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	<title>Flávio Bolsonaro - Em Dia ES</title>
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	<title>Flávio Bolsonaro - Em Dia ES</title>
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		<title>Erika Hilton aciona PGR para investigar ligação de Flávio Bolsonaro com tarifas dos EUA sobre o Pix</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 15:30:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
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		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<category><![CDATA[taxação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Parlamentar pede inquérito após governo americano sugerir taxação de 25% em produtos brasileiros. Presidente Lula critica atuação do senador, que também enfrenta desgaste e reprovação nas redes sociais</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou nesta terça-feira (2) uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O pedido de inquérito visa investigar a conduta do parlamentar durante sua visita à Casa Branca, em Washington, na semana passada, sob a acusação de que ele teria articulado junto ao governo de Donald Trump a proposta de sobretaxar produtos brasileiros em 25% e as investidas contra o sistema de pagamentos Pix.</p>
<p>Na representação, a deputada solicita a adoção de medidas cautelares para preservar a integridade do sistema financeiro nacional e assegurar o andamento da investigação contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>Em suas redes sociais, Erika Hilton afirmou que a possibilidade de envolvimento do senador é reforçada por uma fotografia publicada por Trump ao lado de Flávio Bolsonaro. <strong>&#8220;Estou acionando a PGR para que investiguem se o senador Flávio Bolsonaro é responsável pelas tarifas anunciadas ontem pelos EUA e pelo ataque do governo Trump ao Pix. Essa possibilidade, corroborada pela foto publicada por Trump ao lado de Flávio Bolsonaro, precisa de investigação célere, séria e urgente&#8221;,</strong> declarou a parlamentar.</p>
<p>A deputada também relacionou o episódio a outras pautas políticas em discussão no país<strong>. </strong></p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Como se não bastasse os ataques dos bolsonaristas ao povo brasileiro, na forma da PEC da Escala 7&#215;0 e do PDL da Pedofilia, seus aliados internacionais agora atacam a nossa economia e tecnologia no que parece ser uma ação articulada. Mas seguiremos na luta para denunciar, ao povo e à justiça, todos os esquemas dos bolsonaristas de retirar e roubar direitos. Sejam os direitos dos trabalhadores ao descanso, o direito das meninas ao próprio corpo ou até mesmo o direito do Brasil, uma nação soberana, de criar seu próprio sistema de pagamentos. Seguirei atenta e, ao contrário dessa gente, trabalhando pelo bem do nosso país&#8221;,</strong> concluiu.</p></blockquote>
<p><strong>A proposta do tarifaço americano</strong><br />
A sugestão de aplicar uma tarifa de 25% sobre as importações brasileiras está detalhada em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), divulgado na noite de segunda-feira (1º/6). O documento representa a conclusão de uma investigação aberta pelo governo americano sobre o Pix, ferramenta brasileira de transferência e pagamento eletrônico instantâneo.</p>
<p>A partir de agora, o resultado da apuração técnica será submetido a audiências públicas, com a primeira sessão agendada para o dia 6 de julho. A decisão final sobre a implementação da tarifa caberá de forma exclusiva ao presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>Críticas do presidente Lula<br />
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se contra a ação do governo norte-americano e direcionou duras críticas a Flávio Bolsonaro. Durante um discurso em agenda pública no estado de Goiás, na terça-feira (2/6), Lula referiu-se ao senador com os termos &#8220;covarde&#8221; e &#8220;imbecil&#8221;.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Todo covarde é assim. Fala a merda que fala e depois não tem coragem de assumir o que fala e fica tentando mentir. Ele falou. Ele foi pedir arrego: &#8216;Po, Trump, dá uma porrada no Lula, taxa o Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições. Não deixa, prejudica o Lula&#8217;. Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar os empresários brasileiros&#8221;,</strong> disse o presidente da República.</p></blockquote>
<p><strong>Repercussão nas redes sociais aponta desgaste</strong><br />
O caso gerou impacto imediato no cenário digital, afetando a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Um monitoramento realizado pelo analista de redes Pedro Barciela, que avaliou 535 mil citações nas plataformas X, Instagram, Facebook e TikTok, indica que o senador se tornou alvo central das críticas, associado ao apoio a medidas econômicas impopulares.</p>
<p>Segundo o levantamento, 84% das publicações são potencialmente negativas em relação à taxação, tema que aparece diretamente vinculado ao nome do senador. As menções incluem a criação do termo &#8220;Tariflávio&#8221; e associam o parlamentar à pressão contra o Pix e à submissão aos interesses estrangeiros. Os dados detalham que 47% dos usuários culpam diretamente Flávio ou a família Bolsonaro pelo possível tarifaço.</p>
<p>Outra parcela do debate foca na defesa da ferramenta de pagamentos. Do total analisado, 24% das postagens tratam o Pix como uma conquista nacional, pública e gratuita, utilizando frases como &#8220;O Pix é nosso&#8221; e &#8220;O Pix é do Brasil e do povo brasileiro&#8221;. Outros 13% argumentam que o sistema concorre com meios de pagamento privados, como cartões e WhatsApp Pay, reduzindo custos de transação no país.</p>
<p>A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e o registro fotográfico com Donald Trump são citados por 22% das publicações como o motivo gerador do problema diplomático e comercial. Adicionalmente, 17% das postagens acusam o grupo político de subserviência aos EUA, utilizando expressões como &#8220;traidores da pátria&#8221;.</p>
<p>Em contrapartida, 11% das menções registradas são potencialmente positivas para a taxação e para Flávio Bolsonaro. Esse grupo rejeita a culpa do senador, argumentando que a investigação americana (Seção 301) já existia previamente, ou atribui a culpa ao presidente Lula, ao Supremo Tribunal Federal, ao ministro Alexandre de Moraes e a questões como desmatamento e corrupção. Alguns conteúdos dessa parcela também afirmam que o senador poderia utilizar sua relação com Trump para negociar e evitar prejuízos. Outros 5% do debate concentram-se apenas em aspectos técnicos da proposta do USTR.</p>
<p>A análise de Barciela mapeou ainda o comportamento das bases políticas nas últimas 24 horas. O agrupamento antibolsonarista concentrou a maior parte do debate, com 52% das interações. O cluster classificado como imprensa respondeu por 30%. O bolsonarismo e a oposição registraram 14% de participação, demonstrando uma postura majoritariamente reativa ao longo do dia, enquanto os usuários não polarizados somaram apenas 3%.</p>
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		<title>Nova proposta de delação de Vorcaro cita Flávio Bolsonaro e devolução de 60 bilhões de reais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 18:45:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Vorcaro]]></category>
