
O público inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) preencheu 81,2% do saldo de empregos formais gerados no Brasil durante o primeiro bimestre de 2026. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), cruzados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), 300.728 das 370.339 vagas líquidas abertas no período foram ocupadas por pessoas em situação de vulnerabilidade.
O resultado é fruto de um cenário nacional que registrou 4.620.228 admissões e 4.249.889 desligamentos entre janeiro e fevereiro. Dentro do recorte do Cadastro Único, os beneficiários do programa Bolsa Família representaram uma parcela significativa das contratações, com um saldo de 207.900 vagas, o que equivale a 56,1% do total de empregos gerados no país no bimestre.
“A gente vem observando a mesma tendência nos últimos dois anos. O governo do presidente Lula alcançou a menor taxa de desemprego da história e quem ocupa essas vagas de emprego formais geradas é o público do Cadastro Único”, afirmou o ministro do MDS, Wellington Dias.
Perfil dos novos trabalhadores
Os dados detalham as características demográficas dos inscritos no CadÚnico que ingressaram no mercado formal. Pela primeira vez no período, as mulheres superaram os homens, respondendo por 50,2% do saldo líquido de empregos deste grupo. No índice geral do Caged, a participação feminina foi menor, registrando 47,2%.
No quesito raça e cor, a população parda predominou, representando 57,9% do saldo do público do Cadastro Único, com 174,1 mil postos ocupados. Em relação à escolaridade, 68,3% das vagas (206,42 mil) foram preenchidas por profissionais que possuem o ensino médio completo.
A faixa etária de 18 a 24 anos também apresentou protagonismo. Os jovens lideraram as contratações com 186,88 mil postos no saldo geral do país e 125,77 mil postos especificamente entre os inscritos no Cadastro Único, o que representa 41,8% do total do grupo.
Setores e distribuição regional
O setor de serviços foi o principal motor de empregabilidade para esse público, sendo responsável por 156,58 mil postos, o equivalente a 52% do saldo do CadÚnico. Em seguida, aparecem a indústria (60,26 mil), a construção (38,17 mil), o comércio (27,33 mil) e a agropecuária (18,38 mil).
Geograficamente, a geração de empregos concentrou-se em cinco estados, que juntos somaram 71,6% do saldo total do Caged no bimestre: São Paulo (111.611 vagas), Rio Grande do Sul (42.301), Santa Catarina (41.528), Paraná (39.518) e Minas Gerais (30.318).
Para o público do Cadastro Único, essas mesmas cinco unidades da federação geraram 58,4% do saldo de empregos. O estado de São Paulo manteve a liderança isolada, concentrando 26,7% das vagas ocupadas por essa parcela da população no início do ano.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, retorna de férias nesta segunda-feira (4) com agenda pública indefinida, aguardando um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para decidir sua permanência no governo. A volta ocorre na esteira da rejeição de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado, por 42 votos a 34, no último dia 29 de abril.
O cenário atual é marcado pela incerteza quanto ao cargo de Messias e por um clima de “caça às bruxas” no Executivo e no Legislativo para apontar os responsáveis pelo fracasso na aprovação do nome.
De acordo com a CNN Brasil, Messias esteve de licença entre os dias 8 e 30 de abril para se preparar para a sabatina. Logo após a derrota no plenário, o ministro manifestou a Lula a intenção de deixar a Advocacia-Geral da União (AGU). Em reunião no Palácio da Alvorada, o presidente pediu que Messias evitasse decisões precipitadas e tirasse dias de descanso. A expectativa é que um encontro definitivo ocorra ainda nesta semana. Auxiliares do Palácio do Planalto avaliam que ele pode atender a um eventual apelo de Lula para permanecer na AGU, reforçando a confiança política pós-derrota. Outra alternativa estudada pelo governo é a transferência de Messias para o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, movimento que funcionaria como uma compensação política para reduzir o desgaste do ministro.
No último sábado (2), Messias se manifestou pelas redes sociais. O ministro publicou uma imagem gerada por inteligência artificial (IA), baseada em uma foto de sua sabatina onde segurava a Constituição, acompanhada de uma reflexão sobre o episódio. “Quando a coragem fala mais alto que o aplauso, é aí que começa a verdadeira história. Firme nos princípios, guiado pelo propósito. O que fazemos hoje ecoa no amanhã”, escreveu, completando que “é preciso coragem para defender princípios quando eles não são populares”.
Quando a coragem fala mais alto que o aplauso, é aí que começa a verdadeira história.
Firme nos princípios, guiado pelo propósito.
O que fazemos hoje ecoa no amanhã. pic.twitter.com/gASg0Y8CCY— Jorge Messias (@jorgemessiasagu) May 2, 2026
O peso dos erros estratégicos e a relação com o Senado
Enquanto o futuro na AGU é debatido, a condução da campanha de Messias ao Supremo é alvo de escrutínio. Reportagem do jornal O Globo revela que, embora os governistas atribuam a derrota à forte articulação da oposição liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aliados de Lula reconhecem falhas cometidas pelo próprio indicado durante o processo.
Segundo O Globo, integrantes do governo apontam que Messias errou ao insistir no envio da mensagem presidencial ao Congresso sem a garantia de um cenário favorável. Outro ponto crítico foi a confiança excessiva no apoio da bancada evangélica e na articulação capitaneada pelo ministro do STF André Mendonça.A proximidade de Messias com Mendonça foi classificada como um equívoco estratégico. Mendonça é o relator do caso do Banco Master e de investigações de fraudes no INSS que podem atingir parlamentares, gerando apreensão no Legislativo. Além disso, a aliança poderia desequilibrar as forças dentro do próprio STF, desagradando ministros como Alexandre de Moraes, que, segundo a publicação, teria atuado pela derrota de Messias devido à sua proximidade com Alcolumbre.
Aliados também citaram outras duas falhas: declarações de Messias em apoio ao código de conduta defendido pelo presidente do STF, Edson Fachin (tema que divide a Corte), e a participação do advogado-geral em um jantar na casa do senador Lucas Barreto (PSD-AP). Por Barreto ser adversário político de Alcolumbre no Amapá, o gesto foi interpretado como uma afronta direta ao presidente do Senado.
Fragilidade na articulação governista e busca por culpados
A derrota histórica expôs fraturas na base aliada. De acordo com O Globo, interlocutores do Planalto culpam uma conjunção de fatores: o avanço de investigações no STF, a insatisfação de parlamentares com o governo, a força de Alcolumbre e o avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da Casa. Por outro lado, senadores acusam o presidente Lula e a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) de omissão no processo de convencimento e na pacificação da relação com o comando do Senado.
Ministros ouvidos por O Globo saíram em defesa de Messias, minimizando seus erros e afirmando que o Executivo o deixou desamparado. Segundo esses relatos, faltou comando unificado, o que obrigou o próprio candidato ao STF a buscar votos individualmente junto aos senadores. “A vitória tem muitos pais, mas a derrota é órfã”, resumiu um político próximo ao advogado-geral, indicando que Messias fez o que estava ao seu alcance dadas as circunstâncias.
A tentativa do governo de responsabilizar partidos como MDB, PSD e PP por supostas traições na votação secreta gerou efeito rebote. Lideranças do centro rejeitaram o papel de “bode expiatório” e passaram a cobrar autocrítica do Planalto. Como resposta às desconfianças, os senadores emedebistas Eduardo Braga (AM) e Renan Calheiros (AL) vieram a público para classificar as acusações de traição de sua bancada como infundadas. O advogado-geral da União, procurado pela reportagem de O Globo para comentar as críticas à sua estratégia, não se manifestou.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira (30/4) que a extinção da jornada de trabalho 6×1 não aumentará a informalidade nem impedirá o funcionamento do comércio aos sábados e domingos. Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ele defendeu que a medida visa melhorar a saúde e a produtividade, baseando-se em experiências de empresas que já adotaram o modelo de duas folgas semanais.
Segundo o ministro, a transição da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, não representa um risco para a formalização do trabalho. “Não há qualquer perigo de você fomentar a informalidade. O que nós precisamos é formalizar mais. A CLT tem as várias formas de contratação, depende muito da atuação das entidades patronais e de trabalhadores, de fomentar as contratações coletivas nesse processo de formalização”, declarou.
Flexibilidade no comércio e serviços
Marinho esclareceu que a proposta não proíbe o trabalho em dias específicos, como fins de semana, mas propõe uma reorganização das folgas. Ele citou como exemplo o setor de serviços e a situação de profissionais que dependem do movimento aos sábados.
“Vamos imaginar uma empresa que necessita trabalhar os 7 dias da semana, ela vai poder trabalhar os 7 dias da semana. Não é verdade que está proibido”, explicou. O ministro exemplificou com o caso de manicures: “Ela terá o direito de trabalhar aquele sábado. Não é verdade que, quando acabar isso, vai eliminar o trabalho aos sábados. As folgas podem ser consecutivas ou não. Vai depender da formatação que o Congresso aprove”.
