O Programa Mais Médicos completa 13 anos de existência garantindo assistência a aproximadamente 67 milhões de pessoas no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a iniciativa está presente em cerca de 4,5 mil municípios brasileiros e conta com mais de 27 mil profissionais atuando na Atenção Primária à Saúde. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é ampliar o atendimento e alcançar o número de 28 mil médicos integrados ao programa até o ano de 2027.
Dos municípios atendidos pela política pública, cerca de 1,7 mil apresentam altos índices de vulnerabilidade social. A atuação dos profissionais busca fortalecer as equipes de Saúde da Família e reduzir os vazios assistenciais, com foco em melhorar os indicadores de saúde em territórios vulneráveis. A dinâmica do programa visa consolidar a Atenção Primária como a principal porta de entrada do SUS, permitindo que os cidadãos tenham acesso ao atendimento médico mais perto de suas residências e fortalecendo os vínculos com os profissionais de saúde.
Fortalecimento da atenção primária e impacto social
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apontou que a estratégia transformou o modelo de assistência nas regiões mais vulneráveis do país. “Treze anos depois, o Mais Médicos continua contando a história de um Brasil que se recusou a abandonar seu povo. Cada médico presente em uma comunidade remota, em uma periferia ou em um territory indígena representa mais do que atendimento: representa respeito, cidadania e a garantia de que nenhuma vida vale menos por causa do lugar onde nasceu”, declarou o ministro.
Padilha também destacou a consolidação do programa como uma referência internacional no setor público. “Consolidado como uma das mais importantes políticas públicas do país e referência internacional, o programa levou esperança para onde antes havia ausência e transformou o direito à saúde em realidade para milhões de brasileiros”, completou.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, avaliou as transformações geradas na vida da população ao longo do período de execução do programa. “Comemorar os 13 anos do Mais Médicos é celebrar uma política pública que mudou a realidade de milhões de brasileiros. O programa mostrou que, quando o Estado chega aonde as pessoas mais precisam, é possível reduzir desigualdades, fortalecer o SUS e garantir cuidado com dignidade. Cada profissional formado, cada equipe fortalecida e cada comunidade atendida reafirmam que investir na Atenção Primária é investir em um Brasil mais justo, saudável e humano”, afirmou Proenço.
Encontro nacional e lançamento de registros históricos
Como parte das atividades de celebração da trajetória de 13 anos, o Ministério da Saúde promoveu, no dia 8 de junho, em Brasília (DF), um encontro nacional. O evento reuniu profissionais, gestores, pesquisadores, instituições de ensino e representantes de organismos internacionais com a finalidade de debater os resultados obtidos, compartilhar experiências práticas e projetar as diretrizes futuras para o provimento de médicos no Brasil.
Durante a agenda na capital federal, foram lançados o livro “Caminhos Mais Médicos: Experiências Transformadoras na Atenção Primária à Saúde” e uma exposição fotográfica homônima. As produções retratam a história do programa por meio de relatos reais baseados no cotidiano dos territórios atendidos.
A obra reúne dez experiências consideradas emblemáticas em diferentes regiões do país, retratando o impacto das ações desde áreas remotas da Amazônia até o trabalho desenvolvido junto a populações quilombolas, ribeirinhas e do semiárido brasileiro. A exposição fotográfica complementa a publicação com registros que expõem a diversidade de cenários, de profissionais e de populações integradas ao programa.
De acordo com o secretário Felipe Proenço, o livro e o acervo de fotos cumprem o papel de registrar o impacto que ultrapassa os dados estatísticos. “Esta exposição e este livro traduzem aquilo que muitas vezes os números não conseguem mostrar: histórias de vida transformadas pelo cuidado. Cada fotografia e cada relato revelam a presença do SUS nos territórios, o compromisso dos profissionais com as comunidades e o impacto do Mais Médicos na construção de uma saúde mais próxima, humana e acessível para a população brasileira”, concluiu.


















