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	<title>Igrejas - Em Dia ES</title>
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		<title>Pesquisa aponta que quase um terço dos brasileiros já trocou de religião</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/pesquisa-aponta-que-quase-um-terco-dos-brasileiros-ja-trocou-de-religiao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2024 13:37:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Levantamento indica que essa intensa modificação pode repercutir na disputa política</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é o país que tem o maior porcentual do mundo de habitantes que acreditam em Deus ou em um poder superior que governa o universo (89%), de acordo com o estudo Global Religion 2023, feito em 26 países, mas por aqui a fé tem uma característica bastante singular: aquilo no qual o brasileiro acredita ou a forma como ele exerce essa crença podem facilmente mudar, influenciados por fatores sociais, pessoais, ideológicos e, claro, espirituais. É o que mostra um levantamento pioneiro feito pelo instituto Brasilis, que se debruça sobre o comportamento da fé no país e detecta a ampla fluidez religiosa — embalada em parte pela busca disseminada da conversão de adeptos — e os motivos que levam a uma guinada na vida dos fiéis. O fenômeno ganha importância porque oferece uma nova perspectiva na crescente (e estratégica) disputa política pelo eleitorado religioso.</p>
<p>A mobilidade brasileira entre igrejas é algo tão grande quanto sua fé. Quase um terço dos pesquisados mudou de religião ao longo da vida, abandonando a vertente que lhe foi apresentada quando era criança. Um quinto dessas mudanças aconteceu de 2019 para cá, ajudando a alavancar o crescimento de evangélicos verificado nos últimos anos, tanto entre as denominações pentecostais (Assembleia de Deus, Universal do Reino de Deus e Renascer em Cristo, entre outras) quanto as não pentecostais (as mais tradicionais, como batista, presbiteriana, anglicana e adventista). Em 1940, eles eram apenas 2,7% da população — passaram a 22,2% em 2020 e a estimativa é que no recenseamento de 2022, cujo detalhamento por religião ainda não foi divulgado, já estejam em torno de 30%. A maioria das projeções aponta que essa vertente caminha para se tornar a religião majoritária no Brasil por volta de 2032, o que significaria que o próprio país está em vias de abandonar sua religião de nascimento. Essa fluidez tem um motivo: metade passou por alguma tentativa de conversão religiosa na vida, sendo 33% só no último ano.</p>
<p>Os caminhos que levam à conversão são muitos. A principal causa é a busca pela salvação, apontada como fator decisivo por 54% dos novos evangélicos pentecostais ouvidos pelo Brasilis. Há outros fatores mais terrenos: 43% dos católicos deixaram a fé que professavam por más experiências com o padre e 33% dos evangélicos não pentecostais perceberam que pensam diferente da igreja na qual exerciam sua espiritualidade. Outros motivos são o melhor espírito de convivência na nova casa e o fato de ter sido convidado por amigo ou parente. Temas morais também têm grande influência e passaram a estar mais presentes nos púlpitos.</p>
<p>É justamente nesse ponto que ocorre uma importante interseção entre a fé e a política. Os temas morais, em especial as pautas conservadoras, aproximam boa parte do eleitorado religioso com discursos mais à direita, o que deu gás à ascensão do bolsonarismo. Segundo a pesquisa, 40% dos fiéis disseram que seu líder falou de aborto e outros 33% dizem que já ouviram sobre união entre pessoas do mesmo sexo. Um quinto já presenciou seu padre ou pastor pedir voto e igual porcentual disse que eles levaram um candidato ao culto — esse número sobe para 30% entre os pentecostais. Como o mesmo indivíduo pode ter ideias conservadoras e progressistas, a estratégia para conquistá-lo depende de fazê-lo decidir com base em uma pauta específica.</p>
<blockquote><p><strong>“A importância da mensagem na comunicação política não é mudar o que você pensa, mas falar sobre o que você pensa”</strong>, explica o cientista político Fabrício Fialho, um dos autores da pesquisa. Ou seja, quando um conservador quer angariar votos, não tenta mudar a opinião das pessoas sobre o aborto, mas fazer com que elas decidam o voto com base nisso, e não em outros temas.</p></blockquote>
<p>Para conquistar o grande contingente religioso, cada corrente ideológica usa uma pregação distinta. A direita, ao priorizar temas morais, se aproxima dos líderes evangélicos mais fundamentalistas, que atraem multidões e se transformam em cabos eleitorais valorosos. Exemplo disso é o pastor Silas Malafaia, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, um dos principais defensores de Jair Bolsonaro, tanto no púlpito quanto na rua, como nos atos que ajudou a organizar para o ex-presidente na Avenida Paulista e em Copacabana.</p>