O governo defende que o modelo não tenha rigidez e que os detalhes das escalas sejam definidos por meio de convenções e contratos coletivos entre sindicatos e empregadores.
Tramitação legislativa
Neste mês de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou o envio do projeto de lei ao Congresso Nacional com pedido de urgência constitucional. Na Câmara dos Deputados, duas propostas sobre o tema já tiveram a constitucionalidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). O texto segue agora para análise em comissão especial antes de ser votado em plenário.
Qualidade de vida e produtividade
Para o titular da pasta do Trabalho, o debate central deve focar nos impactos sociais e biológicos do atual modelo. Marinho apontou que a jornada 6×1 tem sido “perversa”, especialmente para mulheres e jovens, que demandam mais tempo para formação profissional e convívio familiar.
“Está muito claro que reduzindo a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem reduzir o salário, com duas folgas na semana, nós vamos melhorar as condições do mercado de trabalho”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que empresas que já implementaram a mudança relatam ganhos: “As pessoas têm mais flexibilidade para administrar sua vida sem necessitar faltar o trabalho. Isso melhora a produtividade, a qualidade do ambiente de trabalho e os trabalhadores trabalham com mais satisfação”.
Diálogo com pequenos empreendedores
Questionado sobre o impacto da medida para micro e pequenas empresas, Luiz Marinho afirmou que o Governo Federal está disposto a dialogar e buscar soluções conjuntas, como a oferta de crédito, caso setores específicos apresentem dificuldades de adaptação.
“O governo do presidente Lula é um governo de muita escuta. Vamos analisar conjuntamente com os segmentos representativos para ver as soluções. Temos escuta e análise conjunta de como ajudar que o empreendedor brasileiro tenha todas as condições de investir para continuar gerando empregos”, concluiu, citando que o país vive atualmente um período de baixas taxas de desemprego.

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), vinculado à Secretaria de Economia e Planejamento do Governo do Estado, divulgou em abril de 2026 uma publicação especial em alusão ao Dia do Trabalhador. O estudo, fundamentado em dados do quarto trimestre de 2025 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, aponta que o Espírito Santo registrou uma taxa de desocupação de 2,4%. O índice é o menor de toda a série histórica do indicador e posiciona o estado com a segunda menor taxa de desemprego do país. Com esse percentual, o contingente de desocupados chegou a 51 mil pessoas, ante um total de 2,05 milhões de pessoas ocupadas.
Nível de ocupação e perfil demográfico
A população em idade de trabalhar no Espírito Santo é de 3,38 milhões de pessoas, das quais 2,10 milhões compõem a força de trabalho atual. O nível de ocupação geral registrado no estado alcançou 60,6%.
A análise demográfica revela disparidades na ocupação por gênero e grau de instrução. A taxa de ocupação entre os homens é de 71,8% (cerca de 7 em cada 10 homens trabalham), enquanto entre as mulheres o índice é de 50,0% (5 em cada 10). No recorte educacional, o mercado de trabalho absorve 78,3% das pessoas com ensino superior.
Entre aqueles que possuem apenas o ensino médio, a ocupação é de 67,6%, e para os que têm o ensino fundamental, o índice cai para 45,7%. Além disso, a estabilidade é uma característica para parte dos trabalhadores: 68,0% estão no emprego principal há dois anos ou mais, e a esmagadora maioria (96,6%) possui apenas um trabalho.
Renda, formalidade e características do emprego
No quarto trimestre de 2025, o rendimento médio do trabalhador capixaba foi de R$ 3.508. O valor coloca o Espírito Santo com o décimo maior salário médio da federação, embora fique abaixo da média nacional, que fechou o período em R$ 3.613. O Distrito Federal apresentou a maior média, com R$ 6.217.
Em relação à posição na ocupação, mais da metade dos trabalhadores (54,9%) atua no setor privado com carteira assinada, somando 795 mil pessoas. Os trabalhadores que operam por conta própria representam 23,1% do mercado (474 mil). O levantamento aponta também que existem 298 mil empregados sem carteira assinada e 98 mil trabalhadores domésticos.
A taxa de informalidade no Espírito Santo encerrou o trimestre em 37,0%, o que equivale a 758 mil pessoas trabalhando informalmente. No cenário nacional, esse índice figura como o décimo menor do Brasil.
Criação de vagas formais e saldos setoriais
Com base em números consolidados do Novo CAGED para o ano de 2025, o estado gerou um saldo de 13.590 empregos com carteira assinada. Com esse resultado, o estoque total de vínculos formais ativos no estado chegou a 922.956.
O setor que mais gerou postos de trabalho foi o Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, com a criação de 5.029 vagas. O segmento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde humana aparece em segundo lugar, com saldo positivo de 2.463 vagas, seguido pelo setor de Informação, comunicação e atividades financeiras e imobiliárias, com 2.399 novas oportunidades. Em contrapartida, o setor de Construção registrou retração, fechando com saldo negativo de 755 postos formais.
Turismo e economia criativa
A publicação do IJSN trouxe também detalhamentos sobre setores específicos da economia capixaba. A chamada Economia Criativa emprega 201,6 mil pessoas no Espírito Santo, o que corresponde a 9,8% de todos os ocupados do estado. A taxa de informalidade neste setor é de 35,0% (5,2 pontos percentuais abaixo da média brasileira para a área).
Já a Economia do Turismo reúne 168 mil pessoas ocupadas (8,2% do total estadual). Deste total, mais da metade dos profissionais, 89 mil (53,0%), trabalha no ramo de Alimentação. A informalidade no setor de turismo é de 35,7%. Em termos de relevância no cenário nacional, o Espírito Santo ocupa a 13ª posição em participação de ocupados na Economia Criativa e o 19º lugar no Turismo.
A íntegra da publicação está disponível neste link.

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil detalharam a previsão do tempo para o feriado prolongado do Dia do Trabalhador no Espírito Santo. Entre a sexta-feira (01) e o sábado (02), o estado registrará predomínio de sol, temperaturas acima da média climatológica e índices críticos de umidade. A partir da tarde de domingo (03), a chegada de uma frente fria associada a um sistema de alta pressão mudará as condições climáticas, provocando instabilidade, pancadas de chuva e queda nas temperaturas em todas as regiões capixabas.
Sexta-feira e sábado de calor intenso
Na sexta-feira (01) e no sábado (02), o tempo permanecerá aberto na maior parte do estado, com baixa probabilidade de tempo severo. Na madrugada e manhã de sexta-feira, a umidade transportada pelos ventos costeiros provocará chuva rápida no litoral da Região Nordeste, mas o tempo abrirá ao longo do dia. Nas demais áreas do Espírito Santo, haverá poucas nuvens e não há previsão de precipitação para esses dois dias.
As temperaturas permanecerão elevadas. Na Grande Vitória, os termômetros marcarão mínima de 18 °C e máxima de 34 °C (com variação de 20 °C a 34 °C na capital). As maiores máximas, chegando a 35 °C, serão registradas nas áreas menos elevadas da Região Sul e da Região Noroeste. O Incaper alerta para o risco de baixa umidade relativa do ar, que pode ficar abaixo dos 30% durante as tardes nas áreas próximas à divisa com Minas Gerais. Os ventos soprarão de fracos a moderados no litoral.
Virada no tempo
O cenário meteorológico começará a mudar no domingo (03/05). O período da manhã ainda terá poucas nuvens e calor no estado. No entanto, durante a tarde, áreas de instabilidade ligadas à passagem de uma frente fria pelo litoral causarão pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas em trechos da Região Sul (afastados da costa) e na Região Serrana. No período noturno, a previsão indica chuva rápida no litoral sul e na Grande Vitória. As temperaturas máximas apresentarão declínio na metade sul do Espírito Santo.
Tendências da Defesa Civil
Na segunda-feira (04), o tempo se manterá instável devido à entrada de ventos marítimos carregados de umidade, impulsionados por um sistema de alta pressão pós-frontal após o deslocamento da frente fria para o oceano. Haverá chuva ao longo de todo o dia em todas as regiões, sendo mais frequente na faixa litorânea, incluindo a Grande Vitória. As temperaturas diminuirão em todo o estado.
A Defesa Civil Estadual informa que, entre os dias 04 e 05 de maio, as chuvas poderão apresentar intensidade de moderada a forte, com maior foco nos municípios do litoral.
Para o período acumulado de 30 de abril a 06 de maio, os modelos numéricos de previsão apontam volumes de chuva entre 60 e 80 milímetros nas localidades da faixa costeira das regiões Sul, Metropolitana e Norte. Nas áreas mais ao interior dessas mesmas regiões, os acumulados variam de 40 a 60 milímetros. O Caparaó, a Região Serrana e a Região Noroeste têm previsão de 20 a 40 milímetros, enquanto o extremo Oeste capixaba não deve ultrapassar a marca de 20 milímetros.