		<category><![CDATA[delação premiada]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[PGR]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ex-dono do Master entregou documentos adicionais após rejeição da primeira tentativa de acordo. Documento detalha repasses milionários para filme e amplia lista de envolvidos no esquema criminoso</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro entregou nesta segunda (1º) e terça-feira (2) uma nova versão do seu acordo de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, em Brasília. O documento atualizado busca reverter a rejeição da primeira proposta e traz fatos inéditos, como o relato de repasses milionários a pedido do senador Flávio Bolsonaro e o compromisso de devolver 60 bilhões de reais aos cofres públicos. As autoridades cancelaram uma reunião prevista para esta quarta-feira (3) para analisar detalhadamente o material recém-entregue.</p>
<p>Na nova entrega, Vorcaro incluiu episódios que aprofundam histórias narradas de forma superficial na versão anterior. Entre as novidades, o empresário detalha cobranças e pedidos feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual pré-candidato à Presidência da República. Segundo o relato, o parlamentar solicitou patrocínio para a produção do filme &#8220;Dark Horse&#8221;, uma cinebiografia inspirada na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro afirma ter transferido cerca de 60 milhões de reais para a produção do longa-metragem. Além de políticos, a nova versão acrescenta outros personagens ao esquema investigado.</p>
<p><strong>Negociação bilionária e mudança na defesa</strong><br />
O eixo central para a aceitação do acordo baseia-se na devolução de recursos e na comprovação de atos de ofício praticados por autoridades citadas. O ex-dono do Banco Master, que está preso desde 4 de março por suspeita de fraudes financeiras, aceitou elevar o valor a ser devolvido de 40 bilhões para 60 bilhões de reais, após exigência da Procuradoria-Geral da República. Segundo os investigadores, a negociação ocorre seguindo uma lógica estritamente técnica, sem alvos pré-definidos ou exclusões.</p>
<p>As mudanças na estratégia de colaboração também refletiram na equipe jurídica de Vorcaro. No dia 22 de maio, o advogado José Luís Oliveira Lima deixou o caso após a rejeição da primeira proposta. A defesa passou a ser conduzida de forma integral por Sérgio Leonardo, advogado que possui proximidade com o ex-banqueiro desde a juventude.</p>
<p><strong>Rejeição da primeira proposta e novas descobertas</strong><br />
A primeira versão dos anexos da colaboração foi entregue em 6 de maio em um pen drive. A Polícia Federal rejeitou formalmente o material semanas depois, alegando que o conteúdo era seletivo e apresentava omissões. Os investigadores avaliaram que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas e que as informações acrescentavam pouco ao que já havia sido descoberto. O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator dos inquéritos do caso Master, também demonstrou ceticismo sobre a eficácia do acordo inicial.</p>
<p>Apesar da rejeição inicial, a PGR decidiu manter o diálogo, e a Polícia Federal voltou à mesa de negociação dias depois. O que a polícia já descobriu, a partir da apreensão e da perícia inicial de parte dos mais de oito celulares de Vorcaro, é que as atividades ilícitas extrapolam o setor financeiro. O esquema envolve corrupção, organização criminosa e o uso de uma milícia privada para acessar dados sigilosos e atacar adversários.</p>
<p><strong>Condições de prisão</strong><br />
Vorcaro cumpre pena em Brasília e obteve autorização do ministro André Mendonça para retornar a uma cela especial de 6 metros quadrados na Superintendência da Polícia Federal, o mesmo local onde elaborou os relatos da delação aos seus advogados. Antes disso, no mês passado e a pedido da PF, ele havia sido transferido para uma cela comum no mesmo prédio, submetido às regras regulares para o recebimento de visitas.</p>
<p>O espaço especial tem o estilo de uma sala de Estado-maior e é o mesmo ambiente ocupado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano. A transferência inicial de Vorcaro da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência ocorreu em 19 de março, um dia após sua defesa manifestar interesse no acordo de colaboração e assinar o termo de confidencialidade.</p>
<p>Agora, as equipes da PF e da PGR analisam de forma conjunta o ineditismo dos fatos da nova proposta. Os investigadores avaliam a capacidade de ressarcimento por parte de Vorcaro aos cofres públicos e a existência de elementos concretos que comprovem as narrativas apresentadas no novo documento.</p>
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		<title>Ameaça de Trump ao Pix vira munição para Lula e apelido &#8216;Tariflávio&#8217; domina as redes sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 20:10:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Comércio exterior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Medida do governo Donald Trump contra produtos brasileiros e o sistema Pix acirra a disputa entre aliados de Lula e a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro visando as eleições de outubro</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros deflagrou uma intensa crise política e uma forte mobilização digital nesta terça-feira (2). Após a publicação de um relatório americano que aponta práticas comerciais desleais do Brasil e mira diretamente o sistema Pix, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) impulsionaram na plataforma X o termo &#8220;Tariflávio&#8221;. A estratégia busca associar as sanções econômicas à recente visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca, em um embate que transformou o debate sobre comércio exterior em pauta eleitoral.</p>
<p><strong>Ofensiva americana e o alvo no Pix</strong><br />
A medida dos Estados Unidos baseia-se na conclusão de uma investigação oficial do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O documento acusa o Brasil de adotar práticas consideradas irrazoáveis em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, tarifas preferenciais e meios de pagamento.</p>
<p>Embora o relatório do USTR não cite o nome de Flávio Bolsonaro, o sistema Pix aparece no centro das justificativas americanas. Para a administração de Donald Trump, a ferramenta operada pelo Banco Central do Brasil possui uma vantagem indevida sobre empresas privadas de pagamento dos Estados Unidos. Os americanos argumentam que a gratuidade para pessoas físicas, a ampla adesão bancária e a posição central do Pix nos aplicativos financeiros prejudicam a concorrência norte-americana.</p>
<p>A ameaça de taxação ocorre na esteira de outros movimentos recentes do governo Trump, como a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas, e foi anunciada logo após agendas do clã Bolsonaro no país norte-americano.</p>
<p><strong>Mobilização governista na internet</strong><br />
A associação entre a viagem do senador ao exterior e a proposta de tarifaço gerou milhares de publicações na internet sob o apelido de Tariflávio. A narrativa central adotada nas redes é a defesa da soberania financeira do Brasil, acompanhada de expressões como &#8220;O PIX É NOSSO&#8221;, &#8220;Bolsonaros inimigos do Brasil&#8221; e &#8220;Flávio Taxadinha&#8221;.</p>
<p>A base do governo federal tenta contrastar o cenário atual com a reunião ocorrida no início de maio entre Lula e Trump, ocasião em que as partes haviam estabelecido o prazo de um mês para negociar tarifas anunciadas anteriormente. Segundo membros do governo brasileiro, a intenção agora é manter as negociações com os EUA para evitar a imposição da taxa de 25%, ao mesmo tempo em que se capitaliza politicamente sobre o desgaste do senador do PL, apontado como o principal adversário de Lula nas eleições de outubro.</p>