<p>A esquerda tem feito concessões para atrair o público evangélico — ou ao menos mitigar a rejeição. Em outubro de 2022, na reta final da campanha, Lula divulgou uma “Carta aos Evangélicos”, recheada de versículos bíblicos, colocando na estante de méritos do PT o crescimento das igrejas e a defesa da liberdade religiosa. Agora, tem uma nova palavra, levada pelo advogado-geral da União, o evangélico Jorge Messias, que faz peregrinações por templos e emissoras dessa vertente para lembrar que programas sociais, como o Bolsa Família, são estratégicos para famílias de classes sociais majoritárias no evangelismo.</p>
<p>Apesar da intenção de acertar, o governo Lula segue criando problemas. Nas últimas semanas, gerou confusão ao regulamentar a ação de religiosos em presídios, um campo privilegiado de expansão das novas religiões. Entre outros pontos, a resolução do Ministério da Justiça proíbe exatamente a conquista de novos fiéis, por batismo ou conversão — ou seja, o preso tem direito à assistência religiosa, mas não pode ser apresentado a uma fé que não tenha. Líderes da poderosa Frente Parlamentar Evangélica bateram às portas do ministro Ricardo Lewandowski — uma reunião estava prevista para a última semana, mas acabou adiada por desencontros de agenda.</p>
<blockquote><p><strong>“O erro está na raiz. A esquerda tem que fazer uma autocrítica”</strong>, alerta Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), um dos líderes da bancada, que tem 203 dos 513 deputados federais.</p></blockquote>
<p>A dificuldade de diálogo com os evangélicos é histórica para as esquerdas, que sempre estiveram ligadas ao catolicismo. O PT, por exemplo, surgiu impulsionado pelo movimento operário, intelectuais de esquerda e também pelas chamadas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), núcleos de pregação católica espalhados pelo país que tiveram influência durante a ditadura e cuja pregação mirava mais temas sociais, econômicos e políticos. O jogo virou com a ascensão evangélica, a opção preferencial dessa vertente pela agenda conservadora nos costumes e a sua identificação com a ascensão de Bolsonaro em 2018.</p>
<p>Os evangélicos são o grupo religioso que tem o maior poder de articulação e engajamento por fatores endógenos à fé. Essa corrente sacramenta o princípio do do belonging before believing (“pertencer antes de crer”), opera em um forte senso de comunidade, tem a conversão de novos fiéis como tarefa obrigatória e exige a obediência a um código de conduta, diferente dos católicos, que não exercem um controle tão intenso sobre o que os adeptos fazem fora da igreja. O pesquisador Stanley Bailey, da Universidade da Califórnia, fala em um “empreendedorismo religioso” praticado pelas correntes evangelistas.</p>
<p>Enquanto o seminário católico dura oito anos e exige formação em teologia, um curso para se tornar pastor dura em média um ano. <strong>“Há a possibilidade de ganhar a vida trabalhando com isso, enquanto os trabalhos formais estão sumindo e não trazem mobilidade social”</strong>, diz o docente</p>
<p>Talvez um dos poucos obstáculos à predominância dos evangélicos seja o crescimento acelerado dos sem-religião, principalmente entre os jovens.<strong> “Eles não são necessariamente ateus. Vão à igreja de vez em quando e frequentam cerimônias comuns”</strong>, diz Alberto Carlos Almeida, diretor do Brasilis.</p>
<p>O grupo, porém, soma apenas 6% dos brasileiros. A maior probabilidade é a de que os evangélicos se tornem, de fato, a maioria no Brasil. <strong>“Estão mobilizados politicamente e criam uma comunidade moral mais coesa do que os católicos”</strong>, afirma Almeida.</p>
<p>Se a multiplicação evangélica e a mudança do perfil religioso brasileiro já eram algo determinante para o quadro político, a nova pesquisa mostra que há campo, ao menos em tese, para novos convencimentos e, portanto, para novas reviravoltas. A batalha pelos corações e mentes dos fiéis que se movem ainda está em andamento.</p>
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		<title>Bolsonaro desiste de dar desconto na conta de energia de igrejas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação Em Dia ES]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2020 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[Igrejas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após dizer que estava &#8220;tomando pancada&#8221; por algo que não havia decidido, Presidente afirma que &#8220;está suspensa qualquer negociação&#8221; O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, 15, que suspendeu qualquer negociação para conceder subsídios a contas de energia de templos religiosos. A decisão ocorre após o jornal O Estado de S. Paulo revelar, na semana [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>
<div style="text-align: center;"><font size="4"><b>Após dizer que estava &#8220;tomando pancada&#8221; por algo que não havia decidido, Presidente afirma que &#8220;está suspensa qualquer negociação&#8221;</b></font></div>
