Você pensa que violência contra a mulher é só um tapa na cara, um empurrão, um soco? Não. Eu quero falar para você sobre vários tipos de violências que todos os dias as mulheres são acometidas dentro dos seus lares.
Essa é a violência de não poder falar o que pensa, de ter não ter liberdade e sempre ficar responsável por tudo. E, ainda pior, de ser sempre responsabilizada caso algo dê errado.
Mulher, é para você que estou falando: até quando vai fechar seus olhos para o que é violência dentro do ser lar? Até quando vai achar que ele gritar com você não é violência? Até quando você vai pensar que não é violência quando ele olha para você e diz: “você vai sair com essa roupa? Isso não é roupa de mulher casada sair!”, até quando?. Isso é violência!
A violência contra a mulher está disfarçada. Muitas dizem “Ah, é ciúme, mas não é doentio”. Será? Você já parou pra fazer essa reflexão? A violência contra a mulher está presente na maioria dos lares, mas muitas vezes a mulher tem orgulho e não consegue assumir que realmente está sendo vítima de violência. Eu, por exemplo, já vi em festas homem segurar a mulher pelos braços e sacudir. Você também já viu cena assim? Isso é violência física, além de moral. Palavras gosseiras de forma pública também são violência. “Eu estou falando, cale a boca!” e logo em seguida nem sabemos mais o que pode ocorrer.
Nós mulheres temos que exigir falas normais. Temos ouvido também para ouvirmos em voz baixa, falando com educação. Mas, infelizmente, ainda temos muitas mulheres passando por tais constrangimentos, porém apontando o dedo em tom de julgamento, dizendo “eu nunca apanhei do meu marido”, enquanto taxa sem qualquer sororidade uma outra mulher.
Muitas vezes, por timidez, orgulho ou simples falta de informação, aceita situações humilhantes, degradantes. São chamadas pelo marido de burra, lixo, “você não presta pra nada” e nada fazem. “Quando você vai fazer uma coisa direito?”, escutam. Isso é violência!
É por isso que eu quero convidar você a dar um basta nisso. Assuma sua identidade. Não permita que ninguém aja com violência contra você. E se essa pessoa for seu companheiro ou companheira, não permita. Seja uma mulher de identidade, levante a cabeça e enfrente a situação, mesmo que precise de ajuda para isso. Porque, só assim, você vai conseguir viver os relacionamentos da maneira que você merece.