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	<title>emendas de comissão - Em Dia ES</title>
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	<description>Conteúdo relevante para os capixabas.</description>
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		<title>Sete deputados controlam R$ 1,5 bilhão em emendas, e valor supera orçamento de 20 estados brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 17:45:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Politica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Grupo que representa 1,4% da Câmara reteve um quinto dos recursos de comissões em 2025. No Orçamento de 2026, montante de R$ 61 bilhões sob influência parlamentar ultrapassa as despesas anuais de 20 estados brasileiros e afeta o planejamento de políticas públicas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Congresso Nacional atingiu a marca de R$ 61 bilhões em recursos do Orçamento da União sob influência direta de deputados e senadores para 2026, montante que supera a previsão orçamentária anual de 20 estados brasileiros, incluindo o Espírito Santo. Dentro deste cenário, um levantamento feito pela Folha de S. Paulo revela que, em 2025, um grupo restrito de apenas sete deputados federais, equivalente a 1,4% da Câmara, controlou R$ 1,5 bilhão das chamadas emendas de comissão. A divisão, que concentra 20% da verba total dos colegiados nas mãos de poucos parlamentares, ocorre em meio a manobras para ocultar a autoria das indicações, contrariando decisões de transparência estipuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<p><strong>Concentração de recursos e drible na transparência</strong><br />
Do total de R$ 7,5 bilhões repassados pelas comissões da Câmara em 2025 para ações nas bases eleitorais, R$ 1,5 bilhão ficou sob o controle do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de outros seis parlamentares. Os R$ 6 bilhões restantes foram divididos entre 423 deputados, resultando em uma média de R$ 14 milhões para cada, enquanto 83 parlamentares não registraram indicações de forma oficial.</p>
<p>O parlamentar que mais indicou recursos foi Julio Arcoverde (PP-PI), com R$ 244,3 milhões. Ele presidiu a Comissão Mista de Orçamento (CMO). Em nota, a assessoria de Arcoverde declarou que as destinações ocorreram<strong> &#8220;de forma legal e transparente ao estado do Piauí&#8221;,</strong> com foco em infraestrutura e saúde.</p>
<p>Na sequência aparece Hugo Motta, com R$ 180,5 milhões. Quase metade desse valor foi direcionada a municípios cujos prefeitos apoiam publicamente a pré-candidatura ao Senado de seu pai, Nabor Wanderley. Motta justificou os repasses afirmando que a divisão<strong> &#8220;segue os critérios adotados pelas lideranças, seguindo o número de deputados&#8221; e prioriza áreas estratégicas. Marcos Pereira (Republicanos-SP), presidente do partido de Motta, indicou R$ 138,2 milhões e argumentou que presidentes de partidos e líderes &#8220;acabam por ter um pouco mais de recursos para indicar&#8221;.</strong></p>
<p>Essas verbas, antes caracterizadas como secretas, deveriam ter seus padrinhos revelados após decisão do STF no final de 2024. No entanto, lideranças partidárias do PP, União Brasil, Republicanos e PL assinaram a autoria de repasses em nome de seus blocos, ocultando o deputado específico responsável pela indicação. Esse drible na transparência movimentou R$ 1,1 bilhão em 2025, de acordo com atas do Congresso.</p>
<p><strong>Volume recorde supera orçamentos estaduais</strong><br />
Para 2026, o Orçamento da União sancionado prevê R$ 49,9 bilhões formais em emendas. Contudo, parlamentares incluíram no cálculo outros R$ 11,393 bilhões em despesas discricionárias (de livre uso do Executivo), elevando a reserva sob controle do Legislativo para R$ 61 bilhões.</p>
<p>Esse montante é superior ao orçamento total do estado de Pernambuco (R$ 60,7 bilhões) e ultrapassa com folga as previsões orçamentárias de outros 19 estados, como Espírito Santo, Santa Catarina, Pará, Goiás, Ceará, Mato Grosso, e entes com menor capacidade fiscal, como Roraima, Amapá e Acre. Diferente das emendas, que têm execução pontual e fragmentada, os orçamentos estaduais custeiam despesas contínuas, como previdência, polícias e escolas.</p>
<p><strong>Impacto nas políticas públicas e ineficiência</strong><br />
O volume de recursos nas mãos do Legislativo representa cerca de 25% das despesas discricionárias da União, taxa atípica globalmente, nos Estados Unidos e em outros países da OCDE, o índice não costuma passar de 1%.</p>
<p>O economista Marcos Mendes aponta que o modelo compromete as políticas públicas. <strong>&#8220;As emendas desestruturam o planejamento da despesa federal. No caso da saúde, por exemplo, o SUS é um sistema integrado. Quando parlamentares pulverizam recursos sem planejamento, isso gera desperdício&#8221;,</strong> afirma. A economista Zeina Latif reforça a gravidade da situação, avaliando que o tamanho alcançado por essas verbas tem um &#8220;impacto fiscal equivalente ao de uma reforma&#8221; e reduz a capacidade do Estado de financiar projetos estruturantes.</p>
<p>Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e de outras instituições confirmam as distorções. Na saúde, área que mais recebe essas verbas, os repasses passaram a representar 53% dos gastos não obrigatórios em 2023. Um estudo do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife) revelou que o dinheiro tende a favorecer municípios que já possuem melhores estruturas: cidades com alta cobertura de atenção básica receberam R$ 62 por habitante, contra apenas R$ 21 repassados a locais com baixa cobertura.</p>
<p>A eficiência na execução do dinheiro também é questionada. Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) demonstrou que apenas 11% das obras financiadas por emendas de comissão e de relator foram concluídas nas dez cidades mais beneficiadas entre os anos de 2020 e 2023.</p>
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