<p>Diversas figuras políticas endossaram o movimento online. O ex-presidente da Embratur e ex-deputado Marcelo Freixo (PT) afirmou que o grupo político do senador atua contra o povo em favor de interesses estrangeiros. <strong>&#8220;O TARIFLÁVIO acabaria com o PIX para agradar Trump, assim como prometeu entregar as terras raras. Só que o nosso presidente é Lula e o PIX É NOSSO, e não deixará de ser&#8221;,</strong> publicou. Segundo Freixo, é a primeira vez que um candidato à Presidência se coloca tão abertamente a favor de uma nação estrangeira.</p>
<p>O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, também se manifestou na plataforma X, declarando que a sugestão de taxação tem nome: &#8220;Tarifaço, Flávio, Tariflávio&#8221;. Valadares escreveu que Lula foi aos EUA defender o Brasil, enquanto o filho de Jair Bolsonaro teria ido defender a própria família e trair o país.</p>
<p>Na mesma linha, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT), acusou os filhos do ex-presidente de pedir ajuda a Trump para sabotar o país, com o objetivo de libertar Jair Bolsonaro e vingar o que chamou de tentativa de golpe frustrada. Já o deputado federal Carlos Zarattini (PL-SP) declarou que o Tariflávio foi estimulado pela articulação da família Bolsonaro nos EUA, ressaltando que a medida atinge a economia nacional, os trabalhadores e os empregos dependentes das exportações, e não o presidente Lula.</p>
<p><strong>Defesa do senador e acusações contra Lula</strong><br />
Em meio à repercussão, Flávio Bolsonaro negou ter solicitado qualquer retaliação econômica ao Brasil. Durante agenda em Belo Horizonte, o senador afirmou em entrevista à rádio Itatiaia que pediu expressamente a Donald Trump para poupar o setor produtivo nacional.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;[Eu pedi] ‘por favor, não taxa as empresas brasileiras’, só que nós temos sentado hoje na cadeira de presidente alguém que simplesmente conseguiu ganhar a desconfiança do governo americano. Eles não confiam no Lula porque ele sai de lá pedindo primeiro para não combater facções criminosas&#8221;,</strong> declarou Flávio, atribuindo as sanções a uma suposta falta de credibilidade do atual governo federal perante os Estados Unidos.</p></blockquote>
<p><strong>Clima de tensão</strong><br />
A disputa ganhou contornos mais graves após um discurso de Lula em um evento na cidade de Catalão (GO), na própria terça-feira. Ao criticar Flávio Bolsonaro por supostamente estimular o governo Trump a aplicar as sanções, o presidente comparou a situação aos eventos da Inconfidência Mineira.</p>
<p><strong>&#8220;São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merecem os traidores da pátria, que vão pedir intervenção de um país no nosso país? Pensem, pensem, meditem&#8221;,</strong> discursou Lula. O presidente cometeu um erro histórico na declaração, já que o mártir enforcado foi Tiradentes, e não o delator Silvério dos Reis.</p>
<p>A equipe de pré-campanha de Flávio Bolsonaro informou que pretende reagir à fala do chefe do Executivo por meio de discursos e, possivelmente, com o acionamento de medidas judiciais. Aliados do senador classificaram a declaração de Lula como grave, avaliando que as palavras incitam atos de violência contra o pré-candidato. Nos bastidores do PL, o episódio foi imediatamente associado ao atentado a faca sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018 em Juiz de Fora (MG), executado por um agressor com histórico de militância na esquerda.</p>
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		<title>Horas após novo tarifaço e ameaças ao Pix, Trump posta foto com Flávio Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 19:45:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[Pix]]></category>
		<category><![CDATA[tarifaço]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presidente Lula classifica a visita do senador a Washington como traição e defende soberania nacional. EUA sugerem sobretaxa de 25% contra produtos brasileiros sob críticas ao sistema de pagamentos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (2) uma fotografia ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tirada no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. A manifestação na rede social Truth Social ocorreu horas após o governo americano concluir a investigação da seção 301 e sugerir a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, uma medida que inclui críticas estruturais ao Pix e motivou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilizar a família Bolsonaro pela retaliação econômica contra o país.</p>
<p><strong>A agenda da família Bolsonaro em Washington</strong><br />
A imagem compartilhada por Trump registra o encontro ocorrido na terça-feira da semana passada, dia 26 de maio. Na publicação, o presidente americano elogiou o parlamentar brasileiro. A foto também exibe o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o empresário Paulo Figueiredo, que acompanharam as agendas nos Estados Unidos.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca, um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!&#8221;,</strong> escreveu Donald Trump em sua plataforma digital.</p></blockquote>
<p>Apesar da coincidência de datas entre a postagem e o anúncio das sanções econômicas, Flávio Bolsonaro sustentou que intercedeu a favor do Brasil durante as reuniões na capital americana. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o pré-candidato à Presidência detalhou as conversas.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles&#8221;,</strong> afirmou o senador.</p></blockquote>
<p>Durante a viagem, a comitiva brasileira teve um encontro de aproximadamente 30 minutos com o secretário de Estado Marco Rubio na quarta-feira (27) e uma reunião com o vice-presidente JD Vance, na qual, segundo o parlamentar, foram levantadas questões sobre a liberdade de expressão no Brasil. Com Trump, Flávio afirmou ter debatido temas como tarifas e terras raras, além de ter recebido uma &#8220;challenge coin&#8221; (moeda militar comemorativa). Ele também relatou que o presidente americano perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que classificou como um &#8220;gesto humano&#8221;.</p>
<p>Outro ponto central da visita foi a área de segurança pública. Flávio prometeu incluir o Brasil no Escudo das Américas, uma coalizão para combater o crime organizado e interferências estrangeiras, caso seja eleito. Ele também solicitou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. O pedido, que contrariava os esforços diplomáticos do governo petista, foi acatado e anunciado por Marco Rubio na quinta-feira, dois dias após o encontro na Casa Branca.</p>
<p><strong>Crise diplomática e a reação do governo federal</strong><br />
O anúncio das tarifas adicionais de 25% irritou o presidente Lula. Durante uma agenda em Salvador nesta terça-feira, o petista associou a punição comercial à visita do senador, chamando Flávio Bolsonaro de &#8220;traidor da pátria&#8221; e &#8220;imbecil&#8221;.</p>
<p>A conclusão da investigação da seção 301 pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR) ocorreu de forma antecipada. Em maio, durante uma reunião entre Lula e Trump em Washington, havia sido proposto um grupo de trabalho com prazo de 30 dias para resolver o impasse comercial de forma conjunta. A divulgação preliminar, no entanto, atropelou o cronograma e aconteceu uma semana antes do prazo estipulado. Uma nova audiência está prevista para o início de julho, antes da decisão final que caberá a Trump.</p>
