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	<title>hantavírus - Em Dia ES</title>
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	<description>Conteúdo relevante para os capixabas.</description>
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		<title>Brasil confirma primeira morte por hantavírus em 2026</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/saude/brasil-confirma-primeira-morte-por-hantavirus-em-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saude]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[vigilância epidemiológica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vítima de 46 anos foi infectada em área rural de Minas Gerais. Doença não tem cura específica e pode matar em poucos dias. Sesa emite nota técnica no Espírito Santo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou, neste domingo (10), a única morte por hantavírus registrada no Brasil em 2026 até o momento. A vítima é um homem de 46 anos, morador do município de Carmo do Paranaíba (MG), que faleceu após contato com roedores silvestres em uma lavoura. O óbito nacional coincide com o registro de novas infecções no Paraná e com o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre um surto letal da doença em um navio de cruzeiro, motivando o reforço das orientações de vigilância epidemiológica em estados como o Espírito Santo.</p>
<p><strong>O caso em Minas Gerais e o cenário nacional</strong><br />
Os primeiros sintomas do paciente mineiro começaram no dia 2 de fevereiro, inicialmente com um quadro de cefaleia. Quatro dias depois, ele buscou atendimento médico apresentando febre, além de dores musculares, articulares e na região lombar. O paciente evoluiu a óbito no dia 8 de fevereiro. Amostras biológicas foram analisadas pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), que confirmou o diagnóstico de hantavirose por meio de sorologia IgM reagente. A pasta estadual de saúde ressaltou que<strong> &#8220;trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença&#8221;.</strong></p>
<p>Até o dia 27 de abril, o Ministério da Saúde contabilizava sete casos confirmados no país em 2026, sendo dois deles em território mineiro. No ano anterior, em 2025, o Brasil registrou 35 infecções e 15 óbitos, dos quais seis casos e quatro mortes ocorreram em Minas Gerais.</p>
<p>Ainda na última sexta-feira (8), o Paraná confirmou dois novos casos nas cidades de Pérola D&#8217;Oeste e Ponta Grossa. De acordo com a Secretaria de Saúde paranaense, a situação está sob controle no estado, havendo atualmente 11 casos em investigação e 21 descartados.</p>
<p><strong>Vigilância e notificação no Espírito Santo</strong><br />
Para a realidade do Espírito Santo, o contexto nacional exige atenção. Uma Nota Técnica emitida pelo Governo do Estado do Espírito Santo orienta os serviços de saúde capixabas sobre o fluxo de investigação. A hantavirose é uma doença sistêmica febril presente em todas as regiões do Brasil, com maior incidência no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O perfil mais acometido pelas infecções é composto por homens na faixa etária de 20 a 39 anos, geralmente em áreas rurais e situações ocupacionais ligadas à agricultura.</p>
<p>Devido à sua gravidade, a taxa de letalidade média chega a aproximadamente 40%, o que faz com que a maioria dos infectados necessite de assistência hospitalar. Todo caso suspeito de Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) precisa ser transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o mais rápido possível.</p>
<p>No território capixaba, a doença é de notificação compulsória imediata e de investigação obrigatória. Os profissionais devem registrar a notificação em até 24 horas a partir da suspeita e comunicar o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS). Para a confirmação, exames de sorologia devem ser encaminhados ao Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen).</p>
<p><strong>Surto da doença em alto-mar</strong><br />
De forma paralela aos casos no Brasil, a OMS confirmou na terça-feira (5) um surto da doença a bordo do cruzeiro MV Hondius. A embarcação, gerida pela Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, no início de abril, passando por ilhas remotas no Oceano Atlântico.</p>
