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Quaest: 60% dos capixabas avaliam governo de Renato Casagrande como positivo

05 maio 2026 - 09:45

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Pesquisa Quaest mapeia cenário eleitoral capixaba para 2026, indicando preferência majoritária por candidatos de direita e divisão na disputa pelo Palácio Anchieta entre Hartung, Pazolini e Ferraço
Flávio Bolsonaro e Lula empatam no ES em corrida presidencial e aprovação de Casagrande atinge 77%. Foto: Hélio Filho

A corrida eleitoral para as Eleições de 2026 no Espírito Santo inicia com um cenário de empate técnico na preferência presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de um alto índice de avaliação positiva da gestão do ex-mandatário Renato Casagrande (PSB). O levantamento, realizado pelo instituto Quaest entre 25 e 28 de abril e encomendado pela Rede Gazeta, ouviu 804 eleitores capixabas para definir as intenções de voto para a presidência e para o governo estadual, medindo também o nível de conhecimento, a rejeição dos possíveis candidatos e a identificação ideológica no Estado.

Avaliação do governo Casagrande
A gestão de Renato Casagrande (PSB), que renunciou ao cargo no início de abril para disputar uma vaga no Senado, é avaliada positivamente por 60% dos eleitores (soma de ótimo e bom). Outros 28% consideram a administração regular, e 7% têm percepção negativa (ruim e péssima). O índice de eleitores que não sabem ou não responderam é de 5%. Com a saída de Casagrande, o vice Ricardo Ferraço (MDB) assumiu o comando do Executivo e é um dos pré-candidatos ao governo.

O índice geral de aprovação do governo Casagrande atinge 77%, enquanto a desaprovação é de 18%. O melhor desempenho da administração encontra-se entre as mulheres (80%), entre eleitores com ensino superior (87%) e na faixa de renda de até dois salários mínimos (79%). Em todos os estratos analisados pela pesquisa, a aprovação manteve-se superior a 73%.

Disputa pelo Palácio Anchieta
Na análise do potencial de voto para o governo do Espírito Santo, os eleitores foram apresentados a cinco nomes. A pesquisa segmentou os dados por renda, faixa etária, escolaridade e gênero:

  • Renda superior a R$ 8,1 mil (mais de cinco salários): O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) tem potencial de voto de 50%, seguido por Ricardo Ferraço, com 49%.
  • Renda de dois a cinco salários: O ex-governador Paulo Hartung (PSD) lidera com 42%, seguido por Magno Malta (PL) com 34%, Ferraço (33%) e Pazolini (29%), os três últimos em empate técnico.
  • Renda até dois salários (R$ 3.242): Paulo Hartung obtém o maior potencial de voto, com 47%. É neste grupo também que o deputado federal Helder Salomão (PT) apresenta seu maior índice de desconhecimento: 62% afirmam não o conhecer.

No recorte de gênero, Hartung concentra a preferência do eleitorado feminino, enquanto os demais possíveis candidatos são a principal opção entre os homens. Em relação à faixa etária, Hartung e Ferraço lideram entre eleitores com 60 anos ou mais (46% cada). Entre os jovens de 16 a 34 anos, a preferência é dividida entre Hartung (30%), Magno Malta (29%) e Pazolini (28%). Entre os que possuem ensino superior, Pazolini (52%), Ferraço (51%) e Hartung (50%) apresentam empate técnico.

Índice de rejeição
A sondagem mediu a rejeição aos possíveis candidatos, sem o recorte de renda. O senador Magno Malta lidera o índice de eleitores que afirmam que não votariam nele:

Magno Malta (PL): 46%
Paulo Hartung (PSD): 36%
Helder Salomão (PT): 33%
Ricardo Ferraço (MDB): 31%
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 23%
Nota: Hartung, Salomão e Ferraço estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Polarização na corrida presidencial
A disputa pela Presidência da República no Estado reflete a polarização nacional. No cenário estimulado principal, há empate técnico:

Flávio Bolsonaro (PL): 33%
Lula (PT): 29%
Romeu Zema (Novo): 4%
Ciro Gomes (PSDB): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Augusto Cury (Avante): 1%
Renan Santos (Missão): 1%
Samara Martins (UP): 1%

Os candidatos Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Aldo Rebelo (DC) foram citados, mas registraram 0%. Votos brancos e nulos totalizam 11%, e indecisos (não sabem/não responderam) somam 15%.

Cenário II (sem Ciro Gomes):
Flávio Bolsonaro oscila para 35%, e Lula para 31%. Zema registra 3%; Renan Santos, 2%; e Cury, Caiado e Samara marcam 1% cada. Os demais não pontuaram. Indecisos chegam a 16%, enquanto brancos, nulos ou abstenções representam 10%.

Simulação de 2º Turno:
Em um eventual confronto direto, Flávio Bolsonaro lidera com 44% das intenções de voto contra 35% de Lula. Indecisos representam 8%, e eleitores que votariam em branco, nulo ou não compareceriam somam 13%.

Identificação ideológica do eleitorado
A pesquisa identificou que 30% dos capixabas se declaram independentes. Ao agrupar os espectros políticos, os eleitores que se identificam com a direita representam a maioria no Estado, somando 40% (24% “direita não bolsonarista” e 16% “bolsonaristas”).

O campo da esquerda reúne 25% do eleitorado (14% “lulistas” e 11% “esquerda não lulista”). Apesar das posições declaradas, o estudo aponta que a maioria dos entrevistados ainda não sabe identificar quais candidatos locais contam com o apoio formal de Lula, de Bolsonaro ou de Renato Casagrande.

Metodologia
O levantamento da Quaest, contratado por A Gazeta, realizou 804 entrevistas pessoais por amostragem entre os dias 25 e 28 de abril, respeitando proporções de idade, sexo, raça/cor, instrução e atividade econômica. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) sob o protocolo ES-03176/2026.

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Atualizado: 05/05/2026 10:09

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