Até o momento de emissão dos boletins, não havia alertas meteorológicos, hidrológicos ou geológicos ativos para o estado.

As centrais sindicais e movimentos sociais mobilizam os trabalhadores do Espírito Santo neste 1º de maio, Dia do Trabalhador, para manifestações em Vitória e na Serra, tendo como reivindicação central o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Os atos, articulados para unir pressão política e programação cultural, visam influenciar o debate que atualmente tramita no Congresso Nacional e alertar para o adoecimento psicológico da classe trabalhadora decorrente de jornadas exaustivas.
A construção coletiva dos protestos é organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e Força Sindical. Na capital capixaba, a concentração ocorre na Praça Getúlio Vargas, no Centro, das 8h às 14h. Antes, os trabalhadores da construção civil realizam uma assembleia na Praça Oito para o fechamento da campanha salarial, seguida de caminhada até o local principal. Na Serra, o ato político está convocado para as 8h, na Praça Encontro das Águas, em Jacaraípe.
A programação em Vitória foi desenhada para acolher as famílias, contando com atividades voltadas para o público infantil. O formato cultural inclui apresentações de mulheres sambistas e encerramento com o bloco Regional da Nair. Segundo a presidente da CUT-ES, Clemilde Cortes, a formatação do evento busca unir reivindicação e convivência: “É um dia de luta, mas é também de confraternização. Temos pouca oportunidade para isso”.
Adesão popular e impacto na saúde mental
O debate sobre a redução da jornada ganhou projeção nacional por meio do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que defende o fim do modelo de seis dias de trabalho para um de descanso. O estudo “Atlas da Escala 6×1 no Brasil”, realizado em 2025 com mais de 3,7 mil trabalhadores de 394 municípios, fundamenta a principal pauta das manifestações. A pesquisa revela que 70% dos trabalhadores enfrentam estresse ocupacional, e 27% apresentaram atestados médicos no mês anterior ao levantamento. Fadiga crônica, irritabilidade e prejuízos à convivência familiar estão entre os fatores de adoecimento relatados.
No Espírito Santo, os dados apontam a extensão do impacto. O estudo contabiliza mais de 600 mil vínculos empregatícios com carga superior a 40 horas semanais. Desses, 235,2 mil estão no setor de serviços. As funções mais afetadas incluem vendedores do comércio varejista (35,4 mil), faxineiros (19,3 mil), operadores de caixa (15,3 mil) e motoristas de caminhão (12,1 mil). A pesquisa também ressalta que a escala 6×1 afeta desproporcionalmente jovens, mulheres e trabalhadores negros.
A presidente da CUT-ES, Clemilde Cortes, reforça o alerta para o esgotamento. Segundo ela, há aumento nos casos de adoecimento motivados por “doença psicológica, com exigência de metas, sobrecarga de trabalho e assédio”. A dirigente cita o apelo social da pauta: “74% da população defende o fim da escala 6 por 1. Isso não é pouca coisa”.
O coordenador estadual do VAT no Espírito Santo, Vinícius Machado, indica que a mobilização visa pressionar votações ainda no primeiro semestre de 2026. “O grito de um trabalhador esgotado se tornou a maior luta do Espírito Santo e do Brasil na atualidade, e vamos continuar nessa luta até que o trabalhador tenha de fato dignidade e vida além do trabalho”, pontua Machado.
Propostas divergem no Congresso Nacional
A pressão das ruas encontra eco e resistência no Congresso Nacional, onde diferentes propostas disputam a regulamentação do tema. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prioriza a tramitação via Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Duas delas já avançaram na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e seguem para comissão especial:
As duas PECs podem ser apensadas. Para aprovação, exigem 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em dois turnos. Paralelamente, tramita o PL 1838/2026, enviado em 14 de abril pelo presidente Lula com regime de urgência. O texto propõe 40 horas semanais com dois dias de descanso e precisa ser votado em 45 dias, exigindo maioria simples (257 votos na Câmara e presença de 42 senadores no Senado).
A mobilização teve início com o ativista Rick Azevedo, eleito vereador no Rio de Janeiro após viralizar no TikTok em 2024 abordando a rotina de balconista de farmácia. “Hoje, essa pauta virou debate nacional. Chegou onde sempre deveria ter estado: no centro da política. Mas ninguém se engane. Nada foi dado. Tudo foi arrancado com pressão”, declarou Azevedo, alertando sobre a resistência parlamentar. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da maior bancada da Câmara, já adiantou que seu grupo deve votar contra as mudanças.
Perspectivas políticas e o cenário da CLT no Espírito Santo
A discussão local reflete a polarização nacional. A deputada estadual Camila Valadão (Psol) manifesta apoio à redução: “A escala 6×1 impõe uma rotina extremamente desgastante. Reduzir a jornada é uma medida que melhora a saúde, a qualidade de vida e, inclusive, pode gerar mais empregos”.
Em contrapartida, o deputado estadual Callegari (DC) critica uma imposição generalizada, alertando para potenciais impactos na economia e na indústria. “A flexibilização da jornada de trabalho deveria ser feita por meio de contratos individuais respaldados por convenções coletivas em cada profissão”, avalia, acrescentando que o Brasil precisa focar no aumento da produtividade.
Do ponto de vista jurídico, a advogada trabalhista Edlamara Rangel analisa que a busca pelo equilíbrio exige diálogo constante. Ela destaca o papel da fiscalização, lembrando que os direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada em 1943 e atualizada pela Reforma de 2017, perdem força sem aplicação efetiva. “O que precisamos é de uma fiscalização efetiva para que o direito garantido em lei realmente aconteça”, afirma Rangel, pontuando preocupações com a “pejotização” irregular.
O índice de informalidade, que atingiu 38,1% em 2025 segundo o IBGE, é outro obstáculo central. As autoridades convergem na necessidade de regulamentação de novas atividades, como o trabalho por aplicativo, ainda que divirjam nos métodos.
Reivindicações ampliadas e histórico de lutas
Além do fim da escala 6×1, os atos do 1º de maio incorporam pautas debatidas na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) e na Marcha da Classe Trabalhadora, realizadas em meados de abril em Brasília. O documento base das centrais inclui o combate ao feminicídio, o enfrentamento à precarização, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o fortalecimento das negociações coletivas e o direito de negociação para servidores públicos.
As lideranças sindicais lembram que a data resgata a memória da Revolta de Haymarket, ocorrida em 1886 em Chicago, que marcou a transição das jornadas de 16 para 8 horas diárias. No Brasil, Clemilde Cortes compara a atual disputa às conquistas históricas do passado: “Quando foram instituir o 13º, falavam que quebraria o país. Não quebrou. Com férias, a mesma coisa. A última redução de jornada foi na Constituição de 1988, quando passou de 48 para 44 horas. Agora a gente quer avançar de novo, e só o povo na rua garante conquistas”.

O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (30), em sessão conjunta realizada em Brasília, o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. A medida aprovada pelos parlamentares altera o cálculo das condenações por crimes contra o Estado Democrático de Direito e permite a remição de penas no regime domiciliar, beneficiando diretamente ao menos 190 pessoas envolvidas nos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, e afetando o sistema prisional de centenas de milhares de detentos em todo o país.
Votação e manobra legislativa
A rejeição ao veto presidencial ocorreu com folga em ambas as Casas. Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos favoráveis à derrubada da decisão do Executivo, 144 contrários e cinco abstenções (eram necessários 257 votos). No Senado Federal, o placar registrou 49 votos pela derrubada e 24 contrários (o mínimo exigido era 41).
Para viabilizar a aprovação sem interferir em outras legislações, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), adotou uma manobra incomum. Ele declarou a “prejudicialidade” e retirou da votação um trecho específico do projeto original que conflitava com a Lei Antifacção, o qual facilitaria a progressão de regime para condenados por crimes hediondos e feminicídio. Com esse desmembramento do veto integral, os parlamentares analisaram apenas a parcela referente à dosimetria de crimes políticos e às regras de prisão domiciliar. Além disso, o PL 2.162/2023 foi colocado como pauta única, furando a fila de mais de 50 vetos pendentes.
A estratégia gerou protestos da base governista. O líder do governo na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), tentou reverter a prioridade de votação, sem sucesso. “Nós estamos votando o tema da democracia e, portanto, o futuro de novas aventuras golpistas se derrubar este veto, uma vez que está defendendo um grupo determinado, que é o de Jair Bolsonaro, e os generais golpistas que tentaram implantar golpe no país. Liberdade, democracia, sim, ditadura nunca mais”, declarou Uczai.
Em contrapartida, o relator do PL no Senado, Espiridião Amim (PP-SC), defendeu a nova lei sob o argumento de que o julgamento original dos atos não teria sido adequado. “Eu quero, em primeiro lugar, dizer a todos os congressistas que estão aqui que este é um dia que pode permitir que se galgue ou se supere o primeiro degrau para a justiça e para a harmonia política no Brasil”, afirmou.
