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	<title>Brasil no Oscar - Em Dia ES</title>
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	<description>Conteúdo relevante para os capixabas.</description>
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	<title>Brasil no Oscar - Em Dia ES</title>
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		<title>Brasil chega ao Oscar 2026 com cinco indicações e reforça nova era global do cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Julieverson]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 13:15:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil no Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Kleber Mendonça Filho]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar 2026 indicados]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Moura Melhor Ator]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com cinco indicações, incluindo a disputa histórica de Wagner Moura como Melhor Ator, o Brasil ganha destaque na 98ª edição do Oscar em meio à crescente presença de produções internacionais em uma indústria ainda dominada por Hollywood</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tapetes vermelhos já não falam apenas o inglês estadunidense. Neste domingo (15), quando as luzes do Dolby Theatre, em Los Angeles, se acenderem para a 98ª edição do Oscar, o mundo verá consolidada uma tendência que vem transformando Hollywood: artistas de fora dos Estados Unidos redefinem o que se entende por protagonismo. Idiomas como coreano, espanhol, francês, alemão e português ganham cada vez mais espaço. O centro criativo do cinema tornou-se múltiplo, e, neste ano, fala português com um sotaque inconfundível.</p>
<p>Desde a vitória histórica de &#8216;Parasita&#8217;, de Bong Joon-ho, como Melhor Filme em 2020, a Academia e a indústria global passaram a reconhecer uma nova lógica: narrativas locais podem conquistar o mundo sem abrir mão de sua identidade cultural. O sucesso de obras como &#8216;Roma&#8217;, de Alfonso Cuarón, e &#8216;Nada de Novo no Front&#8217;, de Edward Berger, reforçou essa mudança e confirmou a diversidade como força do cinema contemporâneo.</p>
<p>Contudo, apesar do avanço de produções internacionais, o Oscar ainda reflete o peso histórico da indústria norte-americana. A maior parte dos indicados nas principais categorias continua vinculada a estúdios dos Estados Unidos, que concentram investimentos, distribuição global e campanhas de premiação. A presença crescente de filmes de outros países indica uma abertura da Academia, mas não altera, por enquanto, a centralidade de Hollywood no sistema cinematográfico mundial.</p>
<p>Mesmo dentro dessa estrutura ainda dominada por Hollywood, alguns países vêm ampliando sua presença na premiação, e o Brasil é um dos exemplos desse movimento recente.</p>
<p><strong>O Brasil no mapa da Academia</strong><br />
A relação do cinema brasileiro com o mercado global e com o Oscar vem de uma longa e pavimentada estrada. Para entender o momento atual, é preciso lembrar das portas abertas por &#8216;O Pagador de Promessas&#8217; (indicado a Melhor Filme Estrangeiro em 1963), &#8216;O Quatrilho&#8217; (1996) e &#8216;O Que É Isso, Companheiro?&#8217; (1998).</p>
<p>O país viveu momentos de comoção global com a histórica indicação de Fernanda Montenegro a Melhor Atriz e de &#8216;Central do Brasil&#8217; a Melhor Filme Estrangeiro em 1999, seguidos pelo estrondoso impacto de &#8216;Cidade de Deus&#8217; (2004), que cravou quatro indicações em categorias técnicas e de direção. Ao longo dos anos, o talento brasileiro diversificou sua presença, marcando território na animação (&#8216;O Menino e o Mundo&#8217;, 2016) e nos documentários (&#8216;Lixo Extraordinário&#8217;, 2011; &#8216;O Sal da Terra&#8217;, 2015; e &#8216;Democracia em Vertigem&#8217;, 2020).</p>
<p>Mais recentemente, no ano passado, o longa &#8216;Ainda Estou Aqui&#8217;, protagonizado por Fernanda Torres, movimentou intensamente a indústria e as campanhas, trazendo a força de um período histórico complexo do Brasil de volta à vitrine do mercado global.</p>
<p>Esse movimento não acontece por acaso. Entre 2015 e 2024, o Brasil realizou 242 obras cinematográficas com coprodução internacional, segundo o estudo Panorama Coproduções Internacionais Brasil 2015‑2024 da ANCINE. Hoje, essas produções representam 10,4% do total de filmes brasileiros destinados à exibição em salas de cinema, provando que o país está ativamente inserido no ecossistema global.</p>
<p>Este ano, o Brasil chega à premiação quebrando recordes e somando cinco indicações no total. O grande destaque é &#8216;O Agente Secreto&#8217;, thriller político dirigido por Kleber Mendonça Filho, que arrematou quatro nomeações, igualando o feito histórico de &#8216;Cidade de Deus&#8217;.</p>