<p>Durante a viagem, diversos ocupantes desenvolveram uma doença respiratória de rápida progressão, resultando na morte de um passageiro e de um casal holandês. As investigações apontam que ocorreu transmissão de pessoa a pessoa a bordo. Esta modalidade de contágio humano é relatada na Argentina e no Chile, sempre associada ao hantavírus Andes. A possível origem do vírus fora do navio seria um voo em Joanesburgo, na África do Sul.</p>
<p>Os cerca de 150 ocupantes desembarcaram neste domingo (10) em Tenerife, nas Ilhas Canárias, com previsão de repatriação até esta segunda-feira (11). Autoridades sanitárias brasileiras afirmam que os casos diagnosticados no Brasil, incluindo a morte em Minas Gerais, não possuem ligação com o genótipo Andes e não têm relação com o cruzeiro.</p>
<p><strong>Transmissão e medidas de prevenção</strong><br />
A hantavirose é uma zoonose viral cujos agentes etiológicos habitam roedores silvestres, embora o vírus também seja transmitido por marsupiais e morcegos. A contaminação humana ocorre majoritariamente pela inalação de aerossóis formados pela urina, fezes e saliva de animais infectados. Outras vias incluem mordeduras ou contato com as mucosas dos olhos, boca ou nariz por meio de mãos sujas.</p>
<p>O período de incubação no homem varia de três a 60 dias. Os sintomas englobam febre, dores musculares e lombares, cefaleia, problemas abdominais e tonturas. Em quadros severos, causa dificuldade respiratória, hipotensão e pode evoluir para a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda. Não há tratamento específico ou antiviral para a infecção, sendo o combate focado exclusivamente no suporte clínico aos sintomas.</p>
<p><strong>A prevenção da enfermidade foca em afastar os reservatórios do vírus do convívio humano. Recomenda-se:</strong></p>
<ul>
<li>Manter alimentos armazenados em recipientes bem fechados e protegidos;</li>
<li>Eliminar corretamente lixo e entulhos;</li>
<li>Não deixar ração ou restos de comida de animais de estimação expostos;</li>
<li>Manter plantações a uma distância mínima de 40 metros das casas;</li>
<li>Ao higienizar locais fechados como paióis e armazéns, deve-se primeiro ventilar o ambiente e umedecer o chão com água e sabão. A varrição a seco levanta a poeira que contém as partículas infectantes, provocando a inalação do vírus.</li>
</ul>
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		<title>OMS diz que hantavírus não é “nova covid” e transmissão exige contato próximo</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/saude/oms-diz-que-hantavirus-nao-e-nova-covid-e-transmissao-exige-contato-proximo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 17:10:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saude]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[MV Hondius]]></category>
		<category><![CDATA[oms]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[surto em navio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Organização diz que risco de disseminação é baixo após surto em navio de cruzeiro que já deixou três mortos; investigação tenta identificar origem das infecções</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (8) que o hantavírus envolvido no surto registrado no navio de cruzeiro MV Hondius só é transmitido entre pessoas em situações de contato muito próximo, com exposição direta à saliva ou secreções respiratórias. O esclarecimento ocorre após a confirmação de mortes e casos da doença entre passageiros da embarcação, que passou pela América do Sul e segue em direção às Ilhas Canárias.</p>
<p>Segundo informações da agência portuguesa Lusa, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, explicou em entrevista, em Genebra, que a transmissão exige proximidade intensa entre pessoas infectadas e não infectadas.<strong> “Por contato próximo entende-se estar praticamente cara a cara, em proximidade direta, partilhando um espaço muito próximo com possível exposição a saliva ou a secreções ao tossir ou cuspir”,</strong> declarou Lindmeier.</p>
<p>Ainda de acordo com a OMS, houve casos de pessoas que dividiram cabine no navio e não foram contaminadas, o que, segundo o porta-voz, demonstra que <strong>“o risco real continua a ser muito baixo”.</strong> Lindmeier também afirmou que<strong> “não é uma nova covid”</strong> e ressaltou que o nível de transmissão do hantavírus é inferior ao do sarampo, doença altamente contagiosa.<strong> “O risco para a população é absolutamente baixo”,</strong> disse.</p>