<p>O cenário de distanciamento entre Brasília e Washington foi reforçado por declarações recentes do alto escalão do governo americano. Em audiência no Senado dos Estados Unidos, Marco Rubio posicionou o Brasil fora da zona de aliança do país.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela, que ainda enfrenta alguns desafios, e do Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em certa medida, também do atual governo da Colômbia, ou pelo menos de seu presidente, que tem sido problemático, de modo geral trata-se agora de uma região repleta de aliados dos Estados Unidos, de líderes amistosos aos Estados Unidos e de uma direção favorável aos interesses americanos&#8221;,</strong> declarou o secretário de Estado.</p></blockquote>
<p>Somado a isso, o governo americano nomeou Daniel Perez, deputado estadual da Flórida, como o novo embaixador no Brasil. Alinhado ao movimento republicano e defensor de pautas da agenda trumpista, Perez apoiou a recente operação que depôs e capturou o ditador venezuelano Nicolás Maduro. O novo diplomata ocupará o posto deixado por Elizabeth Bagley, indicada na gestão de Joe Biden. Atualmente, a missão em Brasília é chefiada pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar.</p>
<p><strong>O Pix como alvo das retaliações americanas</strong><br />
A justificativa oficial dos Estados Unidos para a proposta de tarifaço envolve a acusação de que o Brasil adota práticas que oneram e restringem o comércio digital e o pagamento eletrônico. Segundo o governo americano, o Banco Central do Brasil atua, ao mesmo tempo, como regulador e operador do Pix, limitando a ação de empresas e concorrentes norte-americanos. A investigação do USTR foi aberta em julho de 2025.</p>
<p>Nesta terça-feira, a equipe econômica do governo federal repudiou a inclusão do sistema de pagamentos nas pressões internacionais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, acusou a oposição de atuar contra o mecanismo e cravou que a ferramenta não será objeto de barganha.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Mais uma vez, a família Bolsonaro faz um movimento contrário ao Pix, e sobre a 301, e mais do que estar fora do debate, ele é símbolo da nossa soberania financeira, orgulho do país, do nosso povo. De fato, inovamos, geramos tecnologia cobiçada pelas regiões que querem um Pix. As pessoas usam com facilidade e interesses privados e particulares se sentem contrariados com essa abertura de meio de pagamento democrático&#8221;,</strong> defendeu Durigan.</p></blockquote>
<p>O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, classificou a proposta americana como injusta e afirmou que o Brasil recebe as críticas com indignação, definindo o Pix como um &#8220;patrimônio nacional&#8221;. Na mesma linha, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, garantiu que a soberania tecnológica do país é inegociável.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;O governo com muita transparência e não vai permitir jamais qualquer tema caro à soberania nacional como é o Pix, por exemplo, fique na mesa de negociação e não está na negociação, não há hipótese para isso. E nós vamos sempre possível demonstrar não atendo pro governo norte-americano orçamento do povo brasileiro qual a linha de esclarecimento e defesa do Brasil&#8221;,</strong> destacou Elias Rosa.</p></blockquote>
<p><strong>Recordes da ferramenta e expansão no mercado</strong><br />
O ataque ao modelo do Pix acontece no momento de maior capilaridade da ferramenta no Brasil. Dados divulgados pelo Banco Central atestam um crescimento constante desde sua criação, culminando em recordes no ano de 2025:</p>
<p>2021: R$ 5,21 trilhões movimentados.<br />
2022: R$ 10,89 trilhões movimentados.<br />
2023: R$ 17,12 trilhões movimentados.<br />
2024: R$ 26,46 trilhões movimentados em 63,5 bilhões de operações.<br />
2025: R$ 35,36 trilhões movimentados (alta de 33,6% em relação a 2024) em 79,8 bilhões de transferências.</p>
<p>Segundo o diretor de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Renato Gomes, a ferramenta incluiu milhares de pessoas no sistema financeiro e hoje é utilizada por quase todos os adultos do país.</p>
<p>Para contornar eventuais limitações tecnológicas e ampliar as opções de crédito, o Banco Central já estuda e implementa novas funcionalidades. Para este ano de 2026, estão previstas a obrigatoriedade da Cobrança Híbrida a partir de novembro (pagamento via QR code ou boleto), o pagamento de Duplicatas escriturais via Pix para facilitar a antecipação de recebíveis e o Split tributário, que adequará a ferramenta ao pagamento de impostos em tempo real com a reforma tributária.</p>
<p>A partir de 2027, condicionado aos recursos do Banco Central, o cronograma prevê o avanço do Pix internacional para interligar sistemas entre países de forma definitiva, o Pix em garantia para que trabalhadores autônomos deem recebíveis futuros como garantia de empréstimos, e o Pix por aproximação (offline), que dispensará a conexão de internet por Wi-Fi ou 5G. Paralelamente, a instituição discute a padronização das regras do Pix Parcelado, visando atender cerca de 60 milhões de brasileiros sem acesso a cartões de crédito e estimular a concorrência bancária com juros mais baixos.</p>
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		<title>Flávio nega fraude, mas polícia liga filme de Bolsonaro a esquema milionário com dinheiro público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 20:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[Ação policial]]></category>
		<category><![CDATA[desvio de verba]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[produtoras]]></category>
		<category><![CDATA[Wi-Fi Livre SP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Operação em São Paulo mira produtora de 'Dark Horse' e apura desvio em contrato de Wi-Fi de R$ 108 milhões. Senador afirma que ação policial não tem ligação com a obra cinematográfica</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rechaçou nesta segunda-feira (1º) qualquer ligação entre o financiamento do filme &#8220;Dark Horse&#8221;, que narra a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga um suposto desvio de R$ 108 milhões em contratos da prefeitura paulistana. A ação policial apura suspeitas de que recursos públicos destinados a um programa de Wi-Fi gratuito tenham sido lavados e direcionados à produtora responsável pelo longa-metragem por meio de fraudes licitatórias.</p>
<p><strong>Posição de Flávio Bolsonaro e o financiamento</strong><br />
Questionado sobre a operação ao chegar para um evento no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, o senador e pré-candidato à Presidência foi categórico. &#8220;[Não] tem nada a ver com o filme&#8221;, declarou o parlamentar à imprensa.</p>
<p>Apesar da negativa, as investigações e relatórios apontam para a captação de recursos com figuras controversas. Levantamentos indicam que Flávio Bolsonaro atuou diretamente na busca por financiamento para a produção. O senador trocou mensagens com o ex-banqueiro, e agora presidiário, Daniel Vorcaro, preso em março deste ano em uma investigação da Polícia Federal sobre fraude bancária, solicitando verbas para o projeto.</p>
<p>Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido pagos para financiar a obra. Flávio, que chegou a visitar Vorcaro na prisão em novembro do ano passado, afirma que os recursos captados eram estritamente privados e nega que tivesse conhecimento dos crimes atribuídos ao ex-banqueiro no momento em que buscou o apoio financeiro.</p>
<p><strong>Conexões com a família Bolsonaro e aliados</strong><br />
O elo entre a produtora do filme, a Go UP Entertainment, e a família Bolsonaro passa diretamente pela figura de sua proprietária, Karina Ferreira da Gama. A empresária, que até 2019 tinha uma vida profissional com remuneração de até R$ 25 mil, apresentou rápida expansão em seus negócios a partir de 2020.</p>
