Várias ações relacionadas ao meio ambiente foram apresentadas durante a posse do novo secretário, Felipe Rigoni. Entre os projetos, está a 1ª versão do Plano Estadual de Descarbonização e Neutralização das Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Espírito Santo.
Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) e executado por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Governo do Estado do Espírito Santo, o Plano apresenta um diagnóstico da situação atual do Estado, incluindo a atualização e as análises do inventário de emissões existente, além de vocações, potencialidades, limitações e características socioeconômicas do Estado.
O Plano ainda aponta caminhos tecnológicos a serem empregados, incluindo a visão dos stakeholders envolvidos, com o objetivo em comum de atingir as metas de neutralização de emissões de GEE. São ações estratégicas que servirão para o cumprimento de metas acordadas pelo Estado com campanhas ambientais internacionais, como o “Race to Zero” (Corrida para o Zero) e o “Race to Resilience” (Corrida para a Resiliência), da Organização das Nações Unidas (ONU).
Manifesto de Transporte de Resíduos Sólidos e Iema Digital
No mesmo evento, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) lançou o Sistema Estadual On-line de Manifesto de Transporte de Resíduos Sólidos (Sistema MTR-ES). A ferramenta vai permitir ao órgão ambiental acompanhar, em tempo real, todas as etapas da cadeia de resíduos sólidos no Estado, incluindo a geração, o armazenamento, o transporte, o tratamento e a disposição final, mesmo quando a origem ou o destino dos resíduos for fora do território capixaba.
Mais tecnologia no monitoramento hidrológico
A Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) anunciou algumas ações na área de tecnologia que vão permitir aperfeiçoar e ampliar o monitoramento hidrológico, as fiscalizações de segurança de barragens e a agilidade nos processos de requerimentos de outorga de águas superficiais e subterrânea.
Entre as ações, está o desenvolvimento de um sistema de gestão de recursos hídricos que vai dar mais agilidade aos serviços oferecidos pela Agência. Também foi anunciado o uso de equipamentos como drones, que vão captar imagens aéreas, possibilitando mapeamento e fiscalização mais amplos e eficazes das áreas.
A Agerh também vai aumentar a velocidade de precisão das informações da Plataforma de Índice de Qualidade da Água (IQA), que disponibiliza um mapa com a localização de 100 pontos de monitoramento com as informações da qualidade da água, bem como o Sistema de Alerta do Rio Itapemirim (SARI), tem o objetivo de monitorar e também fazer previsões sobre as vazões do rio, possibilitando alertar a Defesa Civil e demais órgãos sobre os riscos de inundação.