<div><font size="3">O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, 15, que suspendeu qualquer negociação para conceder subsídios a contas de energia de templos religiosos. A decisão ocorre após o jornal O Estado de S. Paulo revelar, na semana passada, que o governo preparava um decreto para adotar a medida, a pedido do próprio presidente, mas que havia resistência por parte da equipe econômica.</font></div>
<div><font size="3"><br /></font></div>
<div><font size="3">&#8220;Falei com o Silas Câmara (presidente da bancada evangélica na Câmara) e com o (missionário) R. R. Soares e está suspensa qualquer negociação nesse sentido&#8221;, afirmou Bolsonaro nesta quarta-feira ao deixar o Ministério de Minas e Energia. Na terça-feira, 14, ao tratar do assunto, Bolsonaro disse que estava tomando &#8220;pancada&#8221; por causa da medida, mas ainda não havia decidido.</font></div>
<div><font size="3"><br /></font></div>
<div><font size="3">Como mostrou o Estado, a pedido do presidente, minuta de decreto foi elaborada pelo Ministério de Minas e Energia e enviada à pasta da Economia, mas a articulação provocou atrito no governo, já que a equipe econômica rejeita a medida.</font></div>
<div><font size="3"><br /></font></div>
<div><font size="3">Pela minuta em estudo no governo, os templos passariam a pagar tarifas no horário de ponta, quando há maior consumo, iguais às cobradas durante o dia, que são mais baratas. Cada distribuidora tem seu próprio horário de ponta, que dura três horas consecutivas e se concentra entre o fim da tarde e o início da noite durante dias de semana. Nesses horários, o consumo de energia pode ficar 50% maior, e as taxas de uso, subir até 300%. É justamente nesse período que os templos costumam realizar cultos.</font></div>
<div><font size="3"><br /></font></div>
<div><font size="3">Mais cedo, em entrevista ao Broadcast Estadão, Silas Câmara afirmou que um eventual desconto na conta de luz de templos religiosos não seria um gesto grande para o governo, mas importante para a bancada evangélica. Ele disse ainda que se encontraria com o presidente para tratar do assunto e argumentaria que a mudança na cobrança, ainda em estudo, teria um impacto &#8220;insignificante&#8221; nas contas e que não poderia ser considerada uma espécie de subsídio. Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o impacto econômico seria de R$ 37 milhões.</font></div>
<div><font size="3"><br /></font></div>
<div><font size="3">De acordo com Câmara, a retirada dos templos deste tipo de cobrança representaria menos do que um arredondamento de diferença de bandeira (tarifária). &#8220;Quando o presidente conversar comigo, vou dizer a ele que o impacto disso (do desconto) é de 0,02% (na conta).&#8221;</font></div>
<div><font size="3"><br /></font></div>
<div><font size="3">A medida, no entanto, enfrenta resistência no Ministério da Economia. A equipe do ministro Paulo Guedes é contra aumentar subsídios porque isso distorce o sinal de preços e aumenta o custo da energia. Outro argumento utilizado pela pasta é o fato de o Tribunal de Contas da União (TCU) considerar inconstitucional conceder subsídio por decreto nas tarifas.</font></div>
<div><font size="3"><br /></font></div>
<div><font size="3">Por meio do desconto, a ideia que estava em análise no governo era diminuir a conta de luz dos consumidores conectados à alta tensão &#8211; ou seja, os de maior demanda, como catedrais e basílicas, que, a exemplo de supermercados e shoppings, pagam tarifas maiores no chamado horário de ponta. Para Câmara, no entanto, &#8220;nem sempre as empresas majoram no horário até 3 ou 4 vezes mais o valor (cobrado durante o dia)&#8221;.</font></div>
<div><font size="3"><br /></font></div>
<div><font size="3">&#8220;Então, na verdade, quando eu conversar com o presidente, vou falar que é um gesto. Sinceramente, não é um gesto grande, mas é um gesto importante que reconhece o trabalho das igrejas, pois nesse horário das 18h às 23h quase 300 mil funcionam, das quais metade delas nem estão nessa faixa (de grande porte).&#8221;</font></div>
<div><font size="3"><br /></font></div>
<div><font size="3">O parlamentar disse que teve acesso ao estudo da Aneel, encomendado pelo Ministério da Minas e Energia e pelo Ministério da Economia. &#8220;Eu sei que a Aneel fez estudo a pedido do MME e também do Ministério da Economia, sei do resultado e posso te garantir que é insignificante. Mas para os templos é algo extremamente relevante.&#8221;, completou.</font></div>
<div><font size="3"><br /></font></div>
<div><font size="3">Para o deputado, o desconto para igrejas não poderia ser considerado subsídio. &#8220;Quando essas empresas que assumiram distribuição e geração de energia ganharam a consulta, a licitação, a concessão, a Aneel, por força de contrato, deu a essas empresas a liberdade de elas, em horário de ponta, das 18h às 23h, portanto o horário em que funcionam todos os templos religiosos, independentemente de ser evangélicos ou não, poderem cobrar até 4 vezes mais o valor da energia. O que está em estudo é uma possibilidade apenas de retirar as igrejas do horário de ponta, então não é subsídio&#8221;, afirmou o parlamentar.</font></div>
</div>
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