<p>A ascensão coincide com sua aproximação do então secretário de Cultura do governo Bolsonaro, o hoje deputado federal Mario Frias (PL-SP). Foi Frias quem fez a ponte entre Karina e a família do ex-presidente, incluindo o senador Flávio e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).</p>
<p>A partir desse contato, as empresas e entidades ligadas a Karina passaram a atuar em campanhas do PL, inclusive a de Mario Frias, e a receber recursos de emendas parlamentares bolsonaristas para projetos culturais e esportivos. O escritório onde a empresária trabalha, localizado em área nobre de São Paulo, chegou a receber a visita de Frias e de Eduardo Bolsonaro.</p>
<p><strong>Operação e as suspeitas da polícia</strong><br />
A operação deflagrada na manhã desta segunda-feira (1º) cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pela Vara de Garantias do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Os alvos foram a sede da Go UP Entertainment, a residência de Karina Gama, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), entidade privada presidida pela empresária.</p>
<p>A Polícia Civil e o Ministério Público investigam o contrato firmado entre o ICB e a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para o fornecimento de internet gratuita em comunidades carentes de São Paulo. <strong>Os crimes sob investigação incluem:</strong></p>
<ul>
<li>Frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório.</li>
<li>Fraude na execução de contrato administrativo.</li>
<li>Emprego irregular de verbas ou rendas públicas.</li>
</ul>
<blockquote><p><strong>&#8220;Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa WiFi Livre SP tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados&#8221;,</strong> afirma o ofício do delegado responsável pelo caso.</p></blockquote>
<p>A investigação foi reforçada por relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificaram movimentações atípicas e suspeitas de financiamento cruzado ilícito entre as contas do instituto e da produtora. A polícia aponta sobrepreço no contrato: enquanto o instituto cobrou R$ 1.800 por ponto de Wi-Fi, a Prodam (empresa pública paulistana) realiza o mesmo serviço por R$ 230 na implantação e R$ 306 na manutenção mensal.</p>
<p><strong>Reações e desdobramentos</strong><br />
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que é aliado de Flávio Bolsonaro, classificou a operação policial como uma possível &#8220;perseguição política&#8221;. Segundo Nunes, a ação parece motivada pelo envolvimento da empresária com o filme sobre o ex-presidente, e não por falhas reais no processo administrativo. Ele defendeu a legalidade da contratação e ressaltou que a prefeitura já havia descontado pagamentos de serviços não comprovados.</p>
<p>Por sua vez, Karina Gama, que não foi localizada nesta segunda-feira para comentar a operação policial, já havia negado anteriormente qualquer ligação entre o contrato da prefeitura e os custos do filme. A empresária afirma que a obra cinematográfica não recebeu dinheiro de origem pública brasileira e costuma tecer elogios rasgados ao longa, afirmando que a produção &#8220;merece seis Oscars&#8221; e exaltando a atuação de Mario Frias nos bastidores do projeto.</p>
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		<title>Alckmin: Família Bolsonaro usa PCC e CV para abafar caso Banco Master</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/politica/alckmin-familia-bolsonaro-usa-pcc-e-cv-para-abafar-caso-banco-master/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 20:10:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Comando Vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[facções criminosas]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Alckmin]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações terroristas]]></category>
		<category><![CDATA[PCC]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Classificação foi anunciada na noite desta quinta-feira</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao comentar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos, o vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou que se trata de factoide da família Bolsonaro para desviar a atenção do caso de corrupção e sonegação do Banco Master.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, ficam gerando factoides”</strong>, disse à imprensa, nesta quinta-feira (29), durante agenda em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo.</p>
</blockquote>
<p>O vice-presidente mencionou que a medida &#8220;não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”.</p>
<p><a href="https://emdiaes.com.br/politica/eua-declaram-pcc-e-comando-vermelho-como-organizacoes-terroristas-entenda-o-que-significa/">Na noite desta quinta-feira (28), os Estados Unidos anunciaram que passaram a designar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas</a>.</p>
<p>O anúncio coincidiu com um encontro entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ocorrido na terça-feira (26), em Washington. Um dia antes, o senador havia se reunido com Trump na Casa Branca, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p><a href="https://emdiaes.com.br/politica/flavio-bolsonaro-negocia-r-134-milhoes-com-vorcaro-para-filme-sobre-ex-presidente-diz-intercept/">Reportagens do portal The Intercept Brasil expuseram mensagens de áudio de Flávio Bolsonaro enviadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master</a>, pedindo-lhe dinheiro para pagar parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados.</p>
<p><strong>Política externa de Trump</strong><br />
Neste novo mandato, o governo de Donald Trump vem reorientando a política externa de Washington em relação à América Latina, direcionando sua máquina de guerra para a região sob a justificativa de combater o que chama de &#8220;narcoterrorismo&#8221;.</p>
<p>Ao longo dos últimos meses, forças militares dos EUA bombardearam diretamente diversas embarcações no Caribe, fora da jurisdição norte-americana, sob alegação de combate ao terrorismo.</p>
<p>A própria invasão do território venezuelano, no início do ano, que resultou na deposição e captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, também foi justificada com base no combate ao narcoterrorismo.</p>
<p>O alcance de ações semelhantes em território brasileiro, com base nesta nova designação, apesar de incerto, torna-se um risco real.</p>
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		<item>
		<title>Lula critica família Bolsonaro, diz que Brasil é soberano e que decisão dos EUA sobre PCC e CV pode afetar o PIX</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 17:45:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil e Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Comando Vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Inácio Lula da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro Comando da Capital]]></category>
		<category><![CDATA[Relações internacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presidente acusa senador de "traição à pátria" ao endossar medida de Trump. Planalto alerta que o enquadramento abre brecha para sanções financeiras e exige a extradição de brasileiros foragidos nos Estados Unidos</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta sexta-feira (29), o governo brasileiro repudiou formalmente a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. Durante cerimônia de retomada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de atuar contra o país ao articular a medida em Washington, alertando que a intervenção estrangeira abre margem para sanções econômicas e ameaça riquezas naturais brasileiras.</p>
<p><strong>A decisão estadunidense e o peso político</strong><br />
