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	<title>Desmatamento - Em Dia ES</title>
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	<description>Conteúdo relevante para os capixabas.</description>
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	<title>Desmatamento - Em Dia ES</title>
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		<title>COP30: Indígenas exigem participação central e AGU cobra R$ 476 milhões de infratores</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/cop30-indigenas-exigem-participacao-central-e-agu-cobra-r-476-milhoes-de-infratores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 11:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[AGU]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Povos Indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lideranças cobram acesso direto a financiamento climático. Em Belém, ministros da Cultura e das Cidades também detalham estratégias para adaptação e conscientização</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), foi marcada nesta quinta-feira (13) por cobranças de povos indígenas por maior centralidade na ação climática e por anúncios de ações do governo brasileiro. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou o ajuizamento de 40 ações civis públicas que somam R$ 476,2 milhões contra infratores ambientais, visando a recuperação de 31,8 mil hectares. Paralelamente, os ministros da Cultura, Margareth Menezes, e das Cidades, Jader Filho, detalharam as estratégias de suas pastas para enfrentar a crise climática.</p>
<p><strong>Povos Indígenas cobram financiamento e direitos</strong><br />
Durante o Diálogo de Povos Indígenas, realizado na quarta-feira (12) como parte da COP30, representantes das sete regiões socioculturais da ONU exigiram que o conhecimento e as prioridades indígenas sejam incorporados à ação climática global.</p>
<p>O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reconheceu que o Brasil teve &#8220;políticas equivocadas&#8221; no passado e reforçou o &#8220;papel extraordinário&#8221; dos povos originários como &#8220;guardiões&#8221;. Simon Stiell, secretário executivo da UNFCCC (convenção da ONU que organiza a COP), defendeu a ampliação da participação indígena e a aplicação do consentimento livre, prévio e informado. <strong>&#8220;Nossa tarefa é passar da citação à aplicação&#8221;,</strong> disse Stiell.</p>
<p>Lideranças indígenas foram contundentes nas reivindicações. O filipino Joan Gillao, representante da Ásia, alertou sobre a vulnerabilidade e cobrou o reconhecimento dos direitos territoriais no documento final da COP30.<strong> &#8220;A falta de reconhecimento legal está resultando em maior destruição de nossos recursos e terras, além de minar nossa capacidade de continuar desempenhando nosso papel como guardiões&#8221;,</strong> afirmou Gillao.</p>
<p>Pela América Latina e Caribe, Fani Cuídu Castro destacou que a contribuição indígena é estrutural, não simbólica. Ela defendeu que onde territórios são titulados, o desmatamento cai três vezes mais que a média, e cobrou acesso direto a fundos climáticos.<strong> &#8220;Os povos indígenas devem ter acesso direto ao financiamento [&#8230;] Hoje, menos de 1% chega diretamente&#8221;,</strong> declarou Castro.</p>
<p><strong>AGU anuncia ações de R$ 476 milhões</strong><br />
Nesta quinta-feira (13), a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou o ajuizamento de 40 ações civis públicas que cobram R$ 476,2 milhões de infratores ambientais. Este é o maior lote de processos desde a criação do programa AGU Recupera, em 2023, que já acumula 89 ajuizamentos referentes a 80 mil hectares desde o início do ano.</p>
<p>Segundo a AGU, a maior das 40 ações, em área e valores, é contra um produtor agrícola acusado de desmatar mais de 4 mil hectares no Cerrado do Maranhão, cobrando mais de R$ 77 milhões em indenizações. Outra ação visa proteger mais de 2,5 mil hectares na Amazônia paraense, onde um réu é acusado de desmatamento para comércio ilegal de carvão vegetal.</p>
<p>Os réus poderão aderir a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a AGU e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para resolver as pendências.</p>
<p><strong>Cultura como ferramenta de conscientização</strong><br />
Em entrevista ao Canal Gov, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, defendeu que a cultura é uma estratégia para enfrentar as mudanças climáticas, sendo usada pela primeira vez com esse enfoque em uma COP. <strong>&#8220;A cultura é ferramenta de conscientização, mas também da mudança de comportamento em relação aos nossos ativos da natureza&#8221;,</strong> afirmou.</p>
<p>A ministra citou o &#8220;artivismo&#8221; (arte e ativismo) como fonte de consciência e destacou que as mudanças climáticas afetam o patrimônio material, como museus, e os trabalhadores do setor, usando como exemplo a situação no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Menezes também informou que o Brasil e os Emirados Árabes presidem um colegiado de 64 países que busca incluir a cultura como um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Ela ressaltou que a economia criativa já representa 3,11% do PIB brasileiro.<strong> &#8220;Isso que está acontecendo aqui, essa congregação [&#8230;] é também um sinal de que as coisas podem ser pensadas de maneiras diferentes&#8221;,</strong> concluiu.</p>
<p><strong>Cidades no centro da ação climática</strong><br />
Também em entrevista ao Canal Gov nesta quinta-feira (13), o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que as cidades têm papel central na solução da crise climática. <strong>&#8220;As cidades têm que ser parte da solução&#8221;,</strong> disse. &#8220;A mitigação tem que acontecer lá na cidade, lá nos bairros, lá na rua.&#8221;</p>
<p>O ministro destacou que, embora no Brasil a maior parte das emissões venha do desmatamento, as cidades contribuem com emissões de frotas de veículos. Ele citou investimentos do governo federal, como R$ 10,5 bilhões para renovação de frotas de ônibus (visando veículos elétricos) e R$ 20 bilhões para saneamento.</p>
