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CGU e PF apura desvios de recursos públicos da saúde no Espírito Santo

03 abr 2025 - 15:30

Redação Em Dia ES

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Operação Salvares apura esquema em hospital público, envolvendo pagamento de propina a servidor
Operação Salvares consiste no cumprimento de 6 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas físicas e jurídicas. Foto: Divulgação/GOV.BR

A Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal realizam, nesta quinta-feira (3), a Operação Salvares, com o objetivo de recolher provas adicionais que comprovem a atuação de um grupo investigado por pagamento de propina no Espírito Santo.

Os envolvidos responderão pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros crimes em apuração.

Investigações
As investigações foram iniciadas a partir da análise do material apreendido na Operação Anomia, realizada em 13 de fevereiro, sendo revelado que os crimes praticados pelo grupo empresarial não se restringiam a hospital público em Vitória, no Espírito Santo, mas também em outra unidade de saúde do Estado, na cidade de São Mateus/ES.

A investigação aponta que empresários pagaram propina a servidora do hospital público de São Mateus, da ordem de 6% dos empenhos, em troca de favorecimentos na unidade.

Análises iniciais revelam a potencial prática de crimes contra administração pública, o que será confirmado e ampliado com a avaliação do material da operação, assim como dos contratos do grupo empresarial com o hospital.

As investigações contribuirão não só para interromper a atividade lesiva ao patrimônio público, como também para identificar fraudes que comprometam a eficiência do atendimento à população do Espírito Santo, além de permitir apresentar melhorias gerais para a política pública de saúde.

Diligências
A Operação Salvares consiste no cumprimento de 6 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas físicas e jurídicas nos municípios de Vila Velha/ES, São Mateus/ES e Rio de Janeiro/RJ.

O trabalho conta com a participação de auditores da CGU e de policiais federais.

A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias. Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico. A denúncia pode ser anônima, para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.

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Atualizado: 03/04/2025 16:05

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