Ao vetar o projeto em 8 de janeiro deste ano, o Palácio do Planalto havia justificado que a proposta era inconstitucional, violava o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia e indicava um “retrocesso no processo histórico de redemocratização”.
O novo cálculo para crimes contra a democracia
O eixo central do PL da Dosimetria estabelece a aplicação do “concurso formal de crimes” para delitos cometidos no mesmo contexto que visem a tentativa de golpe de Estado (pena de 4 a 12 anos) e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito (pena de 4 a 8 anos).
Até então, o Supremo Tribunal Federal (STF) compreendia que os crimes poderiam ser somados. Com a nova regra, aplica-se apenas a pena do crime mais grave (golpe de Estado), acrescida de um sexto até a metade, cabendo à Justiça definir o aumento.
O projeto também instaura a redução da pena de um a dois terços para os chamados “crimes multitudinários” (crimes de multidão), desde que o réu não tenha financiado os atos ilegais nem exercido papel de liderança. O texto prevê ainda a possibilidade de progressão do regime fechado para o semiaberto após o cumprimento de um sexto da pena.
Além de Bolsonaro, a regra favorece militares condenados como o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto; e o ex-chefe do GSI, Augusto Heleno.
A situação de Jair Bolsonaro
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, Jair Bolsonaro encontra-se em regime fechado, mas cumpre pena em prisão domiciliar há pouco mais de um mês devido a problemas de saúde. Ele havia sido enviado ao regime fechado em novembro de 2025 após tentar romper sua tornozeleira eletrônica, retornando à residência apenas em março de 2026 com o agravamento de seu quadro clínico.
De acordo com as estimativas anteriores da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Bolsonaro só progrediria ao regime semiaberto no ano de 2033. Com a entrada em vigor do PL da Dosimetria, especialistas calculam que o prazo para a migração de regime cairá para um período entre dois e quatro anos.
Impacto em massa no sistema prisional
Uma das alterações mais amplas trazidas pelo texto, incluída pelo relator na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), autoriza formalmente a remição de pena por estudo e trabalho para qualquer pessoa cumprindo pena em regime domiciliar. Segundo dados de junho de 2025 da Secretaria Nacional de Políticas Penais, cerca de 235 mil pessoas se encontram nessa situação no Brasil, um aumento de 3.812% em nove anos.
Pela nova regra, cada livro lido reduz quatro dias de pena (mediante relatório, com limite de 12 livros ou 48 dias abatidos por ano) e cada três dias de trabalho reduzem um dia de condenação. Em janeiro, Bolsonaro solicitou redução de pena por leitura ao STF, mas relatórios do 19º Batalhão de Polícia Militar apontaram que ele não leu nenhuma obra no período em que esteve no prédio da Papudinha.
Paulinho da Força afirmou que o dispositivo foi desenhado por sua assessoria jurídica para beneficiar apenas o caso de Bolsonaro, não gerando um efeito sistêmico. Especialistas da área, no entanto, discordam. Felippe Angeli, coordenador da plataforma Justa, aponta risco de fraudes pela ausência de custódia direta do Estado: “No caso domiciliar, não se tem essa informação, vai precisar de uma prova muito robusta. O problema é que por causa de uma pessoa, você está alterando todo um sistema”. Pierpaolo Bottini, advogado e ex-membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, concorda que o instrumento em si é válido para ressocialização, mas critica o formato: “A questão é que ele não pode ser casuística e vir num projeto que busca beneficiar um determinado grupo”.
Crise institucional e próximos passos
O texto aprovado segue agora para promulgação. O presidente Lula tem o prazo de 48 horas para publicar a lei oficial; caso se abstenha, a tarefa legal passará automaticamente para o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e em seguida para o vice-presidente do Senado.
A alteração nas condenações do 8 de janeiro não será imediata. O STF precisará ser provocado por defesas, pelo Ministério Público ou por ministros relatores para recalcular cada punição individualmente. A validade constitucional da nova lei também poderá ser questionada diretamente na Suprema Corte por partidos, PGR ou entidades de classe.
A votação consagra o ponto alto de uma escalada de tensões entre o Legislativo e o Executivo. Na terça-feira (29), o Senado impôs uma derrota histórica ao Planalto ao rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF, a primeira recusa do tipo desde 1894. A crise foi deflagrada em novembro de 2025, quando a escolha do presidente Lula contrariou os interesses de Alcolumbre, que tentava emplacar a indicação de seu aliado, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), na Corte suprema.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já traça os próximos passos institucionais e políticos após o Senado Federal rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). O revés histórico, consolidado na noite de quarta-feira (29) por 42 votos contrários e 34 favoráveis, expôs graves falhas na articulação governista e revelou uma complexa aliança de bastidores que uniu o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a oposição bolsonarista e ministros da própria Corte. Agora, o Planalto divide-se entre a pressa para emplacar um novo nome e o risco de uma segunda derrota em pleno ano eleitoral.
Os bastidores da derrota e a frente contra Messias
A articulação que culminou na primeira rejeição de um indicado ao STF desde 1894 foi construída em múltiplas frentes. Segundo apuração da jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, aliados de Lula atribuem o resultado a traições de última hora e ao controle político exercido diretamente por Davi Alcolumbre. Nos bastidores, senadores relataram que gostariam de votar a favor de Messias, mas não foram liberados pelo presidente do Senado.
A ofensiva de Alcolumbre tem raízes na própria escolha do presidente da República. Reportagem da Folha de S. Paulo destaca que a relação entre os dois azedou desde novembro, quando Lula preteriu o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), o favorito de Alcolumbre para a vaga, em favor de Messias. Apesar de prometer neutralidade, Alcolumbre pediu votos contra o indicado do governo.
A essa insatisfação somou-se a articulação da oposição. O grupo liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, transformou a votação em um símbolo de enfrentamento ao governo e ao próprio STF, estratégia que se provou bem-sucedida a poucos meses das eleições presidenciais.
O peso do STF e o caso Banco Master
A rejeição no Legislativo contou ainda com a interferência direta do Judiciário. De acordo com os jornalistas Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura, d’O Globo, o ministro Alexandre de Moraes operou nos bastidores pela derrota de Messias. Moraes acionou emissários para enviar recados a senadores com processos no STF, formando uma aliança inusitada com a tropa de choque bolsonarista.
A motivação de Moraes, segundo a apuração, envolve a correlação de forças interna do Supremo. Messias contava com o apoio ostensivo do ministro André Mendonça, de quem é próximo pela afinidade religiosa (ambos são evangélicos). Moraes via a nomeação de Messias como um fortalecimento de Mendonça, que é o relator do caso Banco Master, investigação que envolve uma delação premiada com potenciais implicações para a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes. Após o resultado, Mendonça lamentou publicamente: “O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo”.
Reação do Planalto e mapeamento de traições
Após a sessão, Lula reuniu ministros no Palácio da Alvorada para avaliar o estrago. Segundo as jornalistas Catia Seabra e Mariana Brasil, da Folha de S. Paulo, o governo identificou dissidências graves no MDB e no PSD. Suspeitas recaem sobre o senador Renan Calheiros e o ministro Renan Filho, que teriam votado contra Messias em solidariedade a Bruno Dantas, ministro do TCU que também cobiçava a vaga.
A jornalista Ana Flor, da GloboNews, relatou que aliados admitiram falhas na articulação política comandada por ministros como Jaques Wagner e José Guimarães, que não conseguiram antecipar o placar desfavorável.
O clima agora é de retaliação. A colunista Mônica Bergamo, da Folha, informa que o governo considera a relação com Davi Alcolumbre rompida de forma definitiva. Integrantes do Planalto pressionam Lula para demitir todos os indicados de Alcolumbre na Esplanada, como os ministros Waldez Góes e Frederico Siqueira, e para atuar contra os aliados do senador nas eleições do Amapá.
O impasse da nova indicação
A prerrogativa de indicar um novo nome ao STF tornou-se o centro de um novo cabo de guerra. Segundo o jornalista Valdo Cruz, do g1, senadores da oposição afirmam que Alcolumbre assumiu o compromisso de não pautar nenhuma nova sabatina antes das eleições de outubro. A tática, endossada por Flávio Bolsonaro, visa transferir a escolha para o vencedor do próximo pleito presidencial.
Lula, no entanto, sinalizou a aliados que não abrirá mão de sua prerrogativa e pretende enviar uma nova indicação nas próximas semanas, conforme apurado por Ana Flor. O cenário, porém, divide a base. A coluna Painel, da Folha, revela que uma ala governista teme uma nova humilhação e sugere deixar a cadeira vaga temporariamente. Outro grupo defende o envio de um nome “irrecusável”, ventilando a possibilidade de indicar uma mulher negra, ideia que enfrenta resistências internas por soar como uma admissão de erro tardia.
