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Flávio Bolsonaro lidera disputa presidencial contra Lula no Espírito Santo, diz pesquisa

17 mar 2026 - 08:00

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Levantamento do instituto Real Time Big Data indica vantagem do senador em três simulações de primeiro turno; atual presidente tem a maior taxa de rejeição no estado
Flávio Bolsonaro lidera disputa presidencial contra Lula no Espírito Santo, diz pesquisa. Foto: Lula Marques e Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera as intenções de voto para a Presidência da República no Espírito Santo nas eleições de 2026, com uma margem acirrada sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A constatação é de uma pesquisa realizada pelo instituto Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (16). O levantamento, que entrevistou 2.000 eleitores capixabas entre os dias 13 e 14 de março de 2026, tem como objetivo mapear o cenário eleitoral no estado e avaliou as intenções de voto no primeiro turno, os índices de rejeição dos pré-candidatos e a aprovação do atual governo federal.

Cenários estimulados de primeiro turno
A pesquisa simulou três cenários de primeiro turno, alterando os possíveis candidatos do PSD (Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado). Nos três recortes, a diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula fica entre 5 e 6 pontos percentuais no valor absoluto, garantindo a dianteira do senador no limite da margem de erro.

Cenário 1
Flávio Bolsonaro (PL): 38%
Lula (PT): 33%
Ratinho Jr. (PSD): 6%
Romeu Zema (Novo): 6%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Renan Santos (Missão): 1%
Nulo/Branco: 7%
Não sabe ou não respondeu: 8%

Cenário 2
Flávio Bolsonaro (PL): 40%
Lula (PT): 34%
Romeu Zema (Novo): 6%
Eduardo Leite (PSD): 3%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Renan Santos (Missão): 1%
Nulo/Branco: 7%
Não sabe ou não respondeu: 8%

Cenário 3
Flávio Bolsonaro (PL): 40%
Lula (PT): 34%
Romeu Zema (Novo): 6%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Renan Santos (Missão): 1%
Nulo/Branco: 7%
Não sabe ou não respondeu: 9%

Pesquisa espontânea
O instituto também avaliou o cenário espontâneo, no qual o eleitor indica seu candidato sem o auxílio de uma lista prévia. Neste modelo, o alto índice de indecisão é o destaque: metade dos entrevistados (50%) não soube ou não respondeu.

Entre os nomes citados espontaneamente, Lula lidera com 20% das menções, seguido por Flávio Bolsonaro, com 13%. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que a própria pesquisa informa estar inelegível, aparece com 4%. Ratinho Jr., Romeu Zema e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), marcam 1% cada. Outros nomes somam 2%, e os votos nulos e brancos representam 8%.

Índices de rejeição
Ao medir a aversão do eleitorado capixaba aos possíveis candidatos, o levantamento aponta que o presidente Lula é a opção mais rejeitada. Para 54% dos eleitores do Espírito Santo, o petista é um candidato inviável para 2026. Flávio Bolsonaro aparece na segunda posição, sendo descartado por 45% do eleitorado.

O ranking de rejeição segue com:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 33%
  • Ratinho Júnior (PSD): 28%
  • Romeu Zema (Novo): 27%
  • Aldo Rebelo (DC): 26%
  • Eduardo Leite (PSD): 22%
  • Renan Santos (Missão): 20%

Apenas 2% afirmaram que poderiam votar em todos os nomes apresentados, e 5% não souberam ou não responderam.

Avaliação do governo federal no ES
A pesquisa aferiu, ainda, a percepção dos capixabas sobre a atual gestão federal. Os dados revelam que 56% dos eleitores desaprovam o desempenho do presidente Lula, contra 38% que o aprovam e 6% que não souberam opinar.

Na avaliação específica da administração, 39% a classificam como “ruim” ou “péssima”, enquanto 35% a consideram “regular”. O governo é visto como “ótimo” ou “bom” por 24% dos entrevistados, e 2% não souberam responder.

Metodologia
O levantamento do instituto Real Time Big Data foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09011/2026. Foram realizadas 2.000 entrevistas no Espírito Santo entre os dias 13 e 14 de março de 2026 (os veículos de comunicação que divulgaram a pesquisa divergem, relatando que a coleta ocorreu de forma presencial e/ou por telefone). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A sondagem teve um custo de R$ 80.000, pago com recursos do próprio instituto.

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Atualizado: 17/03/2026 10:54

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