<p>Jader Filho abordou a necessidade de tornar as cidades resilientes, mencionando a ocupação desordenada de encostas e rios. Para isso, são necessárias obras de macrodrenagem (contra alagamentos) e contenção de encostas (contra deslizamentos).</p>
<p>O ministro defendeu a importância de &#8220;dar voz aos líderes locais&#8221; (prefeitos e governadores), pois são eles que conhecem as prioridades de infraestrutura. Ele também mencionou que o programa Minha Casa Minha Vida está incorporando sustentabilidade, com projetos de reúso de água, energia solar e design que favorece a ventilação e o conforto térmico.</p>
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		<title>Tecnologia de satélite revoluciona combate ao desmatamento no Espírito Santo</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/tecnologia-de-satelite-revoluciona-combate-ao-desmatamento-no-espirito-santo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2025 18:25:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com os avanços alcançados, o Espírito Santo se posiciona como referência nacional na aplicação de tecnologia para fiscalização ambiental</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Espírito Santo entrou em uma nova era no combate aos crimes ambientais, com a implantação de um sistema de monitoramento florestal de ponta, que utiliza imagens de satélites para identificar desmatamentos em tempo quase real. A iniciativa, liderada pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), integra o Programa Brasil MAIS, coordenado pela Polícia Federal, e coloca o Estado entre os mais avançados do País no uso da tecnologia para proteção das florestas.</p>
<p>Por meio da constelação de satélites PlanetScope, operada pela empresa SCCON, o território capixaba passou a ser vigiado diariamente, com alertas automáticos de alteração da cobertura vegetal. Desde setembro de 2024, o sistema já detectou e auxiliou na fiscalização de 124 áreas com desmatamento irregular em 39 municípios, compreendendo uma área total de 131,19 hectares e resultando em R$ 1,4 milhão em multas e embargos.</p>
<p>Essa transformação digital na gestão ambiental está permitindo à Seama e ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) agir de forma mais precisa, rápida e estratégica. Com base nos dados gerados pela plataforma, é possível mapear focos de desmatamento com alta precisão e enviar equipes de fiscalização com muito mais eficiência.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Essa tecnologia muda completamente o jogo. Estamos monitorando o território capixaba todos os dias com imagens atualizadas, o que nos permite detectar desmatamentos quase no momento em que acontecem. Isso representa um salto de décadas na capacidade de resposta do Estado frente aos crimes ambientais”</strong>, afirma o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni.</p>
</blockquote>
<p>A plataforma também gera relatórios com histórico de alertas, evolução mensal da área desmatada e perfil dos infratores. Os dados indicam que a maioria das infrações parte de pessoas físicas, o que sugere a necessidade de ampliar campanhas de conscientização e suporte técnico aos pequenos produtores, especialmente nas regiões do Litoral Sul e Noroeste, onde o desmatamento é mais concentrado, a partir do que já foi executado de ações de fiscalização.</p>
<p>Outro diferencial da tecnologia é a possibilidade de antecipar padrões de desmatamento ao longo do tempo, permitindo ao Governo desenvolver ações preventivas com base em evidências. Em dezembro de 2024, por exemplo, houve um pico significativo de alertas, apontando para sazonalidades ou movimentos organizados que requerem resposta rápida do poder público.</p>
<p>O investimento de R$ 4,1 milhões na plataforma, com contrato válido por três anos, já mostra retorno: em menos de 12 meses, mais de um terço do valor foi compensado em multas aplicadas. Mais importante que isso, no entanto, é o impacto direto na preservação dos recursos naturais e no fortalecimento da governança ambiental do Estado.</p>
<p>Com os avanços alcançados, o Espírito Santo se posiciona como referência nacional na aplicação de tecnologia para fiscalização ambiental. A expectativa da Seama é ampliar o uso da plataforma, integrar novos dados, otimizar os fluxos de fiscalização e tornar cada vez mais transparente e acessível à sociedade o acompanhamento das ações de proteção da vegetação nativa.</p>
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		<item>
		<title>Espírito Santo reduz em 60% taxa de desmatamento em 2024</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/espirito-santo-reduz-em-60-taxa-de-desmatamento-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2025 11:40:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Redução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalho intensivo de monitoramento garante queda no desmatamento capixaba</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), divulgado na última quinta-feira (15), pela iniciativa MapBiomas Alerta, registrou redução de mais de 60% no desmatamento no Espírito Santo em 2024, totalizando 137 hectares (ha) desmatados em comparação a 362 ha em 2023. O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), órgão responsável pelas ações de política florestal do Estado, aponta que os números são resultado de um trabalho intensivo de monitoramento e controle para coibir o desmatamento irregular.</p>
<p>De acordo com o diretor-geral do Idaf, Leonardo Cunha Monteiro, o Estado já tem se destacado no número de atendimento aos alertas emitidos pelo MapBiomas e agora é possível visualizar o efeito na prática.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Os números demonstram a seriedade do trabalho desenvolvido pelos servidores do Idaf em prol da preservação dos recursos naturais. Com a implementação da Central de Monitoramento de Florestas (CMF/Idaf), inaugurada em 2024, esperamos otimizar esses resultados”</strong>, destacou Monteiro.</p>
</blockquote>