Novo revés à vista no Congresso
A crise política do governo no Legislativo pode ganhar um novo capítulo imediato. A jornalista Sara Curcino destaca que o Congresso Nacional analisa nesta quinta-feira (30) o veto de Lula ao “PL da Dosimetria”. O projeto, aprovado no ano passado, reduz as penas de condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, beneficiando diretamente os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro. A tendência é que a oposição, fortalecida pela vitória no caso STF, consiga os votos necessários (257 deputados e 41 senadores) para derrubar o veto presidencial, impondo mais uma derrota ao Palácio do Planalto.

O Brasil registrou a geração de 228.208 postos de trabalho com carteira assinada em março de 2026, acumulando 613.373 novas vagas formais no primeiro trimestre do ano e elevando a massa salarial nacional ao patamar recorde de R$ 374,8 bilhões. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (29) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram um cenário de expansão no número de trabalhadores formais em 24 unidades federativas, puxado majoritariamente pelo setor de Serviços, aliado a um recuo na taxa de informalidade do país.
Nos últimos 12 meses, encerrados em março de 2026, o total de postos gerados alcançou 1.211.455. O estoque de empregos com carteira assinada atingiu a marca de 49.082.634 vínculos, o que representa um crescimento de 2,6% no país. O saldo mensal de março foi resultado de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do total de postos gerados no mês, 83,25% são considerados típicos e 16,75% não típicos, incluindo jornadas de até 30 horas semanais e contratos de aprendizagem.
Expansão das vagas e setores em destaque
Entre os grupamentos de atividades econômicas, o maior crescimento em março ocorreu no setor de Serviços, responsável pela criação de 152.391 postos. Na sequência, registraram alta a Construção (38.316), a Indústria (28.336) e o Comércio (27.267). A exceção no mês foi a Agropecuária, que apresentou retração de 18.096 postos em função da finalização das safras de maçã, soja e uva.
No acumulado do ano (janeiro a março), o panorama se manteve positivo para quatro dos cinco grandes grupamentos. O setor de Serviços liderou com 382.229 postos, seguido pela Construção (120.547), Indústria (115.310) e Agropecuária (14.752). O Comércio foi o único a registrar resultado negativo no primeiro trimestre, com a redução de 19.525 postos.
Demografia e desempenho regional
A criação de vagas em março beneficiou mais as mulheres, com um saldo positivo de 132.477 postos, ante 95.731 para os homens. Jovens de até 24 anos concentraram 72,6% do total do mês (165.785 vagas). Em relação à escolaridade, a maior parte das oportunidades foi preenchida por trabalhadores com ensino médio completo (183.037), enquanto aqueles com nível superior completo ocuparam 23.265 vagas.
Geograficamente, São Paulo obteve os maiores resultados absolutos, tanto em março (67.876) quanto no acumulado do trimestre (183.054). Em março, Minas Gerais (38.845) e Rio de Janeiro (23.914) completaram o topo da lista. Em termos relativos, os maiores avanços do trimestre ocorreram em Goiás (2,33%), Mato Grosso (2,27%) e Santa Catarina (2,26%).
Taxa de desocupação e movimentos sazonais
Enquanto o emprego formal cresceu, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua revelou que a taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em março de 2026 subiu para 6,1%. O índice é 1,0 ponto percentual maior que o registrado no trimestre anterior (5,1%), mas 0,9 ponto percentual abaixo do aferido no mesmo período de 2025 (7,0%). Trata-se da menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica, em 2012.
A população desocupada somou 6,6 milhões, uma alta de 19,6% no trimestre. O total de trabalhadores do país ficou em 102,0 milhões, recuando 1,0% no trimestre, mas mantendo-se 1,5% acima do registrado no ano anterior. As reduções ocorreram no Comércio (-287 mil), Administração Pública (-439 mil) e Serviços Domésticos (-148 mil).
“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no Comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporários nas atividades de Educação e Saúde no setor público municipal”, explicou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.
Queda da informalidade e recorde na renda
A pesquisa do IBGE apontou ainda que a taxa de informalidade recuou para 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais. O número de empregados com carteira assinada no setor privado (excluindo domésticos) atingiu 39,2 milhões.
“A redução observada do número de trabalhadores informais decorreu da retração dos contingentes de empregados sem carteira assinada no setor privado e de trabalhadores por conta própria sem CNPJ”, detalhou Beringuy.
O cenário de maior formalização refletiu nos rendimentos. A massa de rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros bateu recorde e chegou a R$ 374,8 bilhões, uma alta de 7,1% no ano. O rendimento médio real habitual também atingiu o valor inédito de R$ 3.722, crescendo 1,6% no trimestre e 5,5% no ano.
Sobre o aumento salarial, Beringuy ressaltou: “O rendimento cresceu em atividades que reduziram a participação em seus contingentes de trabalhadores informais ou de formais com menores rendimentos. Dessa forma, relativamente à base de comparação trimestral com maior participação de ocupação informal, a média de rendimento do trabalho atual registrou alta”.

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) divulgou o segundo módulo da Pesquisa de Vitimização do Espírito Santo. Intitulado “Medidas Autoprotetivas e Laços com a Vizinhança”, o estudo inédito traça um panorama das estratégias de autoproteção adotadas pela população e da relação dos moradores com suas comunidades. O objetivo do levantamento é captar a experiência direta dos capixabas com a violência, revelando a chamada “cifra oculta” da criminalidade, ocorrências que não chegam a ser registradas nos sistemas oficiais, fornecendo assim subsídios mais precisos para o planejamento de políticas públicas de segurança.
Mudança de comportamento e autoproteção
A pesquisa evidencia que a experiência de vitimização afeta diretamente as atitudes em relação ao medo e a adoção de medidas de segurança residencial e pessoal. Os dados revelam que 50,5% da população geral não tomou nenhuma medida protetiva recente. No entanto, entre os indivíduos que foram vítimas de furtos nos 12 meses anteriores à entrevista, o índice dos que não adotaram medidas de segurança cai para 34,4%.
O impacto é ainda mais expressivo entre as vítimas de invasão de residência, crime que envolve a violação direta do espaço doméstico. Nesse grupo, as medidas mais comuns foram a instalação de grades em portas e janelas (37,9%) e a colocação de novas fechaduras (36,7%). Na população geral, essas taxas são significativamente menores, atingindo 21,7% e 18,5%, respectivamente.
As vítimas de roubo também apresentam maior adesão a equipamentos de segurança. A instalação de alarmes ou sensores de movimento foi registrada por 24,5% dessas vítimas, contra 16,4% no total da população. A aquisição de cães de guarda (23,1%) e a instalação de grades no perímetro da propriedade (22,5%) também se mostraram superiores às médias gerais (18,8% e 16,6%, respectivamente).
O papel protetivo dos laços comunitários
Além das barreiras físicas, a pesquisa avaliou o impacto das relações sociais, sugerindo que a coesão social possui um papel protetivo no cotidiano. O estudo cruzou dados de convivência, confiança e comunicação entre vizinhos com os índices de crimes contra a pessoa (agressão física, violência doméstica, agressão sexual e tentativa de assassinato).
Os números mostram que vítimas de crimes violentos possuem conexões locais mais fragilizadas. Enquanto 42,2% da população geral afirma que “sempre” conversa com vizinhos na rua ou por telefone, esse percentual cai para 33,0% entre as vítimas. A confiança para emergências também reflete essa disparidade: 54,3% da população geral sente que sempre pode contar com os vizinhos em caso de necessidade, contra 36,5% das vítimas.
Quando questionados se os vizinhos se organizariam para ajudar um morador enfrentando dificuldades (como desemprego ou doença), 46,0% da população geral acredita que isso sempre ocorreria. Entre as vítimas de crimes contra a pessoa, a confiança nessa mobilização solidária é de apenas 32,0%.
Metodologia e continuidade do estudo
Para garantir a precisão e a leitura regionalizada, o levantamento aplicou entrevistas presenciais (face a face) nos 78 municípios capixabas. As cidades foram agrupadas conforme as Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs). Com uma amostra probabilística, foram realizadas 1.067 entrevistas para cada uma das cinco RISPs, totalizando 5.335 questionários aplicados no Estado. O estudo possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais por região.
A divulgação integra as ações comemorativas dos 50 anos do IJSN e será dividida em quatro edições especiais. O projeto completo engloba os temas:
O relatório completo do segundo módulo está disponível neste link.

O setor agropecuário brasileiro encerra o primeiro trimestre de 2026 com crescimento simultâneo nas exportações de larga escala e na produção familiar. Levantamentos divulgados nesta quarta-feira (29) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelam que os embarques de soja e milho superaram os índices do mesmo período do ano passado, encarecendo os fretes em diversas regiões do país. Paralelamente, dados inéditos demonstram que o acesso ao crédito estruturou as pequenas propriedades, resultando em um aumento de 18% no valor bruto da produção familiar.
