As emissões da Carteira de Identidade Nacional (CIN) alcançaram a marca de 45 milhões em todo o país nesta quarta-feira (4). O novo documento, que substitui o antigo RG, estabelece um número único de identificação válido para todo o território brasileiro e incorpora tecnologias como o QR Code para aumentar a precisão na identificação e reduzir riscos de fraude.
A implementação da nova identidade é coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) em parceria com os institutos de identificação estaduais. Segundo o secretário de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas, o crescimento no número de emissões é resultado do trabalho conjunto com os estados, responsáveis diretos pela expedição.
“Desde a nossa chegada ao governo, estamos trabalhando em conjunto com os estados para ampliar a expedição da nova carteira”, afirmou Mascarenhas. O secretário destacou a evolução do processo nos últimos anos: “Em três anos, conseguimos elevar o número de CINs de menos de 100 mil para 45 milhões”.
Segurança e integração de dados
A CIN foi desenvolvida para simplificar o acesso da população aos serviços públicos federais e benefícios sociais, utilizando os dados do documento como base de identificação em políticas públicas. Além do número único, a carteira permite a inclusão de diversos outros documentos e informações de saúde, centralizando os dados do cidadão.
Entre as informações que podem ser inseridas no novo documento estão:
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- Título de eleitor;
- Carteira de trabalho;
- Cartão SUS;
- Certificado de dispensa militar;
- Tipo sanguíneo;
- Opção por doação de órgãos.
A analista de laboratório Letícia Aderaldo, de 27 anos, faz parte do contingente de brasileiros que já aderiram ao novo modelo. Ela solicitou a CIN no início de 2025, após ter seu antigo RG roubado em João Pessoa, antes de se mudar para o Distrito Federal. A necessidade de se inscrever em concursos públicos e buscar vagas na iniciativa privada motivou a atualização do documento.
“Depois disso [do roubo], fiquei usando uma bem antiga, a CNH e, caso precisasse, usaria o boletim de ocorrência”, explicou Letícia. A analista relatou que o atendimento foi rápido, embora não tenha incluído todos os documentos opcionais no momento da emissão. Ela destaca a segurança do novo modelo: “Agora ando com a identidade de papel por garantia, mas também tenho a digital salva no celular por segurança”.
Versão digital e acesso ao GOV.BR
Uma das principais funcionalidades da CIN é a sua versão digital. Após o recebimento do documento impresso, o cidadão pode baixar a versão eletrônica através do aplicativo GOV.BR. O formato digital possui validade legal e visa facilitar a identificação em viagens e outras situações cotidianas.
A utilização da nova carteira também eleva o nível de segurança da conta do usuário na plataforma do governo federal, facilitando o acesso ao nível “Ouro”. Atualmente, o GOV.BR conta com mais de 173 milhões de usuários e oferece acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais, além de mais de oito mil serviços estaduais e municipais.
Como emitir o documento
A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita para todos os cidadãos. Para solicitar o documento, é necessário realizar o agendamento através do site oficial do governo federal.
O interessado deve acessar o endereço gov.br/identidade e programar a expedição no instituto de identificação do seu estado.


















