O lançamento do Plano Safra 2024/2025, que estava programado para ser anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (26), foi adiado. Segundo informações obtidas pela reportagem do R7, o adiamento ocorreu devido a ajustes na agenda presidencial. A nova data para o anúncio do programa foi remarcada para 3 de julho.
O evento, inicialmente previsto para acontecer em Rondonópolis, Mato Grosso, foi postergado devido à dificuldade em organizar a cerimônia em tempo hábil e à ausência de um espaço adequado para comportar o evento.
Na terça-feira (25), uma reunião entre o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente da República discutiu os detalhes finais do plano. Também estiveram presentes na reunião o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
Durante a formulação do plano, o ministro Carlos Fávaro recebeu diversas reivindicações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Entre os pontos discutidos, destacam-se o aumento dos recursos financiáveis, o fortalecimento do seguro rural, a regulamentação da lei que criou o Fundo de Catástrofe, o rebate de taxas ou aumento do limite financiável, a coibição das práticas de venda casada e a priorização de recursos para as linhas de investimento.
Fontes envolvidas nas negociações indicam que o Plano Safra 2024/2025 deverá superar o valor destinado para a safra 2023/2024, que alcançou R$ 435 bilhões em crédito rural para pequenos, médios e grandes produtores, o maior valor registrado na história.
Entre os principais objetivos do plano está o incentivo ao fortalecimento dos sistemas de produção ambientalmente sustentáveis, com redução das taxas de juros para a recuperação de pastagens e premiação para os produtores.
O Plano Safra é uma iniciativa do governo federal destinada a apoiar o setor agropecuário, oferecendo linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas.
O programa tem vigência de um ano, iniciando em 1º de julho e se estendendo até junho do ano seguinte, acompanhando o calendário das safras brasileiras. A liberação dos recursos possibilita o custeio de equipamentos e produtos, além de melhorias nas propriedades rurais.