De acordo com o Boletim Logístico de abril da Conab, as exportações de soja registraram um avanço de 5,92% entre janeiro e março de 2026 em relação ao ano de 2025, impulsionadas pela colheita que já atinge 88,1% da área plantada. O cenário do milho apresenta alta ainda mais expressiva, com um salto de 15,25% nas exportações e mais da metade da área da primeira safra já colhida.
O escoamento da produção tem sido liderado pelas regiões Centro-Oeste e Sul, com absoluto predomínio do estado de Mato Grosso. Na divisão portuária, o Arco Norte desponta como a principal rota de saída: foi responsável por 39% dos embarques de soja e 34,9% dos embarques de milho. O porto de Santos (SP) ocupou a segunda posição em ambos os grãos, movimentando 36,2% da soja e 29,1% do milho. Em terceiro lugar, destacaram-se o porto de Paranaguá (PR) para a oleaginosa (18,3%) e o porto de Rio Grande (RS) para o cereal (16%).
Impacto logístico e alta nos fretes
A combinação entre o volume das safras, gargalos operacionais e os custos dos combustíveis provocou um aumento generalizado nos preços dos transportes. O estado de Goiás liderou as altas no Centro-Oeste, com fretes até 35% mais caros nas rotas originadas em Cristalina. São Paulo registrou o maior aumento no Sudeste (30%), seguido pelo Maranhão no Nordeste (23%), Bahia (19%), Distrito Federal (12%), Paraná (11%) e crescimentos de até 10% em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, onde rotas de café para o sul do estado também apresentaram aquecimento. No Piauí, a variação máxima foi de 8%.
“Apesar das oscilações nos preços dos combustíveis, é preciso considerar o bom desempenho produtivo da soja e o volume de carga no contexto da pressão logística”, avaliou o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth. O setor também registrou um aumento de 9,13% nas importações de adubos e fertilizantes no primeiro trimestre, totalizando 8,61 milhões de toneladas e garantindo estabilidade para os próximos plantios.
Agricultura familiar fortalecida
Em paralelo aos números da exportação, um estudo inédito do Ipea e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) mensurou o impacto de três décadas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A análise, que cruzou dados do Banco Central e do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), avaliou unidades produtivas ao longo de mais de uma década (2013 a 2024).
O secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF/MDA), Vanderley Ziger, reforçou o papel da política pública. “Quando o crédito chega na agricultura familiar, ele se transforma em produção, renda e desenvolvimento nos territórios. O Pronaf não é apenas financiamento, é uma política estruturante que fortalece a capacidade produtiva das famílias, dinamiza economias locais e contribui para a segurança alimentar do país”, afirmou.
A pesquisadora do Ipea, Regina Helena Rosa Sambuichi, destacou a inovação da metodologia empregada. “É um estudo inédito, usando uma metodologia que ainda não foi utilizada com esses dados, especialmente com o CAF, permitindo uma análise em nível nacional”, explicou. A pesquisa identificou que o acesso ao programa também aumenta a ocupação de mão de obra familiar e revelou um crescimento recente do crédito no Nordeste via microcrédito. No entanto, apontou a persistência de desigualdades no acesso com base em escolaridade, tipo de produção e perfil socioeconômico.
Na prática, o impacto é relatado por produtoras como Maria José Brito de Sousa, de Mocajuba (PA), que utilizou o microcrédito do Pronaf B para instalar irrigação e um viveiro de 20 mil mudas. “Esse projeto ajudou muito para fortalecer a estrutura familiar, garantindo que a agricultura siga sendo praticada com êxito”, relatou a agricultora.
Criado em 1995, o Pronaf já concedeu R$ 870 bilhões em financiamentos através de 43 milhões de contratos. Somente nas últimas três safras, o volume disponibilizado cresceu 47,5%, com aplicação de mais de R$ 186 bilhões no crédito rural. A próxima etapa do estudo do Ipea e do MDA prevê um detalhamento ainda maior sobre o perfil da agricultura familiar no Brasil.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), deflagrou nesta quinta-feira (30) a Operação “Irmãs”. O objetivo é desarticular o núcleo feminino estadual da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), responsável pela articulação e expansão do grupo no Espírito Santo.
As investigações foram concluídas com o ajuizamento de três denúncias contra 10 mulheres apontadas como integrantes da facção criminosa. De acordo com o Ministério Público, as prisões preventivas das suspeitas foram decretadas pela 4ª Vara Criminal de Vitória.
Nesta quinta-feira, as equipes do Gaeco cumprem mandados de prisões e cinco mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do Estado. As diligências ocorrem nos municípios de Vila Velha, Serra, São Mateus, Cachoeiro de Itapemirim e Aracruz.
As investigações indicam que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e forte participação na manutenção e no fortalecimento da organização criminosa em território capixaba. Segundo o MPES, as integrantes atuavam em diferentes frentes, inclusive ocupando posições de liderança dentro da hierarquia da facção.

A Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes) iniciou, nesta terça-feira (28), o período de inscrições para mil vagas em cursos de Ensino a Distância (EAD) no Espírito Santo. O projeto E-Empreender disponibiliza dez áreas de formação voltadas para quem busca abrir um negócio ou qualificar a gestão de empresas já existentes.
As oportunidades são destinadas a residentes do estado com idade mínima de 16 anos. A seleção dos candidatos será realizada de acordo com a ordem cronológica de inscrição no sistema.
Cursos e vagas
O projeto oferece 100 vagas para cada uma das dez modalidades disponíveis. Cada participante tem o direito de se matricular em até dois cursos simultaneamente. As opções de formação abrangem áreas de gestão, marketing e vendas digitais:
Fotografia mobile na prática;
Comunicação que conecta: estratégias para pequenos negócios;
Seu negócio no digital: estratégias simples para vender mais;
Como empreender no e-commerce;
Você: o primeiro negócio;
Diversidade e inclusão no empreendedorismo;
Empreendedorismo;
Gestão financeira descomplicada;
Marketing;
Mídias Sociais.
Cronograma e inscrições
As inscrições permanecem abertas até o dia 18 de maio e devem ser realizadas exclusivamente pela internet, através do site oficial (inscricao.aderes.es.gov.br/cadastrar). Após o preenchimento do cadastro com dados pessoais e a realização do login, o candidato deve acessar a seção “Cursos Online” para selecionar as formações desejadas.
O período de aulas está previsto para ocorrer entre os dias 25 de maio e 25 de junho. Segundo as diretrizes da Aderes, o acesso ao conteúdo programático não é imediato; após o encerramento do prazo de inscrição em 18 de maio, o sistema requer um prazo de até dois dias úteis para processar e liberar os cursos.
Acesso ao conteúdo
Finalizado o prazo de processamento, os alunos selecionados deverão acessar novamente o sistema de inscrição para conferir a disponibilidade do material na barra “Meus Cursos”. Todo o processo de aprendizagem ocorre de forma remota, permitindo que os estudantes realizem as atividades conforme sua disponibilidade dentro do cronograma estabelecido.

A cidade de Vitória sedia, entre os dias 4 e 8 de maio, a quinta edição do Festival PCD – Pinta, Canta e Dança. O evento gratuito, realizado no Sesc Glória, no Centro, e na APAE Vitória, em Bento Ferreira, oferece ao público exibições de cinema, debates e apresentações artísticas, com o objetivo de promover a inclusão cultural e social de pessoas com deficiência (PcD).
Audiovisual e encerramento ao público
Um dos focos da programação do evento é a Mostra de Cinema “Outros Sentidos”, que exibe curtas-metragens documentais e experimentais com abordagens sobre deficiência, diversidade e experiências sensoriais. A mostra conta com sessões no Sesc Glória e culmina em um bate-papo de encerramento no dia 8 de maio com o cineasta e curador Daniel Gonçalves, além dos diretores envolvidos nas obras.
A sexta-feira (8) também concentra o encerramento do festival no teatro do Sesc Glória, a partir das 14h. A agenda aberta ao público inclui performances musicais, uma confraternização e o compartilhamento dos resultados das oficinas de artes visuais, expressão corporal e música. As atividades formativas ocorrem ao longo da semana para os alunos que garantiram participação durante o período de inscrições, encerrado no final de abril.
Empregabilidade e acesso ao mercado
Além da agenda artística, a iniciativa foca na atuação profissional por meio do Banco de Currículos PcD. A ferramenta visa conectar pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, em parceria com empresas e instituições apoiadoras do evento. O cadastro de currículos segue aberto até o dia 31 de maio e deve ser realizado por meio deste link.
Organização e estrutura
O Festival PCD é realizado pelo Movimento Cidade, um projeto capixaba com foco em sustentabilidade e criatividade urbana. A sócia-diretora do grupo, Luísa Costa, detalha o conceito da ação. “Quando falamos em cidade, estamos falando de gente e de pertencimento. O festival nasce justamente desse entendimento: criar espaços onde todas as pessoas possam se expressar, participar e se reconhecer na cultura, sem limites”, afirma.