<p><strong>Wagner Moura e o marco inédito para o Brasil</strong><br />
Ambientado no Recife de 1977, durante a ditadura militar, &#8216;O Agente Secreto&#8217; acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário em fuga de um passado misterioso. Aclamado desde sua estreia no Festival de Cannes em 2025, o longa chega à cerimônia com vitórias no Critics Choice Awards e no Globo de Ouro. No Oscar, a obra disputa nas seguintes categorias:</p>
<ul>
<li><strong>Melhor Filme:</strong> Pela segunda vez consecutiva, o Brasil figura na categoria principal da noite.</li>
<li><strong>Melhor Filme Internacional</strong></li>
<li><strong>Melhor Ator (Wagner Moura):</strong> Um momento histórico. Moura é o primeiro ator brasileiro a disputar a estatueta na categoria, juntando-se a Fernanda Montenegro (1999) e Fernanda Torres (2025), que concorreram na versão feminina.</li>
<li><strong>Melhor Direção de Elenco:</strong> A nova categoria da premiação reconhece o brilhante trabalho do diretor de casting brasileiro Gabriel Domingues.</li>
</ul>
<p><strong>Adolpho Veloso e a estética natural</strong><br />
O recorde brasileiro de 2026 não para por aí. O diretor de fotografia paulista Adolpho Veloso disputa a estatueta de Melhor Fotografia por seu trabalho em &#8216;Sonhos de Trem&#8217; (Train Dreams), produção americana distribuída pela Netflix e dirigida por Clint Bentley.</p>
<p>Conhecido por seu estilo autêntico, Veloso rodou o longa com 99% de luz natural no noroeste dos Estados Unidos, evocando de forma poética a vida de um lenhador no início do século 20. A indicação coroa uma trajetória que transita entre o mercado nacional (como a minissérie Mosquito) e clipes pop (como &#8216;Ameianoite&#8217;, de Pabllo Vittar e Gloria Groove), provando que os talentos técnicos do Brasil estão no topo da cadeia global de produção.</p>
<p><strong>A fluência como expansão, não como apagamento</strong><br />
O sucesso de produções não-inglesas trouxe também uma mudança profunda no posicionamento dos artistas. Para Carla D&#8217;Elia, especialista em Business English e fundadora da Save Me Teacher, essa transformação vai muito além da estética ou do roteiro.</p>
<blockquote><p><strong>“Quando artistas como o Wagner Moura no Globo de Ouro, ou mesmo o cantor Bad Bunny no Superbowl, fazem um discurso em inglês mantendo sua identidade cultural, eles mostram que a fluência não é sinônimo de neutralização. O idioma se torna muito mais uma ferramenta de expansão, não de apagamento”</strong>, afirma a especialista.</p></blockquote>
<p>Nomes como Penélope Cruz, Antonio Banderas, Yalitza Aparicio e Sandra Hüller são provas de uma indústria que passou a reconhecer o talento global sem exigir uniformidade. Atores latino-americanos e europeus ocupam hoje produções de grande orçamento, negociam contratos mundiais e estrelam campanhas multilíngues sem precisar esconder seus sotaques.</p>
<p><strong>O idioma como ponte estratégica</strong><br />
Para quem trabalha no mercado do entretenimento, essa mudança cultural afeta diretamente a preparação profissional. Carla D&#8217;Elia destaca que o domínio do idioma, especialmente o inglês voltado para negócios, ganhou um novo contorno.</p>
<blockquote><p><strong>“O Business English, quando inserido no contexto artístico, não é sobre tentar parecer norte-americano. É sobre saber conduzir entrevistas internacionais, negociar contratos, participar de coletivas de imprensa e dialogar com executivos e jornalistas do mundo todo com segurança e clareza”,</strong> pontua.</p></blockquote>
<p>Para o Oscar deste ano, a forte presença de profissionais estrangeiros nos bastidores e nas telas indica que o cinema global trocou o foco nas fronteiras pela conexão de histórias universais. A indústria entendeu que a autenticidade gera identificação e, consequentemente, impulsiona bilheterias, streaming, relevância cultural e lucro.</p>
<blockquote><p><strong>“O talento é local, mas o alcance é global. Quando artistas dominam a comunicação internacional sem abrir mão da própria identidade, eles ampliam as oportunidades e redesenham o mapa do entretenimento”,</strong> conclui Carla.</p></blockquote>
<p><strong>Onde e como assistir ao Oscar 2026</strong><br />
A cerimônia acontece neste domingo<br />
e promete parar a internet com a torcida brasileira. Confira os detalhes da transmissão, que começa a partir das 20h (horário de Brasília):</p>
<ul>
<li><strong>TV Aberta:</strong> TV Globo (após o Fantástico, pelo segundo ano consecutivo). A apresentação será de Maria Beltrão, com comentários de Waldemar Dalenogare, participação de Dira Paes e tradução simultânea de Anna Viana.</li>
<li><strong>TV Fechada: T</strong>NT.</li>
<li><strong>Streaming</strong>: HBO Max e site do g1</li>
</ul>
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