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Quase 600 mil capixabas vivem em favelas e comunidades urbanas, aponta IJSN

01 jun 2026 - 09:45

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Levantamento mostra que 71,3% desses territórios estão concentrados na Grande Vitória. Estudo analisa dados do Censo 2022 para orientar políticas públicas de habitação e infraestrutura
Quase 600 mil capixabas vivem em favelas e comunidades urbanas, aponta IJSN. Foto: Piotr Piatrouski/9parusnikov/stock.adobe.com

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) publicou nesta segunda-feira (18) o “Caderno Favelas e Comunidades Urbanas do Espírito Santo”, um levantamento detalhado que mapeia a realidade habitacional do estado. Elaborado pela Coordenação de Estudos Territoriais (CET), o estudo utiliza dados oficiais, com destaque para o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para diagnosticar as condições de vida, a infraestrutura e as vulnerabilidades dessas áreas. A iniciativa tem como objetivo fornecer bases analíticas para subsidiar políticas públicas voltadas à redução das desigualdades socioespaciais e à promoção do direito à cidade.

De acordo com as informações levantadas, o Espírito Santo conta atualmente com 516 favelas e comunidades urbanas. Esses territórios abrigam uma população de 598.377 pessoas, contingente que corresponde a 15,61% de todos os habitantes do estado.

O estudo evidencia uma forte concentração geográfica dessas ocupações. Do total de favelas e comunidades urbanas mapeadas em território capixaba, 71,3% estão localizadas nos municípios que compõem a Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV). A publicação aponta que essa configuração territorial impõe desafios diretos ao planejamento urbano e à garantia de direitos fundamentais à população residente.

Critérios de análise e contexto histórico
Para construir o panorama estadual, o documento reúne análises quantitativas e qualitativas, cruzando informações sobre o perfil sociodemográfico dos moradores e as características estruturais dos domicílios. O relatório também avalia o nível de acesso da população a serviços públicos e a situação da infraestrutura urbana local, além de registrar questões atreladas a conflitos socioambientais e à presença de áreas de risco.

Além da sistematização dos indicadores estatísticos, o caderno propõe uma abordagem conceitual sobre a formação histórica das favelas no Brasil. O texto aborda as transformações nas nomenclaturas oficiais utilizadas pelo IBGE ao longo das últimas décadas, ressaltando a importância do reconhecimento das especificidades e dinâmicas próprias de cada um desses territórios.

Foco no direito à cidade
A publicação do instituto reforça que a coleta e a sistematização contínua dessas informações são etapas essenciais para a atuação governamental. Segundo o documento, a produção técnica do caderno serve para orientar estratégias de enfrentamento às vulnerabilidades urbanas, buscando garantir a promoção do direito à moradia digna para os cidadãos que habitam essas regiões.

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Atualizado: 01/06/2026 10:17

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