Saúde

Com 13 milhões de casos nas Américas, OMS vincula avanço da dengue às mudanças climáticas

09 abr 2026 - 14:55

Redação Em Dia ES - com Agência Brasil

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Durante cúpula na França, diretor da organização destaca recorde de mortes nas Américas em 2024 e defende resposta global integrada para conter o avanço de doenças tropicais
As declarações foram dadas durante a Cúpula Uma Só Saúde, em Lyon, França. Foto: Divulgação/Fiocruz

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta sobre a necessidade de uma resposta global de saúde frente aos desafios causados pelas mudanças climáticas, que levam a um aumento da incidência de dengue e outras arboviroses.

Segundo o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – (braço da OMS), Jarbas Barbosa, em 2024, as Américas registraram mais de 13 milhões de casos de dengue com mais de 8,4 mil mortes.

“A dengue não é mais apenas uma doença tropical, mas um forte indicador global da relação entre mudança climática e as arboviroses provando que a saúde humana não pode ser separada da saúde do meio ambiente e dos sistemas em que se vive”, diz.

De acordo com o diretor da Opas, as Nações Unidas tem atuado de forma regional nas Américas com o objetivo de antecipar riscos e integrar a vigilância entre os países, viabilizando o acesso a vacinas por meio do Fundos Rotativos Regionais.

Barbosa também destacou a parceria com instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Rede Pasteur, além da formação de milhares de profissionais em diagnóstico e manejo clínico da dengue, por meio do Campus Virtual de Saúde Pública da Opas.

Cúpula
As declarações foram dadas durante a Cúpula Uma Só Saúde, em Lyon, França, na última terça-feira (7). A iniciativa, organizada pelo governo francês a frente do G7 (grupo das sete maiores economias do mundo), reúne esforços globais para rever as estruturas institucionais de saúde.

No centro do debate está o conceito de Saúde Única, que destaca a interdependência entre a saúde humana, do meio ambiente e seus elementos naturais como animais e ecossistemas.

No encontro são debatidos temas relacionados aos principais fatores que contribuem para doenças infecciosas e não transmissíveis, como transmissores e vetores, exposição a poluição, sistemas alimentares sustentáveis e resistência de bactérias, vírus, fungos, parasitas aos tratamentos existentes.

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Atualizado: 09/04/2026 18:20

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