<p>Para o gerente de Licenciamento e Controle Florestal do Idaf, Jésus Fernando Miranda Barbosa, a ferramenta do MapBiomas é um importante instrumento de auxílio às ações desenvolvidas em âmbito local.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Os alertas emitidos permitem o cruzamento de informações com o que temos disponibilizado em nossos sistemas, de modo que as ações possam ser realizadas de maneira mais pontual e efetiva, garantindo resultados mais expressivos e que impactem na preservação florestal”</strong>, explicou Barbosa.</p>
</blockquote>
<p>De acordo com o subgerente de Regularização Ambiental do Idaf, João Marcos Chipolesch, a ideia é que a CMF/Idaf contribua para um monitoramento mais efetivo e direcionado.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Com imagens orbitais diárias e alertas de desmatamento constantes, provenientes de cerca de 180 satélites, conseguimos fiscalizar as atividades de desmatamento ilegal ao longo de todo o Espírito Santo, o que nos permite adotar ações rápidas, evitando as perdas ambientais e identificando os eventuais infratores”</strong>, pontuou Chipolesch.</p>
</blockquote>
<p><strong>Relatório</strong><br />
O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil apontou ainda <a href="https://emdiaes.com.br/geral/quase-todos-os-biomas-registraram-reducao-do-desmatamento-em-2024/">redução no desmatamento em cinco dos seis biomas brasileiros em 2024</a>: Pantanal, Pampa, Cerrado, Amazônia e Caatinga. A exceção foi a Mata Atlântica, que se manteve praticamente estável em relação a 2023, apesar do impacto dos eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul.</p>
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		<item>
		<title>Quase todos os biomas registraram redução do desmatamento em 2024</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/quase-todos-os-biomas-registraram-reducao-do-desmatamento-em-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 11:54:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[biomas]]></category>
		<category><![CDATA[comparação]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Redução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na comparação com 2023, a redução foi de 32,4% na área desmatada</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cinco dos seis biomas brasileiros tiveram redução no desmatamento em 2024, segundo o Mapbiomas. A exceção foi a Mata Atlântica, que se manteve praticamente estável em relação a 2023.</p>
<p>Os dados consolidados foram lançados nesta quarta-feira (14), na apresentação do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD).</p>
<p>Na comparação entre os dois anos, o Pantanal e o Pampa foram os biomas que apresentaram a maior redução das áreas desmatadas. O Cerrado aparece em terceiro lugar, seguido da Amazônia e da Caatinga. A Mata Atlântica teve um crescimento de 2%.</p>
<p><strong>Desmatamento registrado em 2024, na comparação com 2023:</strong></p>
<ul>
<li>Pantanal &#8211; redução de 58,6%</li>
<li>Pampa &#8211; redução de 42,1%</li>
<li>Cerrado &#8211; redução de 41,2%</li>
<li>Amazônia &#8211; redução de 16,8%</li>
<li>Caatinga &#8211; redução de 13,4%</li>
<li>Mata Atlântica &#8211; crescimento de 2%</li>
</ul>
<p>Em 2024, mais de 89% da área desmatada no país integram a Amazônia ou o Cerrado. As formações savânicas foram as áreas mais desmatadas e responderam por 52,4% de todo o desmatamento no país. As formações florestais representaram outros 43,7%.</p>
<p>Segundo Tasso Azevedo, coordenador geral do Mapbiomas, um dos dados monitorados pela instituição é a perda de vegetação nativa por causa de eventos extremos climáticos, e esse foi o motivo de a Mata Atlântica não ter acompanhado a diminuição do desmatamento observada nos demais biomas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Se não tivesse os desmatamentos que foram computados por conta dos eventos extremos, o desmatamento teria sido 20% menor”</strong>, explica.</p>
</blockquote>
<p><strong>Área desmatada </strong><br />
Ao todo, foram desmatados em 2024 no Brasil 1.242.079 hectares e foram registrados 60.983 alertas no território nacional. Na comparação com 2023, a redução foi de 32,4% na área desmatada e 26,9% sobre os alertas de desmatamento.</p>
<p>Em 2024, por dia, a área média desmatada foi de 3.403 hectares e 141,8 hectares por hora. Dia 21 de junho, quando 3.542 hectares de vegetação nativa foram desmatados em 24 horas, foi o dia que registrou maior desmatamento no ano passado. No Cerrado, o ritmo da perda foi mais intenso: 1.786 hectares ao dia.</p>
<p>Na avaliação dos pesquisadores, esse resultado pode refletir três mudanças observadas nesse período.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Nesses últimos anos, foram construídos planos de enfrentamento ao desmatamento para todos os biomas, o que não havia antes. Outra questão é que aumentou a participação dos estados nas ações em relação ao desmatamento, em termo de atuarem mais nos embargos e autuações feitas pelo Ibama. O terceiro fator é a questão do crédito rural. Houve um aumento do uso desses dados para a concessão de crédito rural”</strong>, explica Tasso.</p>
</blockquote>
<p>Apesar das reduções, em 2024, pelo segundo ano consecutivo, o Cerrado foi o bioma que registrou maior área desmatada no país com a subtração de mais de 652 mil hectares de vegetação nativa.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Essa mudança ocorreu pela primeira vez em 2023. A gente sempre teve historicamente o desmatamento concentrado em regiões da Amazônia. Esse ano, os dois biomas tiveram uma redução, mas ainda manteve o padrão anterior, porque o desmatamento do Cerrado foi maior que o da Amazônia”</strong>, alerta Marcos Rosa, coordenador técnico do Mapbiomas.</p>
</blockquote>
<p><strong>Regiões</strong><br />
A Amacro (pólo agropecuário nos estados do Amazonas, Acre e Rondônia) teve, pelo segundo ano consecutivo, queda no desmatamento. Foram registrados 5.753 alertas em 89.826 hectares no ano de 2024, o que representa uma redução de 13% em relação a 2023.</p>
<p>No outro extremo, a região do Matopiba (estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) foi onde ocorreu 42% do total de perda de vegetação nativa do país, e também é onde o Cerrado mais foi desmatado, representando 75% da perda de vegetação nativa no bioma.</p>