A execução do festival engloba uma equipe técnica e de produção composta majoritariamente por profissionais com deficiência. O projeto recebe o patrocínio da EDP, apoio do Sesc Glória e fomento do Governo do Estado do Espírito Santo, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba.
Programação completa
04 de maio (segunda-feira)
13h às 17h: Oficina de Artes Visuais “Mural do Silêncio: Cores que falam”, com Rafael Odrus (DF). Local: APAE Vitória.
14h às 18h: Oficina de Expressão Corporal: “Corpo em Movimento”, com Keyla Ferreira (SP). Local: SESC GLÓRIA (Sala de Dança).
14h às 18h: Oficina de Música “Som e Sensação”, com Luiz Amorim (PR). Local: SESC GLÓRIA (Sala da Palavra).
05 de maio (terça-feira)
13h às 17h: Oficina de Artes Visuais “Mural do Silêncio: Cores que falam”. Local: APAE Vitória.
14h às 18h: Oficina de Expressão Corporal: “Corpo em Movimento”. Local: SESC GLÓRIA (Sala de Dança).
14h às 18h: Oficina de Música “Som e Sensação”. Local: SESC GLÓRIA (Sala da Palavra).
06 de maio (quarta-feira)
13h às 17h: Oficina de Artes Visuais “Mural do Silêncio: Cores que falam”. Local: APAE Vitória.
14h: Mostra de Cinema “Outros Sentidos” (Sessão 1 – aberta aos alunos). Curtas: Nem a Cores (15min), Assexybilidade (21min), Deffuturismo 03 – a humanidade diversa (11min) e Seliberation #3 (6min). Local: Sala de Cinema SESC.
15h às 18h: Oficina de Expressão Corporal: “Corpo em Movimento”. Local: SESC GLÓRIA (Sala de Dança).
15h às 18h: Oficina de Música “Som e Sensação”. Local: SESC GLÓRIA (Sala da Palavra).
07 de maio (quinta-feira)
13h às 17h: Oficina de Artes Visuais “Mural do Silêncio: Cores que falam” (Entrega dos certificados). Local: APAE Vitória.
14h às 18h: Oficina de Expressão Corporal: “Corpo em Movimento” (Entrega dos certificados). Local: SESC GLÓRIA (Sala de Dança).
14h às 18h: Oficina de Música “Som e Sensação” (Entrega dos certificados). Local: SESC GLÓRIA (Sala da Palavra).
15h: Mostra de Cinema “Outros Sentidos” (Sessão 1 – aberta ao público). Curtas: Nem a Cores, Assexybilidade, Deffuturismo 03 e Seliberation #3. Local: Sala de Cinema SESC.
16h: Mostra de Cinema “Outros Sentidos” (Sessão 2). Curtas: Mona (6min), Olho Vivo (18min), Dentro da Cena (18min) e Nascida com a Manhã (21min). Local: Sala de Cinema SESC.
08 de maio (sexta-feira) – Encerramento
Local: SESC GLÓRIA (Teatro)
14h: Abertura das apresentações finais. Falas institucionais (Movimento Cidade, patrocinadora e apoiadora).
15h15: Bate-papo com o cineasta Daniel Gonçalves e João Giry.
15h45: Apresentação da Oficina de Música “Som e Sensação”.
16h00: Apresentação da Oficina de Artes Visuais “Mural do Silêncio: Cores que falam”.
16h15: Apresentação da Oficina de Expressão Corporal “Corpo em Movimento”.
16h40: Apresentação musical com Luiz Amorim.
17h00 às 18h00: Confraternização.
Serviço
Datas: 04 a 08 de maio de 2026.
Horário geral: 9h às 19h.
Locais: Sesc Glória (Av. Jerônimo Monteiro, 428 – Centro, Vitória – ES) e APAE Vitória (R. Aluysio Simões, 185 – Bento Ferreira, Vitória – ES).
Inscrições Banco de Currículos (até 31/05) neste link
Mais informações: Instagram @festival.pcd.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) promoveu nesta quarta-feira (29), uma vistoria técnica e fiscal na Ponte Sérgio Ceotto, conhecida como Segunda Ponte, em Colatina. A ação tem como objetivo avaliar as condições estruturais do local e contribuir com análises técnicas após a identificação de marcas em duas pilastras da construção.
A fiscalização, conduzida por uma equipe multidisciplinar formada por engenheiros civis, mecânicos, especialistas em cálculo estrutural, geólogos, agrônomos e agentes fiscais do Conselho, começou pela cabeceira da ponte localizada no bairro Lacê, no lado Norte da cidade.
Segundo o Crea-ES, a análise detalhada colabora com os estudos que já estão sendo executados por outros órgãos responsáveis pela manutenção da via.
A inspeção ocorre após a circulação de um vídeo em redes sociais no qual o narrador demonstra preocupação com marcas visíveis em duas pilastras da ponte. A repercussão das imagens levou a Prefeitura de Colatina a acionar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que realizou uma avaliação preliminar no local no último domingo (26).
Em nota, o DNIT informou que não foram identificados problemas de ordem estrutural. De acordo com a autarquia, o que aparece nas imagens não são rachaduras, mas um desplacamento do estuque, camada de acabamento, em um dos pilares. O órgão afirmou que a situação não apresenta gravidade e não oferece risco aos usuários da ponte.
Mesmo com o parecer inicial do DNIT, o Crea-ES optou por enviar sua equipe técnica para reforçar a segurança da população. O Conselho destacou que vistorias desta natureza são fundamentais para assegurar a integridade de estruturas que suportam grande fluxo de veículos.
Em posicionamento oficial, o Crea-ES reforçou a “importância de manutenções periódicas e preventivas para garantir a durabilidade das estruturas e a segurança daqueles que trafegam nelas”.

O Governo do Espírito Santo anunciou, nesta terça-feira (28), um investimento superior a R$ 300 milhões para o setor de Ciência, Tecnologia, Inovação (CT&I) e Extensão no ano de 2026. A verba financiará a abertura de 34 editais, sendo 12 inéditos, apresentados durante um evento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), na Cidade da Inovação, em Vitória. O montante será destinado a bolsas acadêmicas, pesquisa científica e fomento ao empreendedorismo tecnológico em diversas regiões do Estado.
Para acessar a lista completa com os 34 editais anunciados e seus respectivos cronogramas, clique aqui.
Os recursos são provenientes do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia (Funcitec) e do Funcitec/Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). O aporte abrange eixos como carreira científica, difusão de conhecimento, extensão e internacionalização da pesquisa produzida no território capixaba. O evento de apresentação reuniu cientistas, professores, estudantes, empreendedores e representantes do setor produtivo.
O diretor-geral da Fapes, Rodrigo Varejão, definiu a iniciativa como um passo para a ampliação da estrutura de fomento no Estado. “Realizamos mais um importante evento de lançamento de editais da Fapes, com iniciativas inéditas e um volume recorde de recursos. Com isso, fortalecemos o fomento a um ecossistema de ciência, tecnologia e inovação em constante crescimento”, afirmou Varejão, destacando o foco na formação de talentos e na presença internacional da pesquisa local.
Para o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Jales Cardoso, o objetivo central é a aplicação prática da verba pública. “Nosso compromisso é esse: transformar investimento em oportunidade, desenvolvimento e qualidade de vida para os capixabas”, ressaltou o secretário.
Programas inéditos e intercâmbio estadual
Do total de 34 chamadas previstas para 2026, oito já foram lançadas ao longo do ano. Durante o evento desta terça-feira, quatro novos editais foram oficialmente abertos, incluindo duas iniciativas inéditas no Espírito Santo: o programa de Bolsas de Doutorado Sanduíche, focado no intercâmbio internacional, e o Dr. Empreendedor Capixaba.
O programa Dr. Empreendedor Capixaba foi inspirado em um modelo adotado no Rio Grande do Sul. Odir Dellasgotin, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e ex-presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), esteve presente no evento em Vitória para comentar a expansão da iniciativa.
“A Fapes é uma das principais fundações estaduais de amparo à pesquisa e tem papel fundamental no desenvolvimento do Espírito Santo. Este evento representa avanço e, especialmente, a expansão de um programa que idealizamos no Rio Grande do Sul, o Doutor Empreendedor, que já apresenta excelentes resultados”, declarou Dellasgotin. Ele acrescentou que a expansão da iniciativa “fortalece a inovação, ao apoiar doutores altamente qualificados na transformação do conhecimento científico em produtos e processos”.
Resultados na agricultura e no setor de rochas
O encontro na Cidade da Inovação também serviu para a apresentação de projetos que já receberam financiamento da fundação estadual e geraram produtos no mercado.