O documento que insere as duas maiores facções criminosas do Brasil na lista de organizações terroristas foi assinado na quinta-feira (28) pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A medida, que entra em vigor no dia 5 de junho após notificação ao Congresso estadunidense, atende a um pedido feito por Flávio Bolsonaro durante visita à Casa Branca na última quarta-feira (27).</p>
<p>O enquadramento segue o modelo já aplicado pela gestão de Donald Trump a cartéis latino-americanos, como o Cartel de Jalisco (México) e o Tren de Aragua (Venezuela). No anúncio, Rubio justificou a ação como uma forma de negar financiamento aos grupos:</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;O Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Seu alcance estende-se por toda a nossa região e chega ao nosso país (&#8230;) A Administração Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar financiamento e recursos a narcoterroristas.&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>Para o presidente Lula, a movimentação de Flávio Bolsonaro remete à Inconfidência Mineira. <strong>&#8220;Joaquim Silvério do Reis ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato a presidente indo aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil&#8221;</strong>, declarou o petista. O presidente afirmou que o senador não tem <strong>&#8220;vergonha na cara de trair a nossa pátria&#8221;</strong> e acusou Marco Rubio de assinar a medida com o intuito de ajudar eleitoralmente o parlamentar brasileiro.</p>
<p><strong>Riscos à economia, ao PIX e à soberania</strong><br />
O Palácio do Planalto e especialistas em segurança argumentam que há uma distinção conceitual e de objetivo entre crime organizado e terrorismo: enquanto grupos terroristas agem por motivações ideológicas, religiosas ou políticas, as facções operam na lógica do lucro e do domínio territorial.</p>
<p>O governo brasileiro teme que a classificação internacional permita ao Tesouro dos EUA aplicar sanções diretas a empresas, fundos e bancos suspeitos de ligações com os grupos criminosos. <strong>A gestão federal lista os seguintes impactos potenciais da medida unilateral:</strong></p>
<ul>
<li>Prejuízos ao sistema financeiro e a inovações nacionais, como o PIX.</li>
<li>Redução da capacidade de compartilhamento de informações de inteligência entre as polícias.</li>
<li>Abertura de precedentes para intervenções estrangeiras justificadas pela &#8220;guerra ao terror&#8221;.</li>
<li>Riscos sobre territórios ricos em minerais críticos, terras raras, ouro, diamante e reservas de água doce, incluindo a Amazônia.</li>
</ul>
<p>Em nota oficial, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República citou nominalmente a atuação da família Bolsonaro, classificando o episódio como deplorável.<strong> &#8220;A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros&#8221;.</strong></p>
<p>O assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, reforçou a posição: <strong>&#8220;Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção, é inaceitável&#8221;.</strong></p>
<p><strong>Cobrança por extradiçõe</strong>s e resposta diplomática<br />
Lula reconheceu que o PCC e o CV atuam como &#8220;terroristas para as comunidades brasileiras&#8221; e periferias, mas ressaltou que devem ser combatidos internamente. O presidente lembrou que o Brasil possui uma Lei Antifacção, com penas de até 80 anos, defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública e prometeu a criação de um ministério específico para a área.</p>
<p>Em resposta à ação de Washington, Lula exigiu que os EUA extraditem criminosos brasileiros foragidos no país estadunidense:</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;O Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado. Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos. Vamos começar por entregar o Ramagem, que tá condenado a 16 anos e está escondido lá. Começar por entregar o maior contrabandista de combustíveis do Brasil, o Ricardo Magro, que está em Miami.&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>O presidente revelou que o tema do terrorismo não foi abordado durante a reunião de três horas que teve com Donald Trump na Casa Branca no início de maio. Na ocasião, Lula entregou quatro documentos ao líder estadunidense, sendo um deles justamente sobre o combate ao crime organizado. Integrantes do governo avaliam que introduzir o assunto seria validar a pauta da oposição.</p>
<p>A estratégia atual do Planalto é utilizar a via da diplomacia presidencial direta, buscando repetir o sucesso obtido contra o chamado &#8220;tarifaço&#8221;. Anteriormente, quando Trump impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, conversas reservadas entre os dois líderes culminaram em um encontro na Malásia, que resultou na redução e eliminação de sobretaxas ao agronegócio. Lula já discute a retomada desses canais com os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César Lima e Silva (Justiça), Dario Durigan (Fazenda) e Celso Amorim.</p>
<p><strong>Acenos políticos e base no Congresso</strong><br />
Em meio à crise diplomática, Lula aproveitou o evento em Sergipe para demonstrar pragmatismo político na construção de maioria no Senado. Ao notar que o senador Laércio Oliveira (PP-SE) estava sendo vaiado pelo público presente, o presidente pegou o microfone para defendê-lo.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Ele não é um intruso, nós o convidamos. Embora alguém possa ser adversário político, quando tem votação no Senado, nós vamos conversar com todos os senadores, independente do partido que ele é, porque cada senador vale um voto&#8221;,</strong> justificou Lula.</p></blockquote>
<p>Laércio Oliveira, que apoiou Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022 e votou pela derrubada do veto presidencial no projeto da Dosimetria, que reduz penas para condenados por tentativa de golpe, agradeceu a postura do presidente:<strong> &#8220;Essa é a política que eu faço, uma política que respeita a todos, indistintamente. Muito obrigado por tudo que o senhor tem feito pelo nosso estado&#8221;.</strong></p>
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		<title>Flávio Bolsonaro celebra decisão dos EUA contra PCC e CV, mas faltou à votação do mesmo tema no Senado</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/politica/flavio-bolsonaro-celebra-decisao-dos-eua-contra-pcc-e-cv-mas-faltou-a-votacao-do-mesmo-tema-no-senado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 17:15:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[Comando Vermelho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Senador comemorou a inclusão do PCC e do CV em lista americana de terroristas, mas esteve ausente durante a votação de uma emenda com o mesmo teor no Congresso no fim de 2025</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), celebrou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Contudo, em dezembro de 2025, o parlamentar não estava no plenário e não defendeu uma emenda com o mesmo objetivo durante a votação do projeto de lei antifacção no Senado Federal, em Brasília. A ausência no Congresso contrasta com a articulação recente do senador em solo americano, onde pediu pessoalmente a adoção da medida.</p>
<p><strong>Articulação nos Estados Unidos</strong><br />
Na última quarta-feira (27), durante viagem aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro levou a pauta para uma reunião com representantes do Departamento de Estado americano, solicitando que as duas facções fossem classificadas como organizações terroristas.</p>
<p>Na quinta-feira (28), a pasta informou oficialmente que o PCC e o CV serão incluídos em sua lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês) a partir da próxima sexta-feira (5). Após o anúncio, o senador compartilhou a decisão na rede social X (antigo Twitter) e afirmou que era um “grande dia”.</p>