<p><strong>Estados</strong><br />
Os quatro estados do Matopiba e o Pará foram os que mais desmataram em 2024, representando 65% da área total no Brasil.</p>
<p>Os estados que tiveram maior participação no desmatamento no país em 2024 foram o Maranhão, Pará e Tocantins. Eles representaram respectivamente 17,6%, 12,6% e 12,3% do total de perda de vegetação no país.</p>
<p>Na comparação entre os anos de 2023 e 2024, os estados de Goiás, Paraná e Espírito Santo reduziram o desmatamento em mais de 60%. Já os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Acre foram os que apontaram maior crescimento.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“No Rio Grande do Sul, todos os desmatamentos que estavam associados a eventos extremos aconteceram na Mata Atlântica e não nos Pampas”</strong>, explica Natália Crusco, da equipe Mata Atlântica do Mapbiomas.</p>
</blockquote>
<p>Segundo a pesquisadora, entre abril e maio de 2024, eventos climáticos extremos no estado do Rio Grande do Sul resultaram em grandes perdas da vegetação nativa no estado. Foram registrados 627 alertas que totalizaram 2.805,8 ha de áreas naturais perdidas.</p>
<p><strong>Municípios</strong><br />
De todos os municípios brasileiros, mais da metade (54%) tiveram pelo menos um evento de desmatamento detectado e validado em 2024. Os quatro municípios com maiores aumentos proporcionais são Canto do Buriti, Jerumenha, Currais e Sebastião Leal, todos no estado do Piauí.</p>
<p><strong>Terras indígenas</strong><br />
No último ano, as terras indígenas tiveram uma redução de 24% na perda de vegetação nativa por desmatamento. Foram atingidos 15.938 hectares, o que equivale a 1,3% do total desmatado no país. A Terra Indígena Porquinhos dos Canela-Apãnjekra (MA) se manteve no topo da lista da que mais desmatou, tendo perdido, em 2024, 6.208 hectares, o que representa um aumento de 125% em relação a 2023. Apenas 33% das terras indígenas brasileiras tiveram algum evento de desmatamento ano passado.</p>
<p>Nas Unidades de Conservação (UCs), a perda de vegetação nativa alcançou 57.930 hectares, 42,5% a menos que em 2023. A Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu (PA), no bioma Amazônia, foi a que teve maior área desmatada no país, com 6.413 hectares.</p>
<p><strong>Autorizações</strong><br />
A partir de dados obtidos nos estados, o Relatório Anual do Desmatamento traz ainda dados sobre autorização para supressão de vegetação a partir da análise de dados disponibilizados em portais de transparência ou após provocação dos órgãos ambientais das unidades federativas.</p>
<p>Em 2024, 43% da área desmatada teve alguma autorização para desmatar, sendo o Cerrado o bioma que mais teve esse tipo de liberação, com 66% da vegetação nativa suprimida ocorreu com autorização. Na Amazônia, esse percentual é de 14%.</p>
<p>Segundo Marcondes Coelho, pesquisador do Instituto Centro de Vida (ICV) e colaborador do Mapbiomas, o estado do Maranhão, além de ter sido o de maior participação em percentual no desmatamento do país, também foi o que menos apresentou informações para transparência sobre as ações de fiscalização e também sobre as autorizações para desmatamento.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>“Depois de várias tentativas, chegamos a receber duas bases de dados, mas as informações de autorização, por exemplo, tinham restrição e nós não pudemos usar, então, o estado do Maranhão segue com essa dificuldade de dar transparência a essas informações ambientais para o controle do desmatamento”</strong>, diz.</p>
</blockquote>
<p><strong>Vetores</strong><br />
Em uma análise mais ampla sobre a série histórica do Relatório Anual do Desmatamento, iniciada em 2019, os pesquisadores verificaram que o Brasil já desmatou 9.880.551 de hectares nesses seis anos, sendo que 67% desse total foram de vegetação nativa na Amazônia Legal.</p>
<p>De acordo com o Mapbiomas, o desmatamento por pressão da agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos seis anos.</p>
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		<title>Desmatamento na Amazônia cai 30,6% em um ano</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/desmatamento-na-amazonia-cai-306-em-um-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 10:32:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Redução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É o segundo ano seguido de queda nas áreas desmatadas do bioma</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O desmatamento na Amazônia Legal, no período de agosto de 2023 a julho de 2024, alcançou 6.288 quilômetros quadrados (km²), valor que representa uma redução de 30,6% em relação ao ano anterior (2022/2023), informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta quarta-feira (6).</p>
<p>Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), sistema mantido pelo Inpe que faz uma apuração anual da supressão florestal nos nove estados que compõem a Amazônia Legal.</p>
<p>Com o resultado, o desmatamento foi o menor valor percentual em 15 anos, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Em termos de área desmatada, o valor medido agora na Amazônia é o menor desde 2015 (6.207 Km²).</p>
<p>O monitoramento do Prodes é feito no intervalo de agosto de um ano até julho do ano seguinte, entre as estações mais secas da floresta, e é considerado resultado mais confiável pelos cientistas, em que a detecção por satélite alcança precisão de 10 metros sobre corte raso e desmatamento por degradação progressiva, como incêndios.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Conseguimos resultados importantes no ano passado e este ano, novamente, um resultado altamente significativo&#8221;</strong>, avaliou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em anúncio dos resultados à imprensa, no Palácio do Planalto. A ministra destacou, por exemplo, que no acumulado dos últimos dois anos, a redução do desmatamento na Amazônia foi de 45%.</p>
