economia

Crédito do Trabalhador libera mais de R$ 100 bilhões em empréstimos em menos de um ano

16 jan 2026 - 09:30

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Iniciativa registra mais de 17 milhões de contratos desde março de 2025 e oferece taxa média de 3,2% ao mês, visando substituir dívidas mais onerosas como o rotativo do cartão e cheque especial
Programa federal de empréstimos supera R$ 101 bilhões e beneficia 8,5 milhões de trabalhadores. Foto: Gabriel Queiroz/Getty Images Pro

O programa Crédito do Trabalhador ultrapassou, nesta quinta-feira (15), a marca de R$ 101 bilhões em volume de empréstimos consignados concedidos. Desde o lançamento da iniciativa, em 21 de março de 2025, foram firmados 17.044.391 contratos, o que permitiu o acesso ao crédito com juros reduzidos para 8.522.626 trabalhadores com carteira assinada em todo o território nacional.

De acordo com os dados divulgados pela Agência Gov via Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o valor médio das operações de crédito realizadas é de R$ 11.895,36. As parcelas mensais giram em torno de R$ 245,90, com uma taxa média de juros praticada pelo programa estabelecida em 3,2% ao mês.

Evolução e perfil dos tomadores
O levantamento aponta um crescimento contínuo na concessão de valores. Em agosto de 2025, o total acumulado era de R$ 31,8 bilhões, saltando para R$ 61 bilhões no mês seguinte, setembro. Além do aumento no volume financeiro e no número de operações, o ministério registrou uma redução nas taxas de juros aplicadas.

Uma parcela significativa dos recursos foi destinada a trabalhadores com renda de até quatro salários mínimos. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a medida atende especialmente faixas de renda que enfrentavam dificuldades de acesso ao sistema bancário tradicional.

“O programa é um sucesso. Ele democratizou o acesso ao crédito e passou a atender trabalhadores e trabalhadoras que recebem um ou dois salários mínimos, que antes estavam excluídos desse mercado”, afirmou Marinho.

Combate aos juros elevados
A proposta central do Crédito do Trabalhador é permitir a substituição de dívidas caras por modalidades mais baratas. O ministro destacou a disparidade entre as taxas do programa e as de outras linhas de crédito do mercado, como o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, que possuem média de 11,2% ao mês.

“Não vamos permitir juros altos. Com o programa, trabalhadores e trabalhadoras estão conseguindo sair das mãos do agiota e de modalidades de crédito extremamente onerosas”, declarou o titular da pasta. A área técnica do MTE monitora permanentemente os percentuais cobrados pelas instituições financeiras habilitadas.

Quem pode participar

  • Trabalhadores celetistas (CLT);
  • Trabalhadores domésticos;
  • Trabalhadores rurais;
  • Empregados de microempreendedores individuais (MEI);
  • Diretores não empregados que possuam direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Atualmente, o Brasil possui mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A meta do governo federal é que, no prazo de quatro anos, cerca de 25 milhões de pessoas sejam inseridas no sistema de consignado privado, ampliando a inclusão financeira e a segurança econômica deste público.

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Atualizado: 16/01/2026 10:10

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