Um dos casos expostos foi o da startup SymbiosTech, que desenvolve uma nova classe de fertilizantes biológicos para a agricultura sustentável e que já firmou parceria com a empresa portuguesa SoilVitae. Amanda Bertolazi, CEO da startup e doutora em Produção Vegetal, destacou que a fundação apoiou desde sua iniciação científica até o desenvolvimento da empresa, por meio de editais como PIBICES, PROFIX e Centelha-ES. “As subvenções foram essenciais para tirar minha ideia do papel, validar o produto e avançar no desenvolvimento da startup”, pontuou Bertolazi.
Outro destaque foi um aplicativo de análise ambiental voltado para o setor de rochas ornamentais, desenvolvido pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) – Campus Cachoeiro de Itapemirim. A ferramenta, apoiada pelo Edital de Extensão Tecnológica, coleta e organiza dados para a análise do ciclo de vida das rochas naturais, medindo os impactos ambientais de toda a cadeia produtiva. A metodologia visa comprovar a sustentabilidade do setor econômico capixaba e aumentar sua competitividade global, tendo sido apresentada recentemente na feira Marmomac, na Itália.
Segundo o coordenador do estudo, professor Igor Pizetta, o fomento público foi a base estrutural da pesquisa. “Esse tipo de financiamento viabiliza desde a compra de equipamentos até a formação de bolsistas, que passam a ter uma capacitação diferenciada. Sem a Fapes, não teríamos conseguido estruturar nosso grupo de pesquisa nem alcançar o impacto que temos hoje no desenvolvimento tecnológico do Estado”, explicou o professor.

O Governo do Brasil determinou, na última sexta-feira (24), o bloqueio de 28 plataformas online conhecidas como mercados de predição, equiparando as atividades desses sites às operações de apostas irregulares. A medida foi detalhada no Palácio do Planalto pelos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Miriam Belchior (Casa Civil), e tem como objetivo desarticular o mercado ilegal, proteger a economia popular e evitar o aprofundamento do endividamento das famílias brasileiras.
O que são os mercados de predição
Nessas plataformas, os usuários negociam contratos financeiros baseados em respostas de “sim ou não” sobre o desfecho de acontecimentos reais futuros. Os palpites abrangem decisões políticas, indicadores econômicos, premiações culturais, eventos esportivos e chegam a envolver até mesmo previsões do tempo ou a morte de celebridades. O sistema funciona como uma “bolsa de apostas”: quem acerta o evento ganha dinheiro, e quem erra perde o valor investido.
Comercializadas de forma a simular modalidades de investimento, as plataformas negociam esses contratos sob o jargão de “derivativos”. No entanto, o Ministério da Fazenda consolidou o entendimento de que os serviços operam sob a exata lógica das “bets”, mas sem o lastro financeiro necessário, atuando para contornar a legislação nacional.
“A gente não vai ter aqui previsão de chuva, morte de uma determinada celebridade, como possibilidade de ser encarado como derivativo regular no Brasil”, explicou o ministro Dario Durigan. Ele ressaltou que a lei brasileira de apostas permite a operação apenas sobre eventos esportivos reais e jogos online com regras claras e definidas.
Base legal e execução do bloqueio
A fundamentação para a proibição está embasada na Resolução nº 5.298, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 24 de abril de 2026. O texto veda expressamente a oferta e a negociação de contratos derivativos cujos ativos estejam vinculados a eventos de entretenimento, política ou esportes. A ação também se baseia em uma Nota Técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e em um parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
“Os mercados de predição não são legais, não são regulares no Brasil. Nós temos hoje um comando do Congresso Nacional, de uma lei do mercado de apostas, que tem sido executada de maneira rigorosa. Os mercados de predição não estão aderentes a essa regulação”, afirmou Durigan, classificando o período entre 2018 e 2022 no setor como um “espaço de anarquia” pela falta de acompanhamento do Estado.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi a responsável por operacionalizar a retirada das empresas do ar. “Desde ontem, quando a gente recebeu a notificação do Ministério da Fazenda, a Anatel imediatamente notificou as mais de 19 mil prestadoras que prestam serviços de acesso à internet no país, solicitando o bloqueio imediato do acesso às 28 empresas citadas”, relatou o conselheiro da agência, Octávio Pieranti, garantindo que o órgão está pronto para emitir novas ordens para coibir a prática.
Foco na proteção financeira
A principal preocupação destacada pelo governo federal é a exposição da população a riscos financeiros não calculados. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, frisou que a ação impede a consolidação de um segmento sem controle. “Essa medida busca proteger a renda, evitar perdas financeiras para as pessoas e reduzir a exposição das famílias a práticas inseguras”, disse.
Durigan complementou afirmando que o cerco às predições compõe um esforço maior do Executivo para aliviar o nível de dívida de pequenas empresas, estudantes, agricultores e famílias brasileiras. Segundo o ministro, as apostas geram “uma dívida ruim, que prejudica a esperança e a qualidade de vida das pessoas”.
Balanço das operações
O bloqueio das 28 plataformas preditivas soma-se a um escopo mais amplo de repressão ao mercado clandestino de jogos virtuais. De acordo com os dados apresentados, as ações do governo já resultaram em:
O governo federal informou que continuará endurecendo a regulação para garantir que as empresas atuem dentro das regras estabelecidas, visando conter impactos na saúde mental, comportamentos compulsivos e o comprometimento do orçamento populacional.

O Partido Liberal (PL) articula o lançamento da campanha nacional “O Brasil que trabalha não pode parar” para se contrapor às propostas que preveem o fim da escala de trabalho 6×1 no Congresso Nacional. A ofensiva, que contará com vídeos veiculados na televisão e nas redes sociais, busca mobilizar o eleitorado de direita e o setor empresarial sob o argumento de que a redução da jornada acarretará perdas financeiras aos trabalhadores, especialmente os de menor renda. O movimento ocorre no momento em que a Câmara dos Deputados instala, nesta quarta-feira (29), a comissão especial para analisar a pauta.
De acordo com bastidores divulgados pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a estratégia central do PL é humanizar o debate econômico e antecipar uma narrativa de alerta antes do avanço das discussões no colegiado. Para isso, os primeiros vídeos da campanha trarão depoimentos de mulheres expressando preocupação com eventuais reduções de salário. Um dos materiais afirma diretamente que “reduzir a jornada pode prejudicar a vida da mulher trabalhadora”.
O partido argumenta que os custos adicionais gerados aos empregadores com o fim da escala 6×1 serão repassados indiretamente aos funcionários. A posição, apoiada por setores do empresariado, contrapõe-se aos textos em tramitação, que vedam expressamente a diminuição dos vencimentos.
Articulação e discurso no Congresso
A legenda tem intensificado o discurso de que o trabalhador “pagará a conta”, em resposta às críticas que parlamentares bolsonaristas vêm recebendo nas redes sociais após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovar a admissibilidade de uma das propostas. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), classificou a mobilização como uma medida eleitoreira.
“Agora, num passe de mágica, o Lula inventou, junto com alguns parlamentares da esquerda, a famosa pauta que vai resolver o problema do trabalhador brasileiro: o fim da escala 6 por 1. Mentira e enganação em ano eleitoral”, discursou o parlamentar.
A ofensiva também conta com o respaldo da alta cúpula partidária. O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e o do União Brasil, Antônio Rueda, já declararam intenção de atuar na tramitação. Anteriormente, o deputado Marco Feliciano (PL-SP) chamou a resistência de “kit obstrução”, defendendo o modelo atual. “Democracias sérias e maduras, como os Estados Unidos da América e Japão, todas as pessoas trabalham até a exaustão”, afirmou Feliciano.
Instalação da comissão especial
Enquanto o PL prepara seu contra-ataque midiático, a Câmara dos Deputados avança na formalização do debate. Conforme informações da Agência Brasil, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou para esta quarta-feira (29) a instalação da comissão especial, que será presidida pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) e terá Leo Prates (Republicanos-BA) como relator. O colegiado será formado por 37 membros titulares e 37 suplentes, com prazo regimental de até 40 sessões para emitir um parecer.
Motta defende que o diálogo inclua trabalhadores, empresários, Judiciário e pesquisadores para construir um texto que garanta a redução da jornada sem perda salarial, projetando, inclusive, aumento de produtividade devido ao maior tempo de descanso. A expectativa da presidência da Câmara e de Alencar Santana é de que o tema seja votado na comissão e no plenário ainda no mês de maio.
O colegiado avaliará diferentes frentes sobre o tema, impulsionadas pelo movimento Vida Além do Trabalho. Duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) tramitam em conjunto:
Paralelamente às PECs, diante da possibilidade de uma tramitação longa e da obstrução oposicionista liderada pelo PL, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso na última semana um Projeto de Lei (PL) com urgência constitucional. A proposta do Planalto visa acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. Por tramitar em regime de urgência, o projeto precisa ser votado em até 45 dias, sob pena de trancar a pauta do plenário da Câmara.
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