<p><strong>&#8220;Uma contribuição para nós mesmos e ao mundo, no contexto em que o problema da mudança do clima é uma realidade avassaladora&#8221;</strong>, lembrou a ministra, ao citar eventos climáticos extemos, como geadas na África, enchentes na Espanha e ondas de calor em outros países da Europa.</p></blockquote>
<p>Em relação aos estados, a melhor taxa de redução foi medida em Rondônia, com queda de 62,5% do desmatamento, seguido pelo Mato Grosso (-45,1%), informou o Inpe. Pará (-28,4%) e Amazonas (-29%) também tiveram quedas. Já Roraima registrou aumento de 53% no desmatamento ao longo do último período analisado.</p>
<p>Entre os 70 municípios mais prioritários para o combate ao desmatamento na Amazônia, 78% deles tiveram redução na supressão de floresta, segundo o MMA. Outros 23% tiveram aumento na derrubada florestal.</p>
<p>A redução do desmatamento na Amazônia possibilitou, segundo o governo federal, que um volume de 359 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), gás que mais contribui para o aquecimento global, deixasse de ser emitido na atmosfera.</p>
<p>A queda no desmatamento foi comemorada por organizações da sociedade civil, mas a cobrança é por melhorar ainda mais esses resultados.</p>
<p><strong>&#8220;Uma queda significativa no desmatamento da Amazônia pelo terceiro ano consecutivo é sem dúvida uma boa notícia, porém não é suficiente diante do tamanho dos desafios climáticos e de preservação da biodiversidade que enfrentamos. Não podemos esquecer que 2024 foi um ano de diversas tragédias climáticas no Brasil. E se quisermos evitar os piores cenários de eventos extremos no país, como o que aconteceu no Rio Grande do Sul e as queimadas no Pantanal, precisamos garantir que a queda no desmatamento seja mantida e acelerada nos próximos anos&#8221;</strong>, ponderou Mariana Napolitano, diretora de estratégia do WWF-Brasil.</p>
<p><strong>Cerrado</strong><br />
Já no Cerrado, a taxa oficial de desmatamento, medida pelo Sistema Prodes, do Inpe, foi de 8.174 km², entre agosto do ano passado e julho deste ano. Assim, houve queda de 25,7% em relação ao período de agosto de 2023 a julho de 2024, a primeira redução do desmatamento em quatro anos no bioma.</p>
<p>Cerca de 76% desse desmatamento segue concentrado em quatro estados: Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, estados que formam o acrônimo Matopiba, principal fronteira agropecuária do Cerrado na atualidade. Nesses estados, no entanto, o Prodes registrou uma queda significativa de desmatamento, na comparação 2023/2024 com o período imediatamente anterior. Na Bahia, por exemplo, a redução foi de 63,3%, seguida por 15,1% no Maranhão, 10,1% no Piauí e 9,6% no Tocantins.</p>
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		<item>
		<title>Inpe: alertas de desmatamento caem 45% na Amazônia e batem recorde no Cerrado</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/inpe-alertas-de-desmatamento-caem-45-na-amazonia-e-batem-recorde-no-cerrado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 14:06:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[preservação ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Taxa é referente à temporada de 12 meses de agosto de 2023 a julho de 2024</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia Legal foi de 4.314,76 km² entre agosto de 2023 e julho de 2024 (o equivalente ao tamanho de Cuiabá), de acordo com números oficiais do governo federal divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).</p>
<p>Quando comparado ao último levantamento do Inpe, houve uma queda de 45,7% do total da área desmatada entre as duas temporadas &#8211; a maior queda proporcional já registrada para o período. Na edição anterior, esse número foi de 7.952 km², entre agosto de 2022 e julho de 2023.</p>
<p>Os números são do relatório anual do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que mostra os alertas mensais – e que já sinalizava quedas na devastação nos últimos meses no bioma.</p>
<p>Com essa redução, a taxa divulgada este ano é a menor de toda a série histórica do bioma, que começou em 2015.</p>
<p>Em julho, porém, foram registrados 666 km² de alertas de desmatamento na Amazônia, um aumento de 33% em comparação com o mesmo mês de 2023 (500 km²), após uma redução de 55% em relação a julho de 2022 (1.487 km²), último ano do governo Jair Bolsonaro (PL).</p>
<p><strong>Recorde no Cerrado</strong><br />
No Cerrado, que vem registrando altas taxas de desmatamento desde o ano passado, os novos números do Inpe pintam um panorama completamente diferente.</p>
<p>O bioma registrou um recorde de desmate nessa última temporada: 7.015 km² de alertas de desmatamento, um aumento de 9%.</p>
<p>Na edição anterior, esse número foi de 6.341 km², entre agosto de 2022 e julho de 2023. A série histórica do Inpe para o Cerrado começou em 2017.</p>
<p>Segundo especialistas, o aumento do desmatamento no segundo maior bioma da América do Sul é causado por vários fatores. Áreas com Cadastro Ambiental Rural (CAR) lideram os alertas, por exemplo, mostrando que proprietários registrados também desmatam. A falta de reconhecimento das terras de povos tradicionais, com apenas 8% do bioma protegido, também agrava a situação.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;O Cerrado é atualmente a principal fronteira agrícola para a produção de commodities. A gente vê no bioma o avanço do cultivo de soja acompanhado pelo desmatamento, especialmente na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia)&#8221;</strong>, explica Bianca Nakamato, especialista de Conservação do WWF-Brasil.</p>
<p><strong>&#8220;Esse avanço traz consigo diversas ameaças, incluindo violações de direitos humanos e a perda de biodiversidade. Com a chegada da época seca, a propensão a incêndios aumenta significativamente. Apenas em julho, mais da metade das queimadas ocorreram na fronteira agrícola, particularmente no Maranhão e em Tocantins&#8221;</strong>, acrescenta.</p></blockquote>
<p>Além disso, meses após o anúncio da sua retomada, o governo federal ainda não concluiu seu plano de ação específico para o bioma (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado), ao contrário da Amazônia.</p>