<p><strong>Ausência no plenário brasileiro</strong><br />
Apesar da comemoração, a postura difere do cenário registrado no fim do ano passado no Legislativo brasileiro. Durante a discussão do PL Antifacção no Senado, em 10 de dezembro de 2025, os parlamentares analisaram uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que equiparava as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo.</p>
<p>A votação da emenda ocorreu de forma simbólica, modelo que não contabiliza o voto individual de cada senador. Neste formato, quem é contrário à proposta deve apenas não se manifestar. Flávio Bolsonaro, que não participava presencialmente da sessão, não se posicionou nem defendeu a medida.</p>
<p>A emenda acabou rejeitada pelo Senado. O PL Antifacção, no entanto, foi aprovado por unanimidade na mesma sessão, inclusive com o voto de Flávio. Por ter sido alterado, o texto retornou à Câmara dos Deputados, onde foi aprovado em fevereiro. Em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei sem vetos a pontos polêmicos.</p>
<p><strong>Justificativa da equipe do senador</strong><br />
Procurada para comentar o caso, a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro enviou uma nota afirmando que houve uma “manobra do governo” que transformou a votação em simbólica, argumentando que<strong> “não houve tempo hábil para que o parlamentar voltasse ao plenário”.</strong></p>
<p>Segundo a equipe, o senador planejava votar remotamente e,<strong> “caso estivesse presente, o registro do voto seria para apoiar a emenda”.</strong> A assessoria declarou ainda que a posição do parlamentar <strong>“é clara: tolerância zero contra as facções”</strong> e que Flávio estabeleceu um ultimato:<strong> “ou eles se rendem a partir de janeiro ou deixam o País. Quem insistir em manter suas atividades criminosas será preso ou neutralizado”.</strong></p>
<p><strong>Divergência com colegas e posição oficial do governo</strong><br />
Enquanto Flávio não se manifestou no dia da votação, outros senadores favoráveis à medida, incluindo colegas de seu partido, como Carlos Portinho (PL-RJ) e Jorge Seif (PL-SC), optaram por discursar em defesa da emenda.</p>
<p><strong>“Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo”,</strong> disse Eduardo Girão na ocasião. Na mesma linha, Carlos Portinho declarou que os integrantes de facções e milícias “impõe o terror na sociedade” e<strong> “querem subjugar, através da violência e do terror, os direitos dos cidadãos”.</strong></p>
<p>Por outro lado, o governo brasileiro opôs-se à aprovação da emenda. A justificativa do Executivo baseou-se no receio de que a designação de terrorismo permitisse, no limite, que os Estados Unidos promovessem operações militares em território nacional.</p>
<p>O relator do projeto, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), explicou no plenário as razões técnicas para a rejeição da proposta, que já havia sido superada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).<strong> “A nominação como terroristas abre espaço para sanções internacionais, econômicas e militares”,</strong> justificou.</p>
<p><strong>“Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas, porque existe uma doutrina e uma definição técnica”,</strong> pontuou Vieira, acrescentando que as consequências da classificação<strong> “não são graves para o criminoso, para o terrorista. São graves para o país que tem em seu seio organizações terroristas”.</strong></p>
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		<title>Trump elogia Lula e o classifica como &#8220;dinâmico&#8221; em reunião com Flávio Bolsonaro na Casa Branca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:40:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Inácio Lula da Silva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante encontro Em Washington, o presidente estadunidense exaltou o petista diante da comitiva bolsonarista e detalhou reformas polêmicas na residência oficial. Regras de segurança impediram a entrega de camisas da seleção aos anfitriões</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma reunião presencial com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua comitiva, ocorrida na terça-feira (26), na Casa Branca, em Washington. Durante o encontro, que durou cerca de uma hora e buscava ser explorado como ativo eleitoral pelo grupo brasileiro, o líder estadunidense afirmou que Lula é &#8220;dinâmico&#8221; e &#8220;esperto&#8221;, além de dedicar parte da agenda para defender reformas estruturais controversas que está promovendo na residência oficial do governo dos EUA.</p>
<p><strong>Avaliação sobre Lula</strong><br />
De acordo com apuração de Bela Megale, d&#8217;O Globo, Trump citou que havia recebido Lula poucas semanas antes e voltou a chamá-lo de &#8220;dinâmico&#8221;. O republicano já havia feito esse mesmo elogio em 7 de maio, em uma rede social, após a reunião bilateral de três horas entre os dois chefes de Estado. Naquela postagem, Trump relatou ter discutido comércio e tarifas com o &#8220;muito dinâmico presidente do Brasil&#8221;. A menção a Lula no encontro de terça-feira foi repassada por Flávio Bolsonaro a aliados, mas mantida em reserva pelo grupo.</p>
<p>A jornalista Mariana Sanches, do UOL News, revelou que a conversa foi além de temas como as facções criminosas PCC e Comando Vermelho. Trump questionou a comitiva sobre o que Lula havia falado a respeito da reunião de maio. Após os brasileiros responderem que o petista havia considerado o encontro positivo, Trump confirmou que a reunião foi de fato boa, ainda que nenhum acordo tenha sido assinado.</p>
<p>Na sequência, o presidente estadunidense fez uma avaliação pessoal do líder brasileiro diante dos aliados bolsonaristas. <strong>&#8220;O Trump teria dito que o Lula aparentava ser muito velho, mas que, quando ele falava e agia, ele passava uma impressão diferente, de uma pessoa muito dinâmica e de uma pessoa muito esperta. Portanto, Donald Trump fez elogios ao Lula diante de Flávio Bolsonaro, foi isso que aconteceu&#8221;,</strong> relatou a colunista do UOL.</p>
<p><strong>Reformas na Casa Branca e protocolo de segurança</strong><br />
A reunião, que contou também com a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do influenciador Paulo Figueiredo, teve parte de seu tempo consumida por questões arquitetônicas. Conforme dados levantados pelas duas jornalistas, Trump exaltou as mudanças que tem feito no complexo presidencial.</p>
<p>Mariana Sanches apurou que Trump discursou por mais de dez minutos sobre o tema. <strong>&#8220;Disse que mandou cimentar o Rose Garden, o jardim ali da Casa Branca, icônico, histórico, porque muito pouca gente usava&#8221;,</strong> afirmou. O presidente também defendeu a construção de um salão de festas no local, uma obra que a repórter classificou como cara e super polêmica, gerando insatisfação até mesmo na base do Partido Republicano.</p>
<p>A passagem da equipe de Flávio Bolsonaro pelo complexo da Casa Branca durou no total cerca de 1h40. Ao final da agenda, o senador tentou entregar presentes à família e à equipe do presidente estadunidense. O parlamentar levou camisas da seleção brasileira destinadas a Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump, à filha Ivanka, ao genro Jared Kushner e a integrantes do gabinete, como Susie Wiles e Stephen Miller.</p>
<p>No entanto, os itens não chegaram às mãos de Trump. O repasse foi barrado por uma regra de segurança do Salão Oval, que impede a entrega direta de objetos ao presidente dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Reação do governo Lula</strong><br />
O diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, relatou que o Palácio do Planalto fez um esforço considerável para ignorar o encontro e não superestimá-lo. Na avaliação do Itamaraty e do Planalto, o encontro fala principalmente para as bases do bolsonarismo e para o eleitor mais clássico de direita.</p>
<p>Rittner apontou ainda uma contradição na pré-campanha de Flávio: enquanto aliados como Rogério Marinho (PL-RN) têm trabalhado para apresentá-lo como um &#8220;bolsonarismo moderado&#8221;, a presença de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo ao lado do pré-candidato evoca uma imagem diferente do movimento. <strong>&#8220;É como se saísse o discurso dos profissionais da política voltados para o eleitor de centro e se fizesse um apelo para os eleitores da direita mais radical&#8221;,</strong> analisou.</p>
<p><strong>Valor eleitoral e a crise com Cláudio Castro</strong><br />
O analista de Política da CNN Caio Junqueira classificou o encontro como &#8220;um respiro&#8221; para a pré-campanha de Flávio, que acumula cerca de duas semanas de agenda negativa. Segundo ele, o pré-candidato perdeu entre cinco e seis pontos nas pesquisas de intenção de voto, o equivalente a aproximadamente sete milhões de eleitores, em razão da crise gerada pela relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.</p>
<p><strong>&#8220;Não é um encontro que define a eleição, muito longe disso&#8221;,</strong> ponderou Junqueira, destacando que Flávio ainda enfrenta uma crise de confiança perante a classe política, o agronegócio, o mercado financeiro e o setor produtivo.</p>
<p>No mesmo dia, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro voltou a ser alvo da PF (Polícia Federal) na investigação sobre os R$ 3 bilhões transferidos do RioPrevidência ao Banco Master. Trata-se da segunda operação contra Castro em menos de 15 dias, aprofundando a crise política no Rio de Janeiro. Aliados de Flávio reclamam que a resistência de Castro em desistir da pré-candidatura ao Senado atrasa a definição da chapa no estado e mantém o pré-candidato sem um palanque consolidado em sua própria base eleitoral.</p>
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		<title>Valdemar chama de &#8216;normal&#8217; visita de Flávio Bolsonaro a Vorcaro em prisão domiciliar para bancar filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 19:45:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Master]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Vorcaro]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Valdemar Costa Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Senador e pré-candidato à Presidência viaja aos Estados Unidos para agenda com Donald Trump após registrar queda em pesquisa de intenção de voto</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, justificou nesta segunda-feira (25) a visita do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ao banqueiro Daniel Vorcaro, realizada enquanto este cumpria prisão domiciliar sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. De acordo com o dirigente partidário, o encontro teve como objetivo assegurar a continuidade dos recursos financeiros para o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em meio à repercussão do caso e ao recuo em pesquisas eleitorais, o parlamentar viajou a Washington em busca de uma agenda política internacional.</p>
<p>Financiamento de cinebiografia<br />
Em entrevista concedida ao Estúdio i nesta segunda-feira (25), Valdemar Costa Neto classificou a reunião entre o senador e o dono do Banco Master como uma &#8220;coisa normal&#8221; e &#8220;a coisa mais natural do mundo&#8221;. O presidente do PL alegou que o parlamentar buscava o restante das verbas para a produção cinematográfica sobre seu pai.<strong> “Foi visitar depois para ver se conseguia o restante do dinheiro. [Vorcaro] estava sendo investigado, não foi condenado a nada”</strong>, declarou Valdemar.</p>
<p>O dirigente partidário afirmou ainda que soube do encontro por meio dos veículos de comunicação.<strong> &#8220;Pela imprensa. Nunca soube; ele nunca falou sobre isso. No dia em que estourou, nós fizemos uma reunião para ver como é que ele ia responder, e aí ele [Flávio Bolsonaro] disse que teve [a reunião] porque tinha necessidade de arrecadar dinheiro para o filme do pai&#8221;,</strong> explicou. Valdemar complementou que não vê irregularidades na captação com o banqueiro, apontando que o problema existiria caso os recursos fossem públicos<strong>: &#8220;Nós não temos dúvida de que foi uma barbaridade o que o Vorcaro fez no país, mas isso é normal. (&#8230;) Eu acho que se o Flávio tivesse pedido o dinheiro para o Banco do Brasil, para a Caixa Econômica Federal, teria problema, porque seriam órgãos públicos&#8221;.</strong></p>
<p>Na semana anterior, Flávio Bolsonaro já havia confirmado a jornalistas a realização do encontro com Vorcaro após a primeira prisão do empresário, ocorrida no final de 2025. Na ocasião, o senador afirmou que o intuito era <strong>&#8220;botar um ponto final nessa história, é dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco&#8221;.</strong></p>
<p><strong>Manutenção da pré-candidatura</strong><br />
Apesar do desgaste provocado pelo episódio, Valdemar Costa Neto assegurou que a posição de Flávio Bolsonaro como pré-candidato do partido ao Executivo Federal está mantida e descartou outros nomes da legenda. <strong>&#8220;Ele [Flávio Bolsonaro] é o candidato do [Jair] Bolsonaro e nós vamos até o fim nessa história porque ele vai ganhar as eleições. A Michele está fora de questão. Ela não é candidata à presidência&#8221;</strong>, sentenciou.</p>
<p><strong>Reflexos nas intenções de voto</strong><br />
As revelações envolvendo a proximidade com o proprietário do Banco Master resultaram na primeira agenda negativa de Flávio Bolsonaro desde o lançamento de seu nome na corrida presidencial. O cenário gerou impacto direto nos índices de aprovação popular aferidos pela pesquisa mais recente do instituto Datafolha.</p>
<p>Nas simulações de primeiro turno, o senador registrou recuo de quatro pontos percentuais, passando de 35% para 31% das intenções de voto. No mesmo levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, oscilou de 38% para 40%, ampliando a vantagem em relação ao segundo colocado de três para nove pontos.</p>
<p>Em projeções de segundo turno, onde antes se constatava um empate técnico em 45%, Lula avançou para 47%, enquanto Flávio Bolsonaro recuou para 43%. Os dados do Datafolha revelaram ainda que 36% do eleitorado entrevistado ainda não tomou conhecimento dos fatos envolvendo o pré-candidato do PL e o banqueiro.</p>
<p><strong>Viagem aos Estados Unidos</strong><br />
Na tentativa de reverter os índices negativos, Flávio Bolsonaro cumpre agenda em Washington, nos Estados Unidos. A equipe do parlamentar planeja uma reunião com o ex-presidente americano Donald Trump, prevista para esta terça-feira (26), embora a Casa Branca ainda não tenha emitido uma confirmação oficial sobre o dia do encontro.</p>
<p>A pauta que o senador pretende discutir com as lideranças norte-americanas abrange a classificação das facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, além de debates sobre a garantia da liberdade de expressão nas plataformas digitais no Brasil.</p>
<p>A intermediação da viagem junto à ala ideológica ligada a Trump foi coordenada pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão do pré-candidato. Eduardo reside em território norte-americano há mais de um ano, período no qual atua politicamente no exterior enquanto permanece sob investigação no Brasil por suspeitas de articulações internacionais contra autoridades do país e financiamento irregular.</p>
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