá diretrizes específicas para a importação, a qualificação de fornecedores, a realização de ensaios de controle de qualidade, a estabilidade, o armazenamento e o transporte dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) agonistas e co-agonistas do receptor GLP-1/GIP destinados à manipulação magistral. A minuta do documento já está disponível para consulta pública no portal da Anvisa.</p>
<p>Com princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, as canetas emagrecedoras só podem ser adquiridas legalmente com receita médica retida. No entanto, o aumento da demanda impulsionou o comércio clandestino de versões manipuladas sem autorização. Diante dos riscos à saúde pública, a agência tem ampliado as ações para coibir o comércio irregular.</p>
<p><strong>Grupos de trabalho e parcerias</strong><br />
Para dar suporte ao controle sanitário e garantir a segurança dos pacientes, a Anvisa publicou nesta semana as portarias 488/2026 e 489/2026, que formalizam a criação de dois grupos de trabalho (GTs).</p>
<p>O primeiro grupo contará com representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO). Já o segundo GT terá a atribuição de acompanhar e avaliar a implementação do plano de ação da agência, além de subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada sugerindo medidas de aprimoramento.</p>
<p>Em paralelo às portarias, a Anvisa e os conselhos federais (CFM, CFO e CFF) assinaram nesta semana uma carta de intenção voltada à promoção do uso racional e seguro das canetas emagrecedoras, visando prevenir riscos associados a práticas irregulares.</p>
<blockquote><p><strong>“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”,</strong> informou a autarquia por meio de um comunicado.</p></blockquote>
<p><strong>Proibições e apreensões</strong><br />
A fiscalização também atinge a venda de produtos sem procedência garantida. Na última quarta-feira (15), a Anvisa determinou a apreensão, a proibição de comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos medicamentos Gluconex e Tirzedral. Os itens são fabricados por uma empresa não identificada.</p>
<p>Segundo a agência, os produtos irregulares não devem ser utilizados sob nenhuma hipótese. <strong>“Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, destacou o órgão, frisando ainda que “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade&#8221;.</strong></p>
<p><strong>Contrabando do Paraguai</strong><br />
Fora do ambiente digital, o comércio ilegal movimenta rotas de contrabando. Na última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus oriundo do Paraguai no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O veículo já vinha sendo monitorado pelas autoridades sob a suspeita de transporte de material ilícito.</p>
<p>Durante a abordagem policial, 42 passageiros que estavam no ônibus foram conduzidos à Cidade da Polícia. A operação resultou na prisão em flagrante de um casal que havia embarcado na cidade de Foz do Iguaçu (PR). Com eles, foi apreendida uma grande quantidade de produtos de origem paraguaia destinados à venda irregular no Brasil, incluindo anabolizantes e mil frascos de canetas emagrecedoras contendo a substância tirzepatida.</p>
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		<title>México implementará modelo parecido com o SUS a partir de 2027</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/mexico-implementara-modelo-parecido-com-o-sus-a-partir-de-2027/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 19:28:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[México]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[serviço]]></category>
		<category><![CDATA[usuários]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Primeira fase será cadastramento de usuários com mais de 85 anos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em janeiro de 2027, a população mexicana começará a ser atendida por uma rede semelhante ao Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira fase, de cadastramento dos usuários com mais de 85 anos de idade e um acompanhante ou cuidador, terá início na próxima segunda-feira (13) e término em 30 de abril.</p>
<p>Um dos mecanismos prioritários do Serviço Universal de Saúde para o governo é a unificação de bases de dados dos pacientes das diferentes redes, o que permite a visualização de prontuários já cadastrados, evitando que os profissionais de saúde os tratem sem nenhuma informação.</p>
<p>A ideia é disponibilizar um aplicativo digital que centralize, inclusive, resultados de exames laboratoriais.</p>
<p>O serviço receberá investimentos que garantam remessas de medicamentos e amplo funcionamento de unidades de atendimento e salas de cirurgia. O governo tem como foco áreas de atendimento emergencial, gravidez de alto risco, infartos, doenças do cérebro, câncer de mama, consultas preventivas, quadros graves, nutrição, exercícios físicos e saúde mental, além de tratamentos contínuos.</p>
<p>Em 2028, o governo dará ênfase ao intercâmbio de serviços como o abastecimento de remédios, consultas com médicos especialistas e atenção primária para pacientes com doenças crônico-degenerativas, caso do Alzheimer, osteoartrite e artrite reumatoide.</p>
<p><strong>Primeiro momento</strong><br />
Para o primeiro grupo de usuários, o documento de identificação atrelado ao sistema será entregue seis semanas depois do registro. Com emissões a cargo da Secretaria de Bem-Estar, o documento substituirá os expedidos pelas instituições que atuam na área da saúde, no país, como o Instituto Seguridade Social Mexicana (IMSS), o Instituto de Seguridade e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE) e o Petróleos Mexicanos (Pemex). Estas são organizações de seguridade social, que contam com verbas do governo, dos empregadores e dos funcionários e estrutura e equipe próprias.</p>
<p>Já os trabalhadores autônomos, sem carteira assinada, desempregados e pessoas fora do mercado de trabalho dependem da Secretaria de Saúde (SSa), de Serviços Estaduais de Saúde (Sesa) e do Programa IMSS-Oportunidades (IMSS-O). Há, ainda, a parcela contemplada por planos de saúde privados.</p>
<p>O credenciamento será feito, nesse momento, em 24 dos 31 estados, número que deve ser ampliado. Ao todo, as equipes percorrerão 47 municípios, incluindo as 16 demarcações territoriais que compõem a Cidade do México, e a expectativa é atingir 2 milhões de pessoas em 2.059 módulos.</p>
<p>O governo mexicano informou a disponibilidade de 2 mil centros médicos, que considera o suficiente para vencer as demandas das capitais da primeira fase de implantação e as de outras localidades, futuramente.</p>
<p>A pasta de Bem-Estar também ficou responsável por divulgar o calendário com os cadastros dos demais grupos populacionais.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Vamos continuar informando todas as semanas, para que as pessoas saibam onde estão os módulos e como vai o cadastramento. É o melhor modelo que podemos seguir para garantir o acesso à saúde&#8221;</strong>, disse a presidenta Claudia Sheinbaum Pardo, que anunciou o programa no início da semana.</p>
</blockquote>
<p><strong>Dados do país</strong><br />
A Organização Panamericana de Saúde (Opas) destaca que a população do México aumentou 31% de 2000 para 2023, sendo, hoje, de 128 milhões de pessoas, com maioria de mulheres. Em média, os mexicanos e mexicanas somam 9,7 anos de estudo e 75 anos de expectativa de vida.</p>
<p>A proporção de habitantes com acesso à internet, algo relevante no contexto da transformação do sistema de saúde, é de 72%. A razão de dentistas que atendem à população era, em 2020, de 0,11 a cada 10 mil pessoas, enquanto a de médicos, 26,09 em 2021.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://emdiaes.com.br/geral/mexico-implementara-modelo-parecido-com-o-sus-a-partir-de-2027/">México implementará modelo parecido com o SUS a partir de 2027</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://emdiaes.com.br">Em Dia ES</a>.</p>
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