<p>Com isso, em 2023, o Cerrado foi responsável por 61% do desmatamento no país, enquanto a Amazônia respondeu por 25%.</p>
<p>No Cerrado, 1.110.326 hectares foram desmatados em 2023, um aumento de 68% em relação a 2022, de acordo com dados do Relatório Anual de Desmatamento (RAD 2023) do MapBiomas.</p>
<p>Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, avalia que o governo foi eficaz no combate ao crime, mas falhou em controlar o desmatamento no Cerrado.</p>
<p>Ele atribui essa situação em parte às autorizações de desmatamento concedidas pelos governadores da região, que, segundo ele, agem contra a preservação ambiental e aumentam os números de desmatamento.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Existem pessoas que desejam prejudicar a imagem do país e apoiar o desmatamento. Esses agentes, que contribuem para o aumento do desmatamento e destruição, estão presentes no governo, no Congresso e até em parte do Supremo Tribunal. Portanto, é uma tarefa árdua para os setores que trabalham para reduzir esses números manter os índices atuais ou diminuí-los ainda mais&#8221;</strong>, argumenta.</p></blockquote>
<p>Ainda segundo os novos dados do Inpe, entre os quatro estados da Matopiba, apenas a Bahia apresentou uma redução no desmatamento de agosto de 2023 a julho de 2024, com uma queda de 52,4%. Em contraste, houve aumentos de 58,6% no Tocantins, 31% no Maranhão e 14,7% no Piauí.</p>
<p>Os dados do Deter indicam uma reversão no crescimento das áreas sob alerta de desmatamento nos últimos quatro meses, comparados ao mesmo período do ano anterior. De abril a julho, houve uma diminuição de 24,8%. Em julho, foram registrados 444 km² de desmatamento, uma redução de 26,7%.</p>
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		<item>
		<title>Desmatamento no Brasil cai 11,6% em 2023, aponta MapBiomas</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/desmatamento-no-brasil-cai-116-em-2023-aponta-mapbiomas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 11:27:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biomas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De janeiro a dezembro de 2023, foram derrubados 1.829.597 hectares de vegetação nativa no país. Em 2022, taxa estava acima dos 2 milhões de hectares</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil perdeu 1.829.597 hectares de vegetação nativa em 2023, segundo dados do Relatório Anual de Desmatamento (RAD 2023) do MapBiomas, divulgados nesta terça-feira (28).</p>
<p>Em 2022, foram derrubados 2.069.695 hectares. Com isso, houve uma redução de 11,6% na taxa de desmate do país.</p>
<p>Ainda de acordo com os dados do relatório, os dois biomas mais extensos do Brasil, a Amazônia e o Cerrado, somam mais de 85% da área total desmatada no país.</p>
<p>No entanto, pela primeira vez desde o início da série histórica do MapBiomas Alerta, em 2019, o Cerrado ultrapassou a Amazônia em área desmatada.</p>
<p>Em 2023, o Cerrado foi responsável por 61% do desmatamento no país, enquanto a Amazônia respondeu por 25%. No Cerrado, 1.110.326 hectares foram desmatados em 2023, um aumento de 68% em relação a 2022. Segundo o relatório, expansão agropecuária foi o principal motor do desmatamento no Brasil, representando 97% do total.</p>
<p>Embora a notícia de redução seja positiva, o MapBiomas alerta para o fato de que o desmatamento no país vem agora se concentrando na região da Matopiba, localizada nos estados do Maranhão, de Tocantins, do Piauí e da Bahia.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Os dados apontam a primeira queda do desmatamento no Brasil desde 2019, quando se iniciou a publicação do RAD. Por outro lado, a cara do desmatamento está mudando no Brasil, se concentrando nos biomas onde predominam formações savânicas e campestres e reduzindo nas formações florestais&#8221;</strong>, Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, em um comunicado.</p></blockquote>
<p><strong>Cerrado e Amazônia</strong><br />
A liderança do Cerrado no desmate se refletiu em vários indicadores. No bioma está o maior alerta de desmatamento do país: 6.691 hectares em Alto Parnaíba (MA). Além disso, o alerta com a maior velocidade média diária, 944 hectares em 8 dias, foi registrado em Baixa Grande do Ribeiro (PI).</p>
<p>O território indígena mais desmatado também está no Cerrado, sendo Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, com 2.750 hectares. E o desmatamento em territórios indígenas no Cerrado aumentou 188% em relação a 2022.</p>
<p>Territórios quilombolas e Unidades de Conservação no Cerrado também sofreram mais, com aumentos de 665% no desmatamento de TQs e a APA do Rio Preto sendo a mais desmatada, com 13.596 hectares. São Desidério (BA) foi o município mais desmatado do país, com 40.052 hectares. Ou seja, 70% dos municípios do Cerrado registraram desmatamento.</p>
<p>Por outro lado, na Amazônia, o desmatamento caiu 62,2%, totalizando 454,3 mil hectares em 2023. Houve redução em todos os estados, exceto no Amapá, que teve um aumento de 27%. A região de Amacro, que inclui Amazonas, Acre e Rondônia, teve uma queda de 74%. E dos 559 municípios da Amazônia, 78% registraram desmatamento, mas todos os 10 mais desmatados apresentaram redução.</p>
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		<item>
		<title>Desmatamento de Mata Atlântica cai quase 33% no Espírito Santo</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/desmatamento-de-mata-atlantica-cai-quase-33-no-espirito-santo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 May 2024 17:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dados são da fundação SOS Mata Atlântica, divulgados nesta segunda (27), Dia Nacional da Mata Atlântica </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O desmatamento ilegal da Mata Atlântica no Espírito Santo caiu 32,7% em 2023, quando comparado ao ano anterior.</p>
<p>Os dados são da fundação SOS Mata Atlântica, divulgados nesta segunda (27), Dia Nacional da Mata Atlântica.</p>
<p>Os dados foram divulgados no Atlas da Mata Atlântica e SAD Mata Atlântica, produzido em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).</p>
