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“Tomaremos todas as medidas cabíveis”, diz Lula após tarifaço de Trump

03 abr 2025 - 14:52

Redação Em Dia ES

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Governo dos EUA anunciou ontem (2) a implementação de novas tarifas sobre produtos importados
O governo dos EUA anunciou ontem (2) a implementação de novas tarifas sobre produtos importados para diversos países. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), respondeu, nesta quinta-feira (3), às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (2). O chefe do Executivo afirmou que o governo brasileiro tomará “todas as medidas cabíveis” para defender empresas e trabalhadores.

“Diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa aos produtos brasileiros, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e nossos trabalhadores brasileiros. Tendo como referência a lei da reciprocidade econômica aprovada ontem pelo Congresso Nacional e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio”, disse Lula durante um evento realizado nesta manhã para apresentar um balanço das ações do governo desde o início do terceiro mandato do petista.

O governo dos Estados Unidos anunciou ontem (2) a implementação de novas tarifas sobre produtos importados para diversos países, incluindo o Brasil, que terá taxação de 10% sobre seus produtos. Contudo, a tarifa média ainda será maior do que a vigente, com risco de impactar nos preços brasileiros.

O projeto de lei da reciprocidade, citado por Lula e aprovado pelo Senado na terça-feira (1º) e pela Câmara dos Deputados, na quarta-feira (2), busca contornar possíveis sobretaxas de outros países, em especial para produtos do setor do agronegócio.

A proposta, que aguarda sanção do presidente, estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade.

Lula ainda defendeu que o Brasil é “um país que não tolera ameaça à democracia, que não abre mão da sua soberania, que não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a verde e amarela”.

“Que fala de igual para igual e respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos. Mas que exige reciprocidade no tratamento. Defendemos o multilateralismo e o livre comércio e responderemos a qualquer tentativa de impor o protecionismo que não cabe mais hoje no mundo”, acrescentou.

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