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Escritório brasileiro processa o Washington Post por reportagem com 67 trechos inverídicos

28 jul 2025 - 17:57

Redação Em Dia ES

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A petição inicial inclui um depoimento considerado chave, que indica possível manipulação dos fatos. As ações movidas pelo escritório não pedem censura ou restrição à liberdade de expressão, mas sim responsabilidade: o compromisso com a verdade, com a checagem dos fatos e com o contraditório, sobretudo em temas delicados como regularização fundiária, direitos indígenas e meio ambiente


O escritório Lopes Pimenta Advocacia ingressou com uma ação judicial no Brasil contra o jornal The Washington Post, representando a gigante americana do mercado de Crédito de Carbono, Agfor LLC. O processo questiona uma reportagem publicada em 2024 que, segundo a ação, apresenta 67 trechos inverídicos.

Antes de levar o caso ao Judiciário, o advogado Leonardo Lopes Pimenta notificou extrajudicialmente o jornal norte-americano, apontando as irregularidades e solicitando retratação. O pedido foi ignorado.

À frente da defesa está o escritório Lopes Pimenta Advocacia, com sede no Espírito Santo, que assumiu o caso com uma abordagem jurídica estratégica, técnica e propositiva. A atuação inclui ações indenizatórias contra canais de comunicação como The Washington Post, Sumaúma e O Liberal, com base em abusos no exercício do direito de informar, especialmente quando este ultrapassa os limites constitucionais da liberdade de imprensa.

A petição inicial inclui um depoimento considerado chave, que indica possível manipulação dos fatos por parte do repórter T. Maccoy, o que compromete seriamente a credibilidade da matéria.

As ações movidas pelo escritório não pedem censura ou restrição à liberdade de expressão, mas sim responsabilidade: o compromisso com a verdade, com a checagem dos fatos e com o contraditório, sobretudo em temas delicados como regularização fundiária, direitos indígenas e meio ambiente. Para isso, a equipe jurídica reuniu farta documentação, inclusive relatórios internacionais traduzidos na íntegra, e baseou seus pedidos em precedentes sólidos, como o Tema 995 do STF e o REsp 1.814.268/DF, julgado pelo STJ, que reafirmam a possibilidade de reparação por danos morais mesmo quando os abusos ocorrem sob o pretexto da atividade jornalística.

A AGFOR atua com projetos de REDD+, um mecanismo reconhecido internacionalmente para a redução de emissões por desmatamento e degradação florestal, com geração de créditos de carbono. Parte fundamental desses projetos envolve parcerias com comunidades tradicionais e povos originários da Amazônia, promovendo não apenas a preservação ambiental, mas também benefícios sociais de longo prazo.

“O Brasil ocupa posição estratégica no debate climático global. Quando uma empresa que atua com base em mecanismos internacionais de proteção ambiental é atacada injustamente, isso repercute não apenas na reputação dos envolvidos, mas também na credibilidade do próprio país em atrair investimentos sustentáveis”, afirma o advogado Leonardo Lopes, Pimenta sócio do escritório e responsável pela condução técnica e articulações internacionais do caso.

Pimenta destaca ainda que os impactos já ultrapassam as fronteiras brasileiras, com reflexos em fóruns ambientais e instituições ligadas ao mercado global de carbono.

“A repercussão internacional é inevitável, especialmente quando se trata da Amazônia. O Judiciário brasileiro tem aqui a oportunidade de reafirmar o equilíbrio entre liberdade de imprensa e responsabilidade, protegendo não apenas os direitos individuais, mas também a integridade de projetos que têm relevância global.”

A atuação do escritório Lopes Pimenta Advocacia tem chamado atenção pela robustez técnica, pela construção estratégica das peças processuais e pela sensibilidade com que articula os diversos aspectos do caso: jurídico, ambiental, institucional e humano. Mais do que um litígio empresarial, o que se desenha é uma discussão sobre os limites da imprensa, a responsabilidade nas narrativas e o futuro da proteção ambiental com participação da iniciativa privada.

Ao reunir fundamentos constitucionais, provas documentais e jurisprudência recente, o escritório consolida sua posição como referência em litígios estratégicos de alta complexidade, especialmente nas áreas de direito empresarial, ambiental e internacional, com atuação firme na defesa da reputação de empresas e profissionais diante de crises públicas e institucionais.

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Atualizado: 28/07/2025 18:01

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