<p>No Estado, o Órgão responsável por executar a defesa florestal da Mata Atlântica capixaba é o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).</p>
<p>Para o diretor geral do Idaf, Leonardo Monteiro, a queda no número de desmatamento ilegal é o resultado de um trabalho diário, que ganhou reforço nos últimos dois anos, com uso de 65 drones, sistemas que utilizam imagens de satélites e veículos automotivos mais apropriados para chegar em lugares remotos.</p>
<blockquote><p><strong><em>“Ações como essas são eficazes para coibir o desmatamento, pois o infrator agora sabe que mesmo se desmatar ilegalmente em áreas de difícil acesso, será identificado rapidamente. Quem comete crime ambiental no Espírito Santo é penalizado na esfera administrativa com o pagamento de multas, embargo da área e obrigação de recuperar o dano ambiental. É compromisso do Idaf fazer valer o seu preceito constitucional de defesa da Mata Atlântica capixaba”,</em></strong> explica Monteiro.</p></blockquote>
<p><strong>Fiscalização em 2023</strong><br />
Além do trabalho diário realizado pelo Idaf de norte a sul do Estado, em 2023, foram realizadas várias operações conjuntas com o Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA), o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e mais o apoio de uma aeronave do Núcleo de Operações e Transportes Aéreos da Casa Militar do Espírito Santo (Notaer), a fim de identificar novas áreas de crimes ambientais de forma geral nos municípios da região serrana e centro-serrana do Estado, penalizar os infratores, exigir recuperação da área degradada e coibir o desmatamento ilegal na região.</p>
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		<item>
		<title>Mata Atlântica: desmatamento cai em áreas contínuas entre 2022 e 2023</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/mata-atlantica-desmatamento-cai-em-areas-continuas-entre-2022-e-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2024 12:28:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Alertas]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E registra aumento em fragmentos isolados e áreas de transição</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O desmatamento da Mata Atlântica teve redução na parte contínua do bioma, mas registrou aumento em fragmentos isolados e áreas de transição, na comparação entre 2022 e 2023. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (21) pela Fundação SOS Mata Atlântica, com base no Atlas da Mata Atlântica e no Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, que são ferramentas complementares de medição.</p>
<blockquote><p><strong>“O desmatamento caiu nessa região contínua da Mata Atlântica, que vai do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, onde há as florestas maduras. E aumentou nos encraves e nas transições com os outros biomas, onde há essas transições com o Cerrado e com a Caatinga, e também onde existem florestas jovens”</strong>, relatou o diretor executivo da SOS Mata Atlântica e engenheiro agrônomo Luís Fernando Guedes Pinto.</p></blockquote>
<p>Ele ressalta que, embora os números pareçam conflitantes, ambos revelam a mesma tendência de redução de desmatamento na área contínua e aumento nos encraves. <strong>“Isso também tem a ver com a aplicação da Lei da Mata Atlântica, que protege toda a vegetação nativa desse bioma, mas que tem sido contestada, atacada e não aplicada de maneira rigorosa nas regiões de transição e de encraves.”</strong></p>
<p>Além da grande área contínua entre o RN e o RS, a Mata Atlântica é composta por regiões de transição e encraves nos estados do Ceará, Piauí, de Goiás, da Bahia, de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. <strong>“Segundo a lei, só pode ter desmatamento em situações de interesse social e utilidade pública. E a gente observa que a maior parte do desmatamento, mais de 90%, vêm da expansão agropecuária, que não justifica interesse social ou utilidade pública.”</strong></p>
<p>A fundação avalia que a redução no desmatamento na área contínua é sinal de que as políticas de conservação e o monitoramento intensivo estão produzindo resultados positivos. Destaca que está evidente que os desafios na Caatinga e no Cerrado são grandes onde existem essas áreas de transição.</p>
<p><strong>“Na Caatinga, são áreas que correm riscos de desertificação. No Cerrado, o desmatamento tem muita importância na proteção da água, porque muitas nascentes importantes de várias bacias hidrográficas do Brasil estão nessa transição. Isso limita os serviços ecossistêmicos dessas regiões para a regulação do clima, disponibilidade de água e também para a produção agropecuária”</strong>, disse. Ele acrescenta que as cidades dessas regiões podem ficar ainda mais suscetíveis a eventos climáticos extremos, incluindo chuvas e secas extremas.</p>
<p><strong>Números</strong><br />
De acordo com o Atlas da Mata Atlântica, coordenado pela SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o desmatamento no bioma caiu de 20.075 hectares em 2022 para 14.697 em 2023, uma queda de 27%. A entidade ressalta que esses dados, entretanto, oferecem visão parcial do cenário. Isso porque o Atlas monitora áreas superiores a três hectares de florestas maduras, o que corresponde a 12,4% da área original do bioma.</p>
<p>O Atlas mostrou diminuição do desmatamento em grande parte dos 17 estados da Mata Atlântica, com exceção de Piauí, Ceará, de Mato Grosso do Sul e Pernambuco. Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina se destacaram de forma positiva, com queda de 57%, 78% e 86%, respectivamente. A mesma tendência foi apontada pelo SAD, segundo avaliação da SOS Mata Atlântica, em relação à floresta contínua.</p>
<p>A Mata Atlântica inclui ainda regiões em recuperação ou em estágios iniciais de desenvolvimento, além dos encraves, o que amplia a cobertura vegetal para 24% da área do bioma. Além de ser capaz de monitorar toda essa parcela de vegetação existente, o SAD consegue detectar desmatamentos a partir de 0,3 hectare.</p>
<p>Segundo o SAD, parceria entre a SOS Mata Atlântica e o MapBiomas, o desmatamento total aumentou de 74.556 para 81.356 hectares de 2022 para 2023. A área é o equivalente a mais de 200 campos de futebol desmatados por dia e os números são preocupantes.</p>