<p>O surto ocorre a bordo do MV Hondius, embarcação da companhia Oceanwide Expeditions, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril. O navio está a caminho de Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde deve chegar no domingo (10). Conforme balanço mais recente divulgado pela OMS, há cinco casos confirmados e três suspeitos ligados ao surto. Três passageiros morreram.</p>
<p><strong>Investigação tenta identificar origem do contágio</strong><br />
As autoridades sanitárias investigam se a infecção começou ainda em terra firme, na Argentina, Chile ou Uruguai, por meio do contato com roedores contaminados, ou se houve transmissão já a bordo do navio. Reportagem da BBC News Brasil informa que autoridades de saúde acompanham passageiros que retornaram para países como Reino Unido, África do Sul, Holanda, Estados Unidos e Suíça. Segundo a Oceanwide Expeditions, não há registro de brasileiros a bordo.</p>
<p>A médica Maria Van Kerkhove, da OMS, declarou à BBC que o episódio não representa o início de uma nova pandemia.<strong> “Isso não é covid, não é influenza, e se propaga de forma muito, muito diferente”,</strong> afirmou. Especialistas apontam que a cepa andina do hantavírus, identificada no surto, possui potencial limitado de transmissão entre humanos. Ainda assim, as condições de convivência em navios, com compartilhamento de cabines e áreas comuns, podem favorecer o contato próximo necessário para o contágio.</p>
<p><strong>Monitoramento internacional de passageiros</strong><br />
Segundo a BBC News Brasil, autoridades sanitárias realizam rastreamento de passageiros e contatos considerados expostos ao vírus. O oficial-chefe de ciências da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), Robin May, classificou a operação como<strong> “um esforço hercúleo”.</strong> Passageiros britânicos que retornaram do cruzeiro deverão permanecer isolados por 45 dias como medida preventiva. Dois cidadãos britânicos que desembarcaram na ilha de Santa Helena e retornaram ao Reino Unido após passagem pela África do Sul estão em isolamento voluntário, embora não apresentem sintomas.</p>
<p>Nos Estados Unidos, autoridades sanitárias dos estados da Geórgia e do Arizona monitoram três passageiros que desembarcaram do navio. Até o momento, nenhum apresentou sintomas. A Oceanwide Expeditions informou que os passageiros restantes e a tripulação devem deixar o navio por via aérea após a chegada às Ilhas Canárias. A empresa também afirmou que, até quinta-feira (7), não havia pessoas sintomáticas a bordo.</p>
<p><strong>O que é o hantavírus</strong><br />
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores infectados. A contaminação ocorre, geralmente, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais. De acordo com a BBC News Brasil, os sintomas podem surgir entre duas e quatro semanas após a exposição, mas o período de incubação pode ultrapassar um mês. Entre os sintomas estão febre, dores musculares, cansaço, dificuldade respiratória, dores abdominais, náuseas, vômitos e diarreia.</p>
<p>Não existe tratamento específico para a doença, mas o atendimento hospitalar pode aumentar as chances de sobrevivência. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas.</p>
<p><strong>Cepa andina circula no Chile e na Argentina</strong><br />
A cepa andina do hantavírus circula principalmente no Chile e na Argentina e foi identificada pela primeira vez em território chileno em 1995.</p>
<p>Segundo dados do Ministério da Saúde do Chile citados pela BBC News Brasil, o país registrou 39 casos da doença até 6 de maio deste ano, com 13 mortes, o equivalente a uma taxa de mortalidade de 33%. A transmissão entre humanos é considerada rara e excepcional. No Chile, o último caso documentado desse tipo ocorreu em 2019 e foi classificado pelas autoridades como uma situação pontual e controlada.</p>
<p>O principal reservatório da cepa andina é o rato-de-cauda-longa (Oligoryzomys longicaudatus), espécie encontrada em diversas regiões do Chile e também na Argentina.</p>
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