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PIB do Brasil cresce 0,1% no 3° trimestre de 2023, diz IBGE

05 dez 2023 - 09:45

Redação Em Dia ES

Com G1

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Economia brasileira passa por desaceleração, já que o resultado vem depois de uma alta de 1% no segundo trimestre deste ano
Em relação ao mesmo trimestre de 2022, o PIB brasileiro teve alta de 2%. Foto: CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,1% no 3º trimestre de 2023, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (5).

A economia brasileira passa por um processo de desaceleração, já que o saldo vem depois de a atividade econômica brasileira crescer 1% no segundo trimestre. Em relação ao mesmo trimestre de 2022, o PIB brasileiro teve alta de 2%.

Este é o terceiro resultado positivo consecutivo do indicador em bases trimestrais, já que o IBGE revisou os números do 4º trimestre de 2022 para uma queda de 0,1%.

Já na janela anual, a alta acumulada em quatro trimestres é de 3,1%. E, no acumulado dos nove meses de 2023, o ganho foi de 3,2% contra o mesmo período do ano passado.

Grande destaque do primeiro semestre, a Agropecuária teve recuo de 3,3% neste trimestre por conta da saída da colheita da base de comparação. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, contudo, acumula alta de 8,8%.

Os serviços, setor mais importante da economia brasileira, voltou a subir 0,6% no trimestre. A alta em relação ao mesmo período de 2022 é de 1,8%.

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 2,741 trilhões. Foram R$ 2,387 trilhões vindos de Valor Adicionado (VA) a preços básicos, e outros R$ 353,8 bilhões de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

Principais destaques do PIB no 3º trimestre:

  • Serviços: 0,6%
  • Indústria: 0,6%
  • Agropecuária: -3,3%
  • Consumo das famílias: 1,1%
  • Consumo do governo: 0,5%
  • Investimentos: -2,5%
  • Exportações: 3%
  • Importação: -2,1%

Revisão de resultados
No terceiro trimestre, o IBGE costuma realizar revisões de resultados anteriores do PIB do país. Foram revistos os números de todos os trimestres do ano de 2022, além dos dois primeiros trimestres de 2023.

A principal revisão foi uma queda menor da Agropecuária em 2022. O recuo passou de 1,7% para 1,1%. A mudança de base também altera os resultados em 2023, já que a base de comparação muda.

Assim, o setor passou de um crescimento de 18,8% para 22,9% no primeiro trimestre, e de 17% para 20,9% no segundo.

Serviços continuam fortes
O terceiro trimestre de 2023 fica marcado por uma desaceleração mais clara da economia, que vinha de dois trimestres crescendo na casa de 1%. O resultado mais marcante é o da Agropecuária, com queda de 3,3%.

O resultado é influenciado pela saída da supersafra de soja do 1º semestre. Tanto que ainda há alta de 8,8% em relação ao mesmo trimestre de 2022. Além do agro, a Construção também sofre queda de 3,8%.

Na ponta oposta, os serviços continuaram a trajetória de crescimento, com alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior. Contra o mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,8%. O setor chega ao maior patamar da série histórica e 8% acima do pré-pandemia.

O IBGE destaca que seis das sete atividades analisadas registraram crescimento neste trimestre.

Os maiores aumentos percentuais vieram das atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,3%) e as imobiliárias (1,3%). Destaque também para Informação e comunicação (1%).

Também subiram outras atividades de serviços (0,5%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) e comércio (0,3%). Quem teve queda foi o setor de transporte, armazenagem e correio (-0,9%), atividade ligada também aos fretes da Agropecuária.

Investimento cai, consumo das famílias sobe
Na ótica da demanda houve recuo importante nos Investimentos, que caíram 2,5%. Em entrevista ao g1, a economista Juliana Trece, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), indica que a ação dos juros foi determinante para o resultado.

As taxas mais altas, somadas às indefinições da agenda econômica do governo, foram freios na decisão de investimentos de empresários e trouxeram impacto ao setor. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a queda é ainda mais acentuada, de 6,8%.

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Atualizado 10 dez 2023 - 23:00

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