<p>Segundo o engenheiro agrônomo, a diferença entre os números se dá sobretudo pelo aumento das derrubadas em encraves no Cerrado e na Caatinga, principalmente na Bahia, no Piauí e em Mato Grosso do Sul, identificadas pelo SAD. Essa perda se deu majoritariamente onde há expansão agrícola. Ele questiona o sentido de haver tanta área agrícola se o país não consegue manter a saúde dos ecossistemas que sustentam a produção.</p>
<p><strong>Menos floresta, mais impactos</strong><br />
<strong>“Menos floresta representa mais desastres naturais, epidemias e desigualdade. Para a agricultura, significa também quebras de safra recorrentes”</strong>, disse. Ele avalia que, enquanto não houver um olhar integrado para todos os biomas, tanto no que se refere a zerar o desmatamento quanto à priorização da restauração florestal, as crises do clima e da biodiversidade continuarão a se intensificar.</p>
<p>Com a queda do desmatamento, cai também a emissão de gases de efeito estufa. Já a restauração retira gás carbônico da atmosfera. <strong>“Para alcançar a meta do Acordo de Paris, de aquecer o planeta somente até 1,5 grau até o final do século 21, a gente precisa parar de lançar gás de efeito estufa na atmosfera, mas também precisa retirar gás carbônico. A forma mais barata e mais eficiente de conseguir isso é plantando floresta.”</strong></p>
<p>A restauração do bioma também tem papel importante para a adaptação às novas condições climáticas. <strong>“O clima do planeta já está mudando, e, para isso, quanto mais floresta, mais estaremos preparados para nos adaptar aos eventos extremos, evitar as ondas de calor. Ter floresta aumenta o conforto térmico e o equilíbrio das cidades.”</strong></p>
<p>Perto do Pampa, na Região Sul, Guedes Pinto diz que a situação também é preocupante.</p>
<blockquote><p><strong>“Metade do Rio Grande do Sul é Mata Atlântica, a parte do meio para o norte. Os desastres e as enchentes aconteceram nos dois biomas. Toda essa água que chega em Porto Alegre vem dos morros e das regiões serranas do Rio Grande do Sul, que são totalmente Mata Atlântica”</strong>, lembrou Luís Fernando Guedes Pinto.</p></blockquote>
<p>Dados do Atlas mostram que restam somente 10% da Mata Atlântica original no Rio Grande do Sul.</p>
<blockquote><p><strong>“Se tivesse floresta protegendo os rios, as nascentes, as beiras de rio e os morros, a tragédia poderia ter tido impactos muito menores. O desmatamento amplifica o efeito dessa chuva, o potencial dessa tragédia e diminui a resiliência [das cidades]. Quanto mais natureza e floresta, maior a capacidade de resistir aos impactos, de minimizá-los e também de ter mais resiliência para se recuperar após o evento”,</strong> afirmou.</p></blockquote>
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		<title>Desmatamento em Terras Indígenas da Amazônia é o menor desde 2018</title>
		<link>https://emdiaes.com.br/geral/desmatamento-em-terras-indigenas-da-amazonia-e-o-menor-desde-2018/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joao Victor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Apr 2024 10:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Período analisado é de agosto de 2023 a março de 2024</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o calendário do desmatamento, que vai de agosto a março, as terras indígenas da Amazônia tiveram uma redução de 42% na derrubada de floresta no último período analisado, é a menor área desmatada desde 2018.</p>
<p>O dado positivo é divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) na semana do Dia dos Povos Indígenas, comemorado nesta sexta-feira (19 de abril).</p>
<p>De agosto de 2023 a março de 2024, foram desmatados 73 km² de terras indígenas da Amazônia. No período anterior, esse número foi de 125 km². Confira os dados da série histórica durante o calendário de desmatamento:</p>
<p>2024 – 73 km²<br />
2023 – 125 km²<br />
2022 – 137 km²<br />
2021 – 249 km²<br />
2020 – 269 km²<br />
2019 – 89 km²<br />
2018 – 35 km²<br />
2017 – 18 km²<br />
2016 – 19 km²<br />
2015 – 24 km²<br />
2014 – 15 km²<br />
2013 – 62 km²<br />
2012 – 18 km²<br />
2011 – 30 km²<br />
2010 – 23 km²<br />
2009 – 12 km²<br />
2008 – 233 km²<br />
2007 – 77 km²<br />
2006 – 24 km²<br />
2005 – 229 km²</p>
<p><strong>Desmatamento de março em terras indígenas:</strong><br />
Quando se olha para março de 2024, a queda no desmatamento foi de 89% em relação ao mesmo período de 2023, passando de 3,77 km² para 0,42 km². Das sete terras indígenas mais desmatadas, Roraima foi o estado mais afetado.</p>
<p><strong>Derrubada na Amazônia Legal segue em queda:</strong><br />
Considerando toda a área da Amazônia Legal, que engloba nove estados do Brasil, os números para o calendário do desmatamento tiveram uma redução de 60% na derrubada de floresta no último período analisado, é o menor valor da série histórica desde o calendário de 2018.</p>
<p>Entre agosto de 2023 a março de 2024, a região afetada foi de 1.948 km². No período anterior, esse número foi de 4.912 km². Apesar da redução, a área de 1.948 km² ainda equivale a um território maior que a cidade de São Paulo.</p>
<p>Em relação a março de 2024, houve uma diminuição de 64% em relação ao mesmo período de 2023. O que equivale ao 12º mês consecutivo com queda na perda florestal, apresentando 124 km² de desmatamento.</p>
<p>Em relação aos estados, Amazonas, Mato Grosso e Roraima foram os que mais desmataram no terceiro mês do ano, eles tiveram 28%, 26% e 25%, respectivamente, ocupando 79% da devastação em toda a Amazônia Legal, o que representa 98 km², área semelhante à cidade de Vitória, capital do Espírito Santo.</p>
<p>O estado do Pará está na quarta posição do ranking de março de 2024. Apesar disso, o estado tem cinco das dez unidades de conservação mais desmatadas no mês, são elas: APA do Tapajós, APA Triunfo do Xingu, Flona de Saracá-Taquera, Flona Jamanxim e Floresta Estadual do Paru. Juntas elas somam 6,3 km², o que corresponde a 630 campos de futebol